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Date Posted: 18:19:41 06/08/09 Mon
Author: Júlia Barros
Subject: Texto Kramsch

Tópicos Especiais em Linguística Aplicada: Crenças de Ensino e Aprendizagem de Línguas
Profa Dra. Mariney Pereira Conceição
Área: Linguística Aplicada
Aluna: Júlia Maria Antunes Barros

Resumo do texto: KRAMSCH, Claire, Metaphor and the Subjective Construction of Beliefs, 2003.

Este texto trata das crenças numa perspectiva construcionista social. Em outras palavras, a língua é considerada não apenas um reflexo da realidade, mas também uma construção sócio-discursiva da realidade. Sob essa perspectiva, surgem mais instrumentos de coleta de dados, além do questionário. Entre eles, a metáfora denota uma riqueza de informação. Mas há a necessidade de se fazer uma triangulação de dados para validar a observação do pesquisador, cruzando suas interpretações com a de outros pesquisadores.
Nesse estudo, Kramsch e Daniela Dosch (aluna de doutorado em Lingüística Aplicada) analisaram como aprendizes de uma língua estrangeira (LE) constroem suas crenças sobre aprender línguas e como as metáforas que eles utilizam para essa construção podem ser processadas (catalogadas), foco central deste texto.
Entre as considerações da autora a respeito desse processo está a idéia de que “os aprendizes constroem um espaço para suas crenças” (Kramsch, 2003) e tal espaço pode ser analisado sob três aspectos: dos construtos conceitual, lingüístico e discursivo. Essas três formas básicas de análise podem ser aplicadas a várias metáforas que, nesse estudo, foram classificadas em sete categorias diferentes de uma tabela intitulada “A metáfora como a construção de um paradoxo” (Kramsch, 2003).
Para entendermos melhora esta idéia, consideremos um exemplo dado no texto:
Aprender uma LE é como comer patê regurgitado.
1. A metáfora como um construto conceitual: aprender corresponde a comer; a língua (francesa) corresponde ao patê (francês); a memorização de palavras corresponde à ingestão e digestão de comida; exercícios de repetição correspondem a regurgitação, e assim por diante. Conceitualmente, as metáforas tentam ver a aprendizagem de língua como um paradoxo.
2. A metáfora como um construto gramatical: há equivalência entre verbos (apender e comer), entre objetos dispostos (estruturas da língua e pedaços de comida) que podem ser apropriados, ingeridos ou rejeitados (regurgitados). A língua memorizada é regurgitada na prontidão do professor como a comida é mal digerida, etc. Gramaticalmente, as metáforas tentam expressar o inexpressável por justaposição, junção de ações incompatíveis, uso da voz ativa com mais freqüência, entre outros.
3. A metáfora como um construto discursivo:
3.1. Função pragmática: a metáfora oferece um sentido de mal-estar no corpo ou gosto ruim (patê regurgitado).
3.2. Entailments(1) : aprender francês alimenta você porque faz bem, mas tem um gosto horrível.
3.3. Retórica: a escolha da comida traz a idéia de comiuda francesa sofisticada e gostosa, mas, ao mesmo tempo, o adjetivo regurgitado tira a qualidade do patê dando a ele um atributo vulgar. Há uma certa ironia nessa idéia.
Discursivamente, as metáforas são enquadradas principalmente de maneira impessoal com o uso de objetos concretos da vida diária.
Assim, as metáforas incluem experiências de naturezas contraditórias e servem para resolver as tensões entre essas contradições.
__________________________________________________________
(1) Termo usado por Kramsch (2003)que não consegui traduzir.

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