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Date Posted: 20:18:48 10/06/06 Fri
Author: Ana Paula
Subject: Re: Meu resumo
In reply to: Gisele Loures 's message, "Meu resumo" on 08:01:32 10/05/06 Thu

Olá Gisele,
O seu resumo está dentro do que foi pedido pela ABRALIN, mas acho que seria melhor você adequá-lo aos fins da disciplina. E acho, sinceramente, que 600 a 1200 palavras está mais para uma resenha e não resumo. Eu também escrevi um resumo para ABRALIN e confesso que foi muito difícil alcançar as 600 palavras.


>O resumo que publico tem como objetivo a proposição de
>uma comunicação coordenada no V Congresso
>Internacional da Associação Brasileira de Lingüística,
>para o qual pretendo escrever um artigo. Como sou
>componente da mesa e não coordenadora, meu resumo
>deveria contemplar os seguintes padrões: ter título;
>texto de no mínimo 600 e no máximo 1200 palavras.
>Fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento entre
>linhas simples; no máximo 10 referências
>bibliográficas (disponível em >target=_blank
>href="http://www.abralin.org/abralin2007/submissao/coor
>d_a.php)">http://www.abralin.org/abralin2007/submissao/
>coord_a.php)

>Segue o texto para apreciação e sujeitões.
>
>RESUMO PARA ABRALIN
>
>TÍTULO
>Processos identificatórios na aprendizagem de língua
>inglesa: representações sobre língua e o querer
>aprender
>
>Nesta comunicação pretendo apresentar a pesquisa de
>Mestrado em andamento intitulada “Processos
>identificatórios na aprendizagem de língua inglesa
>como L2” (PosLin/FALE/UFMG) sob a orientação da
>professora doutora Maralice de Souza Neves. A pesquisa
>tem como objetivo investigar, no discurso,
>representações em relação à aprendizagem de língua
>inglesa como língua estrangeira (L2) no espaço
>discursivo das instituições de ensino superior (IES),
>em curso de formação de professores desse idioma. O
>suporte teórico escolhido situa-se interface entre a
>Análise do Discurso (Pêcheux, 1975, 1983; Coracini,
>1995; Authier-Revuz, 1998, 2004), e a Psicanálise
>lacaniana (Lacan, 1964), problematizados no escopo da
>Lingüística Aplicada (Serrani-Infante, 1997, 1998;
>Revuz, 1998). De modo a especificar o objeto de
>estudos, optei por focalizar graduandos em Letras
>circunscritos em uma IES do interior de Minas Gerais –
>situada na região leste do estado, no Vale do Aço –
>falantes nativos de língua portuguesa brasileira (L1),
>aprendizes de língua inglesa como L2. Tal recorte se
>deu porque atuo nessa região como professora da
>instituição. O cotidiano da prática pedagógica, a
>relação com os graduandos e a trajetória na
>aprendizagem da L2 dos mesmos motivaram
>questionamentos: por que alguns parecem aprender a L2
>e outros não? Por que há aprendizes que parecem
>limítrofes quando o professor percebe um considerável
>potencial de aprendizagem naquele aluno? Seria por que
>o aprendiz não deseja aprender aquela língua? O
>aprendiz de L2 se sente realizador de sua
>aprendizagem? Tais questionamentos, dentre outros,
>indiciaram uma inquietação quanto ao
>ensino/aprendizagem de línguas, especialmente no
>contexto pesquisado: a da consideração da
>subjetividade como um dos fatores motrizes da
>aprendizagem da L2. Já que, acredito que a
>aprendizagem da L2 se dê pela inscrição discursiva do
>sujeito na L2 (SERRANI-INFANTE, 1997). Para alguns
>alunos não há desconforto ao partir em busca da língua
>estrangeira, um outro estranho a ele. No entanto, a
>necessidade de deslocar-se em busca daquela, faz
>surgir no discurso de outrem representações
>conflitantes no que diz respeito ao encontro com a L2;
>o que aponta um confronto com esse outro – a língua do
>outro (REVUZ, 1998) – o que poderia acarretar a
>inibição da aprendizagem dos alunos, já que, como já
>mencionado, sua inscrição na L2 depende de um
>desarranjo subjetivo na L1 e do re-arranjo subjetivo
>na L2 (SERRANI-INFANTE, 1997). No que diz respeito à
>subjetividade, em cuja constituição acontecem
>necessários deslocamentos em decorrência do processo
>de aprendizagem, tomo-a na perspectiva psicanalítica
>em que o sujeito é “atravessado pelo inconsciente e,
>por isso mesmo, impossibilitado de se reconhecer e de
>reconhecer o outro, já que é fragmentado, esfacelado,
>emergindo apenas pontualmente pela linguagem lá onde
>se percebem lapsos e atos falhos” (CORACINI, 1995,
>p.11). Entendo que o acontecimento discursivo do lapso
>indicia a inserção de uma voz ou de vozes que, à
>revelia do ilusório controle da enunciação discursiva
>que permite ao sujeito ser identificado como eu (ego)
>(LACAN, 1964), emergem no discurso e desestabilizam as
>formações imaginárias fundadoras daquele sujeito.
>Neste momento da quebra da imagem homogeneizada do
>discurso, posso visualizar, nas negações,
>contradições, glosas e incisas (AUTHIER-REVUZ, 1998,
>2004), as representações opacas e contraditórias da L2
>e da sua aprendizagem, da imagem do professor e da
>imagem de si próprio enquanto aprendiz. Estas
>representações contraditórias, ao inverso daquelas
>capturadas a partir das ressonâncias discursivas
>(SERRANI-INFANTI, 1998) e da construção da cadeia de
>significantes (PÊCHEUX, 1997), apontam a
>desestabilização dos sujeitos quando são requisitados
>a falar sobre a aprendizagem da L2. A meu ver, aqui
>está uma evidência da não inscrição do sujeito em
>acontecimentos discursivos da aprendizagem da L2. O
>corpus da pesquisa é formado por seqüências
>discursivas recortadas de depoimentos gravados em
>áudio e transcritos em resposta a um questionário.
>Após a interpretação e análise das representações
>capturadas em tais seqüências discursivas, foi
>possível observar, por exemplo, a imagem de um aluno
>que não se engaja na aprendizagem da L2, embora busque
>dizer o contrário. Observei, ainda, que, a
>representação do professor aponta para uma imagem
>tradicionalista, que encerra dizeres de domínio,
>controle e posse do idioma ensinado. Quanto à
>responsabilidade da aprendizagem, encontrei
>representações de sua delegação máxima ao professor; o
>que sinalizou o distanciamento dos sujeitos aprendizes
>da L2 com a própria aprendizagem da língua.
>
>AUTHIER-REVUZ, J. Entre a transparência e a opacidade:
>um estudo enunciativo do sentido. Porto Alegre:
>EDIPUCRS, 2004. 257p. Trad. Marlene Teixeira
>
>__________________. Palavras Incertas: as não
>coincidências do dizer. Campinas: UNICAMP, 1998. 200p.
>Col. Repertórios.
>
>CORACINI, M. J. R. F. (org). O jogo discursivo na aula
>de leitura. Língua materna e língua estrangeira.
>Campinas:Pontes, 1995.
>
>LACAN, J. (1964) O seminário. Livro 11: os quatro
>conceitos fundamentais da psicanálise. 2 ed., Rio de
>Janeiro:Jorge Zahar, 1998. 269 p.
>
>
>PÊCHEUX, M. (1975). Semântica e discurso. Uma crítica
>à afirmação do óbvio. Campinas:UNICAMP, 1997. p. 317
>
>____________. (1983) O discurso: estrutura ou
>acontecimento. 2 ed. Campinas: Pontes 1997.
>
>REVUZ, C. (1998) A língua estrangeira entre o desejo
>de um lugar e o risco do exílio. In: SIGNORINI, I..;
>(Orgs.) Língua(gem) e identidade. Campinas: Mercado de
>Letras, 2002. p. 213-230. 2ª reimpressão. Trad.
>Silvana Serrani-Infante.
>
>SERRANI-INFANTE, S. M. (1998) Identidade e segundas
>línguas: as identificações no discurso. In: SIGNORINI,
>I..; (Orgs.) Língua(gem) e identidade. Campinas:
>Mercado de Letras, 2002. p. 231-261. 2ª reimpressão.
>
>_____________________. Abordagem Transdisciplinar da
>Enunciação em Segunda Língua: a proposta AREDA. In:
>SIGNORINI, I..; CAVALCANTI, M.C. (Orgs.) Lingüística
>aplicada e transdisciplinaridade. Campinas: Mercado de
>Letras, 1998. p. 143-167.
>________________. Formações discursivas e processos
>identificatórios na aquisição de línguas. D.E.L.T.A.,
>vol. 13, n. 1, 1997p. 63-81.

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