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Subject: Re: O teorema de Okishio - Alguns apontamentos avulsos - 3


Author:
Guilherme Statter
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Date Posted: 27/05/06 11:54:13
In reply to: Visitante 's message, "Re: O teorema de Okishio - Alguns apontamentos avulsos - 3" on 27/05/06 0:04:32

1. A questão da "idade" da globalização de facto não é pacífica. Não é só aquela polémica entre Gunder FRank e Wallerstein (os 500 ou 5.000 anos...), há também a polémica de identificar "uma só globalização" (iniciada ou não há 500 anos) ou haver várias, de que a actual (iniciada em meados dos anos Oitenta?...) seria de facto a "mais mundial". Não tenho problema em reconhecer a validade e interesse dos seus argumentos, até pela nova notoriedade social do conceito de "globalização", notoriedade essa que sendo um fenómeno novo, é também um factor de reforço da ideia de uma "nova - - globalização".
2. Lendo de outra perspectiva, não tenho também qualquer problema em reconhecer a validade do seu argumento.
De facto de um ponto de vista de "eficácia de exploração", é capaz de ter razão. A exploração é muito "melhor" (no sentido de muito mais eficaz) quando não há sindicatos para perturbar o processo... Confesso que não conheço o suficiente os detalhes ou números da exploração em meados do século XIX, em meados do século XX e agoar na China e/ou India (e outros países do Sudeste Asiático...).
E confesso também que quando comparava com meados do século XIX estava mais a pensar no ambiente social retratado por Dickens e Zola, do que em estatisticas fiaveis sobre os respectivos graus de exploração.
3. No que respeita ao problema do isomorfismo, a minha posição pode resumir-se ao seguinte:
Quando se elabora um qualquer modelo analítico tem sempre que se deixar de fora um numero indeterminado de "variáveis".
O problema da adequação do modelo à realidade que ele pretende analisar e/ou explicar será então um problema de escolha das variáveis efectivamente relevantes. E de entre estas, quais as variáveis "determinantes". Correndo-se sempre - e necessariamente - o risco de que tenhamos errado na escolha e que apareça (no mundo real) o efeito de uma variável por nós não considerada.
A esse respeito, "não há nada a fazer"... O analista só tem é que regressar à banca de trabalho e começar de novo com um modelo renovado, modificado mais abrangente...
No caso da LQTTL, haverá uma classificação que se pode fazer de entre as diversas abordagens:
A - os externalistas
B - os internalistas
Para os externalistas as causas das crises do sistema são sempre exteriores à lógica intrínseca do sistema. Ele é os "choques petrolíferos", ele são as "externalidades políticas", ou então as "revoluções tecnológicas". No tempo do David Ricardo era a progressiva e "inelutável" escassez de terra fértil. Este último factor seria aliás aquilo que explicaria a (já então empiricamente constatada) queda tendencial da taxa de lucro.
Mas sempre "factores externos".
No caso da explicação internalista, haveria que procurar a possível LQTTL, nas contradições lógicas intrínsecas do funcionamento do sistema.
E aí estaremos num ambiente de argumentação semelhante ao da geometria euclidiana. Pelo menos no sentido em que não é preciso fazer quaisquer medições - no mundo real - para se demonstrar que a soma dos angulos internos de um quadrado é igual a 360 graus... Ou, se bem me lembro, que o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos...
É isso tipo de abordagem que eu sugiro ou proponho para demonstrar a validade intrínseca - ou coerência lógica - da LQTTL.

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Subject Author Date
Re: O teorema de Okishio - Alguns apontamentos avulsos - 3Visitante27/05/06 20:29:06


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