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Subject: É preciso desenhar uma nova ferramenta para levar a bom termo esta tarefa.


Author:
Fernando Penim Redondo
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Date Posted: 22/06/06 12:52:39
In reply to: JMC 's message, "Alguns tópicos acerca da decadência e da superação do capitalismo" on 10/06/06 22:51:08

É pena que este texto não tenha tido respostas à altura da sua pertinência (também eu me penitencio).

Resolvi publicá-lo na secção Textos do DOTeCOMe e vou aqui fazer alguns comentários muito sintéticos.

Detecto algumas evoluções positivas de JMC, na linha de coisas que também eu tenho defendido, como seja:

"... questões importantes, nomeadamente, como caracterizar uma possível nova grandeza representativa do valor do trabalho humano e como formular uma unidade coerente para a sua medida..."

"...emergem outras formas de produção, não exclusivamente baseadas no salariato, nas quais os trabalhadores não vendem a sua força de trabalho nem desenvolvem o trabalho subordinado ao comando do capitalista, mas vendem produtos do seu trabalho, que organizam a seu modo. E estas novas actividades, produzindo mercadorias inovadoras (a maior parte delas informacionais), apresentam-se com a capacidade de gerar taxas de lucro muito elevadas, por transferência de valor nas trocas com as actividades produtivas industriais típicas do capitalismo..."

"Muita gente ainda se ilude, infelizmente, pensando que para um novo modo de produção entrar em cena o que existe tem de fechar as portas. Confunde a revolução social com a revolução política, esquecendo que esta é apenas a outra forma da economia ultrapassar as barreiras que lhe entravam o desenvolvimento; e confunde os protagonistas da revolução social com as classes sociais pertencentes ao modo de produção dominante numa determinada fase histórica, ou, mais grave, com a sua classe explorada. Daí que nas profecias idealistas a primazia seja dada à componente política da revolução social. A do comunismo marxista ainda tentou justificar esta ilusão com as contradições intrínsecas do capitalismo, mas também não escapou à controvérsia: se as crises cíclicas não o fazem desaparecer, torna-se necessário o empurrão da revolução política; se existe uma real tendência para a taxa de lucro decrescer, o colapso será inevitável e a revolução política assumirá foros de transição pacífica do poder. Os próprios marxistas não se entendem sobre este magno problema, mas, apesar dele, continuam a atribuir às massas exploradas o protagonismo revolucionário, colocando a chave da transformação social na vontade de acabar com o regime que as explora."

"Um novo modo de produção não é caracterizado pelos novos produtos nem pelas novas técnicas com que sejam produzidos, mas pelas novas relações sociais com que o produto é repartido e pela nova forma como o trabalho é organizado."


Por outro lado há no texto coisas incompreensíveis ou mesmo isuportáveis como:



"...o “capitalismo realmente existente” só agora começa a expandir-se globalmente..."

"Partes deste capital, até agora aplicadas na mera especulação e obtendo apenas lucros fictícios ..."

"As crises cíclicas de sobreprodução são uma realidade, assim como a sobre-acumulação é visível pelo volume crescente do capital especulativo; o aumento da composição orgânica do capital é outra realidade; a redistribuição do trabalho por actividades improdutivas não tem compensado a quebra da relação activos/inactivos..."



Infelizmente o autor, apesar de mostrar abertura para as novas realidades, deixa-se manietar por um quadro de análise, quanto a mim, esgotado.

A famosa tese da "tendência decrescente da taxa de lucro" não é posta em causa como base da análise da transição numa lógica que pressupõe que a sociedade faz "cada vez mais do mesmo" (faz lembrar aquela história das previsões, no fim do século passado, do colapso de Nova York com base na extrapolação do número de cavalos e da quantidade de excrementos que produziriam no futuro).

Como já tenho referido penso que alguns dos parâmetros (composição orgânica do capital, por exemplo) do problema já não são bem aqueles que Marx observou e é portanto preciso desenhar uma nova ferramenta para levar a bom termo esta tarefa.

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Replies:
Subject Author Date
Re: É preciso desenhar uma nova ferramenta para levar a bom termo esta tarefa.JMC23/06/06 19:13:46
Re: É preciso desenhar uma nova ferramenta para levar a bom termo esta tarefa.Guilherme Statter26/06/06 19:17:42
Dize o que te vai na alma, meu filho! Continuas assim serás um eterno incompreendido. Benza-te Deus! (NT)Bento XXI 6/07/06 23:36:33


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