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Subject: Presidente do Senado preso por um único voto


Author:
Armando Rafael
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Date Posted: 30/04/06 17:48:49
In reply to: RENOVAÇÃO COMUNISTA 's message, "comunicado (sobre França e Itália)" on 11/04/06 15:52:55

Golpe de teatro à italiana. Quando os senadores afectos à União e a Romano Prodi irromperam ontem à tarde em aplausos, saudando a eleição do seu candidato à segunda votação para a presidência do Senado, eis que alguém questiona a validade de três dos 162 votos obtidos por Franco Marini. Foi o que bastou para impor uma terceira votação, onde tudo, ou quase tudo, voltava a ser possível, tendo em conta o peso e o perfil do adversário nesta disputa: Giulio Andreotti, parlamentar vitalício, sete vezes primeiro-ministro e candidato apoiado pela Casa das Liberdades e Silvio Berlusconi.

Para trás ficava o gesto de Marini a saudar, de imediato, Andreotti, que, aos 87 anos, acabava de obter 152 votos na corrida para aquele que é o segundo lugar da hierarquia do Estado. A cena não duraria, no entanto, mais de três minutos, obrigando Oscar Luigi Scalfaro, que presidia à sessão na qualidade de senador vitalício e ex-chefe de Estado, a convocar novo escrutínio. Para 45 minutos depois. Mas a suspensão acabaria por se prolongar quase três horas, atendendo aos sucessivos adiamentos.

Estava instalada a confusão. A Itália voltava a ser a Itália e os novos senadores mostravam-se tão divididos como os eleitores nos dias 9 e 10, até que a União se conseguiu, finalmente, impor-se à Casa das Liberdades por escassos 25 mil votos num universo superior a 38 milhões.

E Prodi voltava a tremer, num dia em que os seus candidatos só tinham de contornar a barreira dos 2/3 dos votos requeridos nas primeiras votações para poderem ser eleitos para as presidências do Senado e da Câmara do Deputados, onde a coligação dispõe de maiorias absolutas.

Puro engano. A política italiana nunca seria o que é sem as surpresas do último momento. Ou episódios caricatos. Como o que envolveu o transexual Vladimir Luxúria, eleito para a Câmara dos Deputados, e que ontem exigia ser tratado pelo nome artístico, quando no plenário se chamava por Wladimiro Guadagno para as votações. Mas do mal o menos. No site do Parlamento, lá foi acrescentado à frente do nome Guadagano, "dito Vladimir Luxúria".

Se tudo isto não fosse já suficiente por si só, restaria a expulsão de Marco Panela das galerias da Senado, pouco depois de o antigo líder do Partido Radical ter insultado Scalfaro, chamando-lhe a atenção para a ausência de oito senadores na primeira votação. Um escrutínio que poderia ter deitado tudo a perder. Marini contava 157 votos, Andreotti 140 e Roberto Calderoli (o candidato da Liga Norte que depois apoiaria Andreotti) surgia com 15.

Só que, entre os quatro votos nulos que foram contabilizados, um ostentava o nome Marino, outro Mariti e os restantes Marini. Sendo que havia um outro senador com o mesmo apelido do candidato da União: Giulio Marini, membro da Força Itália, o partido de Berlusconi.

Na segunda votação, a que obrigou a suspender a sessão, a cena repetiu-se: em três dos votos retirados a Marini, e que impediram a sua eleição, aparecia o nome de "Francesco", em vez de "Franco", originando as interpretações mais insidiosas.

No terceiro escrutínio, que ainda decorria à hora do fecho desta edição, Marini atingiu os 161 votos, tendo Andreotti obtido 155, com cinco brancos e nulos. A Marini faltava um voto, objecto de novo protesto. A noite ia ser longa. Uma vez mais.

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