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Subject: Papel do Estado está em baixa


Author:
ASl
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Date Posted: 19/06/06 14:24:59
In reply to: José Carlos Espada 's message, "Ainda a Revolução Francesa" on 19/06/06 14:12:00




O politólogo André Freire assume claramente que "há uma crise na esquerda" e que é evidente "uma hegemonia do pensamento neoliberal que faz o seu caminho na família social-democrata europeia".

André Freire aponta o exemplo de as "privatizações, a redução das prestações sociais, o baixar os entraves à circulação do capital" serem todas medidas "apresentadas como inevitáveis".

Lembrando que "as teorias sobre o fim das ideologias vêm da II Guerra", o investigador recorda que, nessa época, a direita europeia convergiu com a esquerda sobre a necessidade do Estado social. "Hoje, dos anos 80 para cá, assistiu-se ao contrário: o centro-esquerda aproximou-se da direita, sobretudo quanto ao papel do Estado na economia." Para isto contribuiu principalmente "o colapso da União Soviética e a queda do Muro de Berlim". Neste momento, "a pressão das instituições internacionais como o FMI ou o Banco Mundial" fez com que "liberalização e privatizações" se tenham "tornado palavras de ordem". Trata-se de "um contexto difícil para afirmar a ideia de redistribuição geral de esquerda".

Para André Freire, "o Governo tem estado aquém do que seria possível numa perspectiva reformista de centro-esquerda".

"O Governo sublinha muito a ideia da redistribuição de sacrifícios, mas tem ficado aquém do que na minha perspectiva seria possível", afirma Freire, exemplificando que, apesar da promessa feita, o Governo ainda não reviu o sistema de benefícios fiscais às empresas nem acabou com o sigilo bancário.

Para o politólogo, "há um segmento da população, o capital, que tem sido poupado aos ajustamentos. Os ajustamentos que têm estado a ser feitos caem todos sobre os assalariados".

André Freire refere que "a desigualdade na distribuição de sacrifícios, que estão todos a cair para um lado, não é própria de um partido de centro-esquerda".

Mas, segundo o investigador do Instituto de Ciências Sociais, há uma responsabilidade do discurso dominante (especialmente o dos jornais económicos) que vai no sentido de que "o Estado é péssimo, horrível, que há demasiado social, há muitos impostos". Nesta situação, "as pessoas que defendem soluções neo-keynesianas são isoladas, quase consideradas extremistas ou esquerdistas perigosas".

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Subject Author Date
Choque ideológico de Sócrates abala esquerdaAna Sá Lopes19/06/06 14:26:19


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