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| Subject: Re: Marx, Lei do Valor, Tempo-de-Trabalho e "Demonstração" - 4 | |
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Author: Guilherme Statter |
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Date Posted: 17/09/06 0:38:22 In reply to: Guilherme Statter 's message, "Marx, Lei do Valor, Tempo-de-Trabalho e "Demonstração" - 1" on 13/09/06 16:02:42 Antes de prosseguir para uma eventual "demonstração final" (?...) é importante sublinhar ou referir alguns aspectos ou premissas de caracter elementar ou fundamental: 1. A abordagem sistematicamente aqui adoptada releva do holismo metodológico. Tal poderá ser ilustrado pela expressão "ver primariamente a floresta e só secundariamente (num segundo momento analítico) é que se vêm as árvores e todas as outras plantas". 1.2 Mesmo alguns autores que se reclamam do marxismo caem sistematicamnente no “erro” do individualismo metodológico. Ou seja, ver primariamente as árvores e/ou as ervas todas e mais algumas e só depois – secundariamente – é que se vê a floresta. 1.3 Em rigor o chamado individualismo metodológico não é propriamente um erro. Será antes um contrasenso ou falta de coerência lógica, reclamar-se do marxismo e adoptar (para efeitos de argumentação) a abordagem do referido individualismo metodológico. 2. O capitalismo é um todo orgânico no qual as diversas e múltiplas relações entre as partes acabam todas elas, as partes e as relações (sem excepção e em última análise), por ser determinadas pela incessante necessidade de auto-valorização e de acumulação do Capital. 3. Relativamente ao problema anterior do Individualismo Metodológico versus o Holismo Metodológico, dir-se-á (por via do Holismo Metodológico) que é a lógica do sistema capitalista que determina o comportamento das empresas e das famílias (consumidores) e não ao contrário. Seguindo o Individualismo Metodológico, o comportamento das empresas e das famílias é determinado de forma autónoma, segundo regras de comportamento postuladas para esses actores sociais individuais, e o comportamento global do sistema é apenas o resultado (ou comportamento "emergente") das múltiplas interacções entre as partes. 4. Quando aqui às vezes se escreve "que é de âmbito ‘societal’" (por exemplo, a produtividade média do trabalho)) está-se a pensar na sociedade humana na sua total totalidade... Os cerca de 6.500.000.000 de pessoas distribuídas por múltiplas nações e/ou comunidades nacionais, organizadas (ou não) em Estados. 5. Assim, quando se fala da "Capacidade Produtiva Existente" (ou CPE) - no actual sistema capitalista - está-se a pensar na total totalidade de todas as fábricas, ferramentas e instrumentos, suas tecnologias e respectivo conhecimento científico, seja sob a forma de livros, CD’s (e quaisquer outros "gadgets") ou ainda o conhecimento incorporado nos produtos finais ou nas competências técnicas e científicas de todos os trabalhadores de todo o mundo. Quando se fala de "produtividade social" não se está a falar da fábrica A, B ou C. Nem sequer da industria X, Y ou Z. Nem mesmo do país ou Estado K, Y ou W. Está-se a falar da sociedade humana na sua total totalidade. Quando muito (e por facilidade de exposição e de discussão de praxis política) pode considerar-se a distribuição planetária dessa CPE e respectiva produtividade social, pelas diversas fracções político-territoriais pelas quais se distribui a total totalidade da espécie humana. 6. O problema da pluralíssima diversidade humana e respectivas capacidades laborais individuais (a qualidade do trabalho de cada um de nós em concreto...) deve ser visto do prisma da "produtividade média" (da CPE à escala da totalidade do sistema...) e respectivas centenas de milhões de "desvios-padrão" de todos e cada um dos trabalhadores, relativamente à ficção teórica (útil apenas para efeitos de análise) do "trabalhador médio". A ver se me faço entender... [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| O valor e a chuva | Fernando Penim Redondo | 18/09/06 11:10:17 |
| Re: O valor e a chuva - Acho bem... | Guilherme Statter | 18/09/06 13:10:23 |