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Date Posted: 14:23:06 06/15/09 Mon
Author: Uyara
Subject: Resumo GUERRERO

GUERRERO, Maria C. M. Metaphor analysis in Second/Foreing language instruction: a sociocultural perspective.

Guerrero (2001) afirma que a literatura produzida pela Lingüística Aplicada (LA) reconhece a relevância e a utilidade das metáforas ao ensino de línguas, assim como a habilidade que têm de captar as complexas construções de sala de aula. Nesse sentido, a autora, com o intuito de explicar como os professores de segunda língua e/ou língua estrangeira (doravante L2 e LE respectivamente) conceituam, metaforicamente, sua profissão, se utiliza da teoria sociocultural e de exemplos retirados de um estudo empírico que percebe a metáfora como uma ferramenta cognitiva socialmente construída.
Além disso, Guerrero afirma que a análise de metáforas consiste em um método que, sistematicamente, examina metáforas deliberadamente eliciadas ou espontaneamente colhidas do discurso, a qual lança mão da metodologia de coleta de exemplos de metáforas lingüísticas e da generalização destas em metáforas conceituais. A autora, aliás, deixa claro que, em geral, os pesquisadores da área concordam que as metáforas são hábitos sociais difundidos que fazem parte do discurso dos professores.
Em relação ao estudo da metáfora sob a perspectiva da teoria sociocultural, mais especificamente sob a ótica dos trabalhos de Vygotsky – em que a cognição e o social são dois domínios inseparáveis –, Guerrero acredita que esta cumpre a função de preencher o hiato existente entre as abordagens puramente cognitivas e as explicações socialmente baseadas das metáforas. Isso porque a teoria sociocultural de Vygotsky postula que a metáfora, como uma ferramenta cognitiva, tem o potencial de transformar, radicalmente, o funcionamento mental do cérebro humano – o que, aliado ao fato de o pensamento ser mediado por artefatos culturalmente criados, como as metáforas, resulta em formas da língua que emergem em circunstâncias específicas, as quais são apropriadas ao longo da interação social como ferramentas psicológicas que mediam o pensamento. Todavia, Guerrero esclarece que a apropriação de metáforas não pode ser vista como um mero processo de cópia e reprodução, pois há sempre o fator individual na reconstrução das ferramentas lingüísticas cultural e socialmente compartilhadas.
Assim, a partir da constatação de que as metáforas também são objetos de apropriação por parte dos professores, a pesquisa de Guerrero se desenha, tomando como motivação até que ponto as metáforas são apropriadas pelos professores e usadas na formação de seus sistemas de crenças. Para tanto, Guerrero solicitou aos participantes de um seminário – todos com experiência na área de ensino de inglês como segunda língua – que, instigados pela frase “Um professor de inglês como segunda língua é como...”, elaborassem uma metáfora que melhor representasse a maneira pela qual se enxergavam como professores de língua. Foram coletadas vinte oito metáforas que, por meio da análise de metáforas, foram agrupadas em nove categorias gerais.
Uma das principais constatações do estudo foi a de que as metáforas utilizadas pelos professores para se caracterizarem eram consistentes com os modelos existentes em suas próprias culturas, constatação esta sustentada pela teoria sociocultural, para a qual as metáforas são ferramentas psicológicas que estabelecem uma relação de reciprocidade com o meio social. Nesse contexto, a hipótese de Guerrero é que o processo pelo qual professores formam suas crenças profissionais envolve, em grande medida, a apropriação do jargão metafórico de sua cultura de origem – processo de apropriação que envolve não apenas a transmissão (ou recepção) de metáforas, mas também a reconstrução destas, o que resulta em uma transformação de uma ferramenta cultural difundida em uma concepção pessoal em que aspectos cognitivos, sociais e empíricos estão inextricavelmente fundidos.
Guerrero conclui que, ao utilizar-se da perspectiva sociocultural para analisar as metáforas dos professores, houve a revelação de um complexo processo de apropriação e de transformação, pelos professores, das metáforas difundidas no meio cultural em que estão inseridos. A autora ainda recomenda a utilização de metáforas no incremento da autorreflexão entre professores de L2/LE, visto que, pelo fato de a reflexão ser mediada pela atividade e, a teoria sociocultural apoia o uso de metáforas como um meio para a reflexão. Por fim, Guerrero afirma acreditar que os professores devem avaliar, criticamente, até que ponto as metáforas por eles escolhidas revelam reflexões genuínas sobre suas crenças e de que maneira elas afetam sua prática de ensino.

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