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Date Posted: 16:44:01 06/09/09 Tue
Author: Karina Mendes Nunes Viana
Subject: Resumo texto Kramsch (2003)

Resumo do texto de Claire Kramsch, “Metaphor and The Subjective Construction of Beliefs” (2003) por Karina Mendes Nunes Viana

Na tradição psicológica discursiva, a linguagem não é apenas vista como algo que reflete a realidade e sim como o que também a constrói. Nas pesquisas sobre o estudo das crenças de ensino/aprendizagem de línguas, essa visão remete a uma definição de crenças mais dinâmica, onde outros instrumentos de pesquisa, além dos questionários são bem aceitos. A autora ilustra colocando o exemplo das duas metáforas opostas: a do espelho e a do canteiro de obras. A metáfora do espelho consiste em refletir como as coisas são por meio da língua, de descrições, representações e relatos. A metáfora do canteiro tem dois níveis de descrição: 1. De que as descrições e os relatos constroem o mundo ou, pelo menos, fazem parte dessa construção e 2. De que mesmo as descrições e relatos são construções. Assim, o mundo é constituído é composto pelo que as pessoas dizem, escrevem e como se posicionam a seu respeito. Após as explicações por meio das metáforas, Kramsch examina como os aprendizes de línguas estrangeiras constroem suas crenças sobre suas experiências de aprendizagem e como as metáforas podem fazer parte desse processo. Posteriormente, a autora, depois de alguns exemplos sobre relatos de experiência demonstra como é possível verificar as crenças herdadas pelos aprendentes. O estudo das crenças busca explicitar pressuposições a partir das declarações de aprendentes e professores, ou seja, levando em consideração os produtos verbais das crenças, os participantes. Para explicar o processo de atribuição de crenças, a autora cita Shotter (1993) ao afirmar a necessidade de uma perspectiva relativista em relação ao discurso do participante. Ninguém há de julgar se algo está certo ou errado, os discursos são relativos ao contexto (construto social) no qual vivem os aprendentes e professores. A essência do estudo da metáfora é a análise relativa ao contexto. O papel da metáfora na construção cognitiva das crenças vai além de um recurso estilístico, pois representa um construto cognitivo, um resumo que pode servir como ponte entre quem pronunciou (o emissor) e quem recebeu (o receptor). A metáfora pode representar algumas crenças sobre a aprendizagem que hoje condiz com a realidade e amanhã pode não fazer mais sentido para o emissor. Mais uma vez, a autora se refere ao caráter dinâmico e à relatividade das crenças. A autora recorre algumas vezes ao termo – psicologia discursiva – para explicar a articulação metafórica das crenças que possibilita a união entre crenças e pensamento. Levando-se em consideração que: atribuir crenças gera crenças, as crenças e suas atribuições são produzidas no contexto dos grupos sociais e suas relações, os “possuídores das crenças” são também atribuidores de crenças a outras pessoas e as pessoas produzem e atribuem crenças mediante antecedentes sociais de expressão, encenação e concordância ou discordância em relação a determinadas crenças. Assim, a articulação e atribuição das crenças constrói realidade social em foco. Kramsch conclui o texto reafirmando o papel da metáfora na investigação sobre crenças como ponte entre as experiências subjetivas e sua emissão e não apenas como produto lingüístico. Fala ainda a respeito da metodologia na investigação sobre crenças, defende a validade por ser uma pesquisa que reconhece a natureza paradoxal das crenças no processo de aprendizagem. A abordagem do observador deve considerar a forma construtivista-discursiva de pensar a pesquisa sobre crenças, o pesquisador não é neutralizado, mas objeto minucioso de pesquisa.

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