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| Subject: capricho e teoria do valor | |
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Author: paulo fidalgo |
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Date Posted: 1/08/06 8:49:41 In reply to: João César das Neves 's message, "A crise, a China e os paradoxos do valor" on 1/08/06 8:40:26 (posição aparecida no debate da cibercélula da saúde) o artigo é obviamente apologético - é ideológico sem procurar fundamentar - quando diz que há 2 maneiras de ver o valor: pelo lado do esforço - a teoria clássica super aprofundada por marx - e o capricho, aquilo a que se costuma chamar o marginalismo. Subentende-se que, pelo esforço, os produtos chineses deviam valer tanto como os suecos. Mas a verdade é que valem (muitissimo) menos. Assim, a explicação para a disparidade está no capricho dos homens que preferem dar muito dinheiro pelas coisas suecas e pouco pelas chinesas. Enquanto o capricho das pessoas for assim, e segundo o abominável das neves, assim continuará, não há problema porque o valor da produção do centro capitalista desenvolvido será sempre muito mais valiosa. O que destingue o «ser valioso» não é o «valor», sobretudo se esse dito «valor» resultar de uma avaliação do esforço, da «força de trabalho» segundo Marx, mas sim o capricho. Em economia não há valor há capricho. Ou melhor, o valor resume-se ao livre arbrítrio do caricho. Fica contudo por mostrar porque é que o capricho atribui sistematicamente mais valor ao ezomeprazol sueco do que ao carrinho de linhas chinês. Porque é que o tal capricho não se distribui alietoriamente. Não se distribui alietoriamente porque há de facto valor, objectivo nas relações económicas. E isso é que o aboninável não consegue iludir apesar de nos querer fazer mostrar que o marxismo não explica a diferença de valores em questão. Contudo, isso é uma desonestidade porque a teoria do valor baseada no trabalho explica a diferença de valor entre a produção chinesa e sueca. Porque o custo da mão de obra sueca é mais alto - basta dizer que a esperança de vida de um trabalhador sueco é para aí 80 anos e um chines é para aí metade - e porque o capital fixo da suécia é incomensuravelmente superior, a chamada composição orgãnica do capital. Para explicar aquilo que o abominável gostaria que não explicasse, o marxismo está em muito melhores condições do que o seu capricho marginalista. E, se o abominável pode hoje dormir descansado, acerca do baixo valor da produção chinesa, já o mesmo não se pode dizer dos escritórios em Washington, onde a competitividade económica de muitas nações, a china incluída, mas também a UE, a Índia, o Brasil e a África do Sul, podem ameaçar o lugar de hegemonia económica americana, que por muitos indicadores já foi mais clara e ampla no passado do que agora. A perda de hegemonia económica desencadeia contudo comportamentos perigosos como seja o recurso à exibição de força militar colossal, para explicar ao mundo e aos seus diversos actores que não basta ter riqueza, é preciso ter força. Nesse aspecto, os EUA dão mostras de estar armados até aos dentes. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Re: capricho e teoria do valor | Rosa Redondo | 1/08/06 19:33:01 |
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