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Date Posted: 11:49:07 05/23/09 Sat
Author: Neide Arataque
Subject: Resumo Madeira

Resumo do texto de Fabio Madeira (2008) “Crenças de professores de Português sobre o papel da gramática no ensino de Língua Portuguesa”

Madeira desenvolve aqui uma pesquisa com professores da rede pública de São Paulo que estavam participando de um programa de formação continuada dos profissionais de ensino de Língua Portuguesa. Sua pesquisa buscou investigar as crenças desses professores sobre o papel do ensino de gramática nas suas aulas. Madeira divide seu trabalho em quatro partes, sendo que na primeira apresenta o construto de crenças situando-o nas pesquisas e investigações atuais.
Nessa primeira parte ele tanto conceitua crenças relembrando os conceitos de Dewey(1933) e Nespor (1987) quanto diz que o maior interesse da pesquisa é o de observar as crenças de professores sobre o papel do ensino da gramática em língua portuguesa por causa da polêmica que se observa de que aprender língua significa aprender regras gramaticais fixas e termos técnicos.
Na segunda parte o autor mostra como e por que se começou a questionar o ensino regido pela gramática normativa e dá uma passada geral pelos tipos de gramática. Aqui ele mostra como o acesso das camadas populares da sociedade ao ensino público abalou uma estrutura que não aceitava variações. A distância entre a realidade do professor e do aluno fez despertar a consciência de que o ensino, da maneira como vinha sendo feito, não atingia o público alvo. Assim, nos anos 80 e 90, as discussões acadêmicas tomavam um rumo diferente, na busca de uma melhor explicação para a mecânica da língua. Travaglia (2002) cita então três tipos de gramática: normativa que dá maior importância a língua escrita; descritiva que descreve ou explica as línguas a partir da maneira como elas são faladas, nessa perspectiva o erro gramatical não existe; e a internalizada que se define como o conjunto de regras que um falante domina,os conhecimentos que possui para produzir frases compreensíveis, ainda que consideradas erradas pela gramática normativa.
Na terceira parte Madeira faz uma resenha sobre as alternativas propostas por alguns pesquisadores para a abordagem da gramática em sala de aula. Aqui ele questiona pontos de vistas de professores que defendem o uso da gramática normativa como Bechara e outros como Possenti (1996) que a defendem como o ensino da língua culta já que a popular os aprendizes tem internalizada. Esse autor define que “o papel da escola não é ensinar uma variedade em lugar de outra, mas de criar condições para que os alunos aprendam também às variedades que não conhecem...”
Nessa parte o autor descreve sua pesquisa com 32 professores mostrando que foram usados questionários fechados e entrevistas semi-estruturadas, com as entrevistas servindo como instrumento complementar aos questionários. Quanto à visão dos professores a pesquisa mostra que a maioria tece críticas ao modelo normativo, e que as práticas em sala de aula são congruentes essa postura crítica assumida. Confirmou-se também que existe uma preocupação por contextualizar as práticas apesar de que a noção do que seja trabalhar com textos não se mostrou muito apropriada. Percebe-se que os professores entendem que o papel da escola é expor o aluno à norma culta da língua, mas questiona-se principalmente a maneira como essa exposição é feita. Colocam sempre como objetivo prioritário do ensino de língua portuguesa: desenvolver a competência comunicativa dos usuários da língua. O autor encerra elucidando que a pesquisa traz evidências de que professores de língua portuguesa do nível fundamental a médio, apesar de não tão profundamente envolvidos com os estudos lingüísticos, colocam-se abertos a reconsiderações e questionamentos de concepções antigas de ensino e aprendizagem e vê-se acima de tudo uma reconsideração de suas próprias crenças sobre ensino de gramática.

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