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Subject: Choque ideológico de Sócrates abala esquerda


Author:
Ana Sá Lopes
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Date Posted: 19/06/06 14:26:19
In reply to: José Carlos Espada 's message, "Ainda a Revolução Francesa" on 19/06/06 14:12:00

Vasco Rato, até há pouco tempo dirigente do PSD, não tem dúvidas: "O discurso de Sócrates revela que o status quo dos últimos 30 anos, construído e defendido pela esquerda depois do 25 de Abril, tornou-se inviável. Representa, no fundo, uma vitória da direita".

O ex-dirigente do PSD escreveu isto na revista "Atlântico", a mais glamorosa publicação nacional de direita. Aí, Rato também se congratula com "a conversão do PS ao reformismo, a agenda tradicional da direita", um dado "crucial para que, na sociedade portuguesa se estabeleça uma predisposição para aceitar os sacrifícios inerentes às reformas".

Antes, no Congresso do PSD, já Manuela Ferreira Leite se tinha queixado da "anexação de bandeiras" do PSD por parte do Governo PS. E o CDS, o partido mais à direita do espectro político, é frequentemente elogioso para com o Governo.

Tão glosada, a crise dos partidos da direita poderá ser uma árvore que esconde a floresta: afinal, onde se meteu a esquerda? Qualquer observador detecta a volatilização da famosa "ala esquerda" do PS (a maior parte dos seus "quadros" são dirigentes do grupo parlamentar e todos os dias discursam a favor do Governo). O abrandamento do frenesim oposicionista do Bloco de Esquerda é admitido mesmo por alguns dos seus dirigentes, que o atribuem à "crise dos sete anos", à dificuldade de "estar sempre a inovar" e à inexistência de actos eleitorais no futuro próximo. Também o secretário-geral do PCP nota nos trabalhadores a "paralisia em reagir".

Para André Freire, investigador do Instituto de Ciências Sociais, a tão falada "crise da direita" poderá ser meramente conjuntural. A incapacidade de Mário Soares nas Presidenciais é apontada como exemplo da votalilidade do voto em Portugal e o cerco do PS à sociedade civil poderá, a prazo, ter custos. "Não me admirava que viesse um dia o PSD, por via dos Trabalhadores Sociais-Democratas, opor-se ao Governo por tratar mal os trabalhadores e a administração pública", diz ao DN.

O Governo empenhou-se "em salvar o Estado Social", promete o referendo para a despenalização do aborto, mas cedeu na Lei da Procriação Medicamente Assistida, à família tradicional. Investiu mais em qualificação e ensino que os governos de direita e propôs a lei da paridade. Quanto ao resto, no Governo, é considerado "histórico" o rapto da bandeira da segurança à direita, assim como o da eficácia, o de menos Estado (mas "melhor"), e a guerra contra "os corporativismos", a começar nos sindicatos.

Strecht Ribeiro, vice-presidente do grupo parlamentar e membro do "Clube Margem Esquerda" lembra, que Sócrates "não anunciou a baixa de impostos", um abono de esquerda e que, em questões civilizacionais, "é muito mais à esquerda que Guterres" : "Por muito que nos custe, o que ele diz e tenta fazer é no sentido de manter o Estado Social. Mas ninguém tem garantias que não possa haver desvios para outra linha". "Não tenho nenhuma suspeita sobre os seus propósitos. Definir Sócrates à direita é um contra-senso... Se me pergunta como será daqui a um ano, não lhe posso responder".

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Replies:
Subject Author Date
Sempre achei fascinantes estas elocubrações sobre o que poderia ser se fosse... (NT)Guilherme Statter19/06/06 16:23:50
    Re: Sempre achei fascinantes estas elocubrações sobre o que poderia ser se fosse...mas nao e :-) (NT)pjns19/06/06 18:02:19


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