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Date Posted: 18:10:13 05/18/09 Mon
Author: Monique Leite
Subject: Resumo Texto Madeira

Universidade de Brasília
Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução
Disciplina: Tópicos Especiais de Lingüística Aplicada ao Ensino de Línguas
Professora Dra. Mariney Pereira Conceição
Aluna: Monique Leite Araújo

Resumo do texto: Crenças de professores de Português sobre o papel da gramática no ensino de Língua Portuguesa (autor: Fábio Madeira)

Neste trabalho, Madeira nos apresenta um percurso sobre o que é crença para alguns autores, mostra uma breve discussão sobre os tipos de gramática, resenha sobre alternativas propostas por alguns pesquisadores para a abordagem da gramática em sala de aula e finaliza com os resultados da pesquisa apresentados neste texto.
De acordo com este autor “crenças” são o que se acha sobre algo - o conhecimento implícito que se carrega, não calcado na investigação sistemática. Por isso afirma que novos conceitos são influenciados por práticas já enraizadas por cada professor, isto é, esbarram em suas crenças.
A pesquisa desenvolvida e apresentada no texto original de Madeira surge da polêmica onde se acredita que aprender língua significa aprender regras gramaticais fixas e termos técnicos.
Portanto, tal polêmica fez com que Madeira fosse buscar justificativas desse pensamento no contexto histórico do ensino de língua portuguesa no Brasil. O acesso ao ensino público se deu de forma geral, isto é, as camadas populares somente meados do século XX. Até então não se consideravam as variedades lingüísticas que desviassem do que se concebia como norma padrão. Logo, a maneira como o ensino da língua portuguesa vinha sendo feito não atingia esse novo público-alvo. Com isso começou a aparecer à preocupação com a renovação do ensino de língua portuguesa porque o caráter prescritivo da gramática normativa não dava conta do real uso da língua.
Surgiram então outras concepções de gramáticas além da normativa que já lidava com os fatos da norma culta. A gramática descritiva, por sua vez, vai conceber um conjunto de formas de expressão característico de qualquer variedade lingüística. E outra concepção é a de gramática internalizada, que se baseia no conjunto de regras que um falante domina.
Possenti (1996) coloca-nos diante de uma interessante reflexão sobre o ensino de gramática. Este afirma que é necessário criar condições para que se aprenda a língua padrão na escola. Isto não significa saber quais são as regras ou conhecer os nomes técnicos com os quais a língua é analisada, mas saber utilizá-la de fato.
Perini (1993) aponta para a falta de coerência interna e a inconsistência teórica dos modelos normativos de gramática. Já Moura Neves (1994) apontou para incongruência entre os objetivos gerais, fixados no planejamento dos cursos, e os objetivos específicos.
Portanto, dado tais posicionamentos destes autores, podemos verificar que há um consenso de que o ensino de Língua Portuguesa em ambiente institucional deve sim ser remodelado, mas de forma a apresentar a norma culta ao aluno. Madeira complementa esta afirmação dizendo que o ensino de língua materna deve colocar o aluno em contato com a variedade padrão da língua, mas deve fazer isso sem deixar de mostrar que essa é apenas uma das variedades e que apesar de ser a de maior prestígio, é preciso atentar em não subestimar as outras.
Em sua pesquisa, Madeira contou com a participação de 32 professores de língua portuguesa da rede pública, participantes de um projeto organizado por pesquisadores em uma grande universidade pública do estado de São Paulo. Usou questionários e entrevistas semi-estruturadas como instrumentos da pesquisa. De maneira geral e resumida, 91% dos colaboradores afirmou concordar com a necessidade de escrever como maneira de praticar e aprimorar a habilidade da escrita; 94% criticou o modelo gramatical normativo (tradicional); foi observado também uma postura não tão bem definida quanto a importância de se fazer muitos exercícios;os dados coletados deixaram também evidências de que um número considerável de professores não relaciona a aprendizagem de gramática apenas com a produção de texto escrito; e por fim, foi constatado que os professores crêem também que o papel da escola é colocar o aluno em contato com a norma culta.
Os resultados desta pesquisa mostram que existe uma consciência, por parte dos professores de Língua Portuguesa, da necessidade de se reverem as abordagens utilizadas para o ensino de gramática. Questiona-se, principalmente, a maneira como ocorre a exposição à norma culta.
Logo, Madeira propõe a discussão das variedades lingüísticas em sala de aula como opção de tornar o ensino de língua mais atraente. Cumpriria assim o que Travaglia (2002) coloca como objetivo prioritário: o desenvolvimento da competência comunicativa dos usuários da língua. Tal proposta leva em conta a reconsideração de algumas crenças sobre o ensino de gramática.

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