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Subject: “Faz hoje mais sentido votar Sócrates do que em Mendes”


Author:
Pedro Cid
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Date Posted: 7/05/07 17:02:56
In reply to: Rui Teixeira Santos 's message, "O trunfo chamado José Miguel Júdice" on 7/05/07 16:57:01

Marques Mendes inscreveu na sua agenda, como tema substancial, a revisão do programa do PSD. Convidou Pinto Balsemão para coordenar essa tarefa, e muitos notáveis, de diversas tendências para desenvolver os diversos capítulos, de modo a que possa ser elaborado um texto até ao final deste ano. Têm sido promovidas reuniões de militantes, mas a participação é escassa. O trabalho vai ser todo feito por essas comissões, sendo pouco significativos os contributos voluntários.

O SEMANÁRIO assistiu anteontem a uma sessão de esclarecimento promovida pela concelhia de Santarém sob o tema "PSD como verdadeira alternativa em Portugal". Para tanto convidou um deputado social-democrata, ex-governante e ex-secretário-geral do partido e, também ex-líder da distrital de Santarém, Miguel Relvas, e um recém-saído, depois de décadas de militância no PSD - o ex-bastonário da Ordem dos Advogados, José Miguel Júdice.
É certo que o encontro era de reflexão política, muito mais do que fazer um debate sobre a ideologia ou sobre a revisão do programa. Ainda assim, a mobilização foi escassa: o auditório da Casa do Brasil tem capacidade para cerca de uma centena de pessoas, o máximo de assistentes foi de quatro dezenas.
A conversa correu fluente, sobretudo porque, embora de modos diferentes, Júdice e Relvas colocaram algumas questões relevantes para o futuro do partido. O primeiro enovelou-se, porventura em excesso, nas questões do passado, desde Sá Carneiro ao cavaquismo, passando por aqueles três anos difíceis de governação PSD/CDS, entre os governos de Guterres e de Sócrates. Mas não deixou de lançar alguns alertas, centrados sobretudo no posicionamento político ideológico dos social-democratas. A memória histórica tem alguma importância e Júdice falou nas três famílias políticas que estiveram na génese da fundação do partido e a acção decisiva assumida por Francisco Sá Carneiro. Aproveitou esta parte para dizer que os dez anos de cavaquismo "mudaram radicalmente a face do PSD que deixou e ser um partido da sociedade para se transformar num partido de poder", acrescentando que "as maiorias absolutas desvirtuaram a natureza profunda do partido".
Partindo do princípio de que o PSD funcionou na "lógica do homem providencial, deixando de haver debate ideológico e sempre que se mudava de ministro mudava-se radicalmente de políticas". Depois destas ferroadas a Cavaco, veio José Miguel Júdice fazer a "sua" caracterização do PSD: "Hoje é um partido de direita e conservador mas tem complexos de esquerda."
No seu jeito sibilino e controverso, o antigo membro da comissão política da direcção de Marcelo Rebelo de Sousa proclamou: hoje faz mais sentido votar no eng.º Sócrates do que em Marques Mendes, porque o primeiro-ministro está a fazer coisas que a direita exigia há muito e que o PSD não foi capaz de fazer por causa dos seus complexos de esquerda.
Por isso, defendeu que o PSD, "se quiser voltar a ser maioritário tem de se afirmar claramente como um partido de direita", acrescentando que a questão ideológica deve ser definida e enquadrada, como ponto prévio à revisão do programa do PSD.
Miguel Relvas falou a seguir, num tom mais pragmático, começando, com graça, por apelidar o seu parceiro neste debate de "militante não executivo do PSD". Situou o debate num outro plano: "O PSD é um partido mais fracturante quando está no Governo, os partidos não são atractivos quando estão na oposição, a primeira fase do cavaquismo foi atraente para os portugueses."

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Despois destes floreados e ramalhetes, a que horas servem o chá?... Com biscoitos ! (NT)Observador interessado, atento e empenhado 7/05/07 19:26:53


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