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| Subject: Re: capricho e teoria do valor | |
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Author: Rosa Redondo |
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Date Posted: 1/08/06 19:33:01 In reply to: paulo fidalgo 's message, "capricho e teoria do valor" on 1/08/06 8:49:41 Dizia-se na Cibercélula: “Fica contudo por mostrar porque é que o capricho atribui sistematicamente mais valor ao ezomeprazol sueco do que ao carrinho de linhas chinês. Porque é que o tal capricho não se distribui alietoriamente. Não se distribui alietoriamente porque há de facto valor, objectivo nas relações económicas. E isso é que o aboninável não consegue iludir apesar de nos querer fazer mostrar que o marxismo não explica a diferença de valores em questão. Contudo, isso é uma desonestidade porque a teoria do valor baseada no trabalho explica a diferença de valor entre a produção chinesa e sueca. Porque o custo da mão de obra sueca é mais alto ... e porque o capital fixo da suécia é incomensuravelmente superior, a chamada composição orgãnica do capital.” É quase comovente a ingenuidade deste convencimento de que o acolhimento do mercado aos produtos suecos e ao seu alto preço relativo se baseia no conhecimento pelos consumidores do custo de mão de obra, composição orgânica do capital etc! Diz J. C. das Neves: “Por que razão, entre os milhares de bonecos da loja, só um deles, e logo o mais caro, se vende em grandes quantidades? Por causa dos milhões gastos a fazer os filmes, séries televivas, videojogos e a maciça publicidade que o popularizaram, levando todas as crianças a quererem aquele brinquedo em particular.” Ora justamente esses gastos representam trabalho que acrescenta valor. Ou não? Parece que não, segundo a Cibercélula.... Curiosamente, parece que J. C. das Neves é que acha que sim! Citando: “Este problema é o mesmo com que os agricultores lidam há milénios. Desde a Antiguidade que se ouvem os homens do campo protestar contra a exploração dos intermediários, comparando o preço dos seus vegetais à saída da quinta com o que é pago pelos clientes. Mas estes protestos não têm em conta que o valor da peça de fruta no prato é muito superior ao que ela tinha na árvore. Transportar, acondicionar, refrigerar, distribuir, anunciar e comercializar exige muito esforço e organização, que têm de ser incorporados no custo.” A Cibercélula considera incompatíveis a teoria clássica do valor pelo esforço e o marginalismo. Se tivesse uma aproximação menos maniqueísta, perceberia que os consumidores não compram “por capricho” mas porque o trabalho de muitos outros, para além do produtor básico, os convenceu de que a aquisição era boa para eles. Continua a ser o trabalho que cria o valor; o processo é que já não é o mesmo! [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Re: capricho e teoria do valor | paulo fidalgo | 1/08/06 21:47:35 |