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Date Posted: 16:30:50 05/25/09 Mon
Author: Uyara
Subject: Resumo SAKUI KEIKO & STEPHEN J. GAIES

KEIKO, Sakui; GAIES, Stephen J. Beliefs and Professional identity: a case study of a Japanese teacher of EFL writing.
Keiko & Gaies iniciam o artigo afirmando que os estudos acerca do processo de ensino e do desenvolvimento de professores têm se submetido a uma importante mudança de foco: do desenvolvimento e do uso de técnicas de ensino e de comportamentos, para uma tentativa de compreensão da formação e da modificação do pensamento do professor e de seus processos reflexivos, assim como do conhecimento e das crenças. Para isso, lançam mão de um conhecimento prático-pessoal, o qual se baseia em duas suposições, quais sejam: (a) a maior parte do conhecimento que serve de base ao trabalho do professor é empírico e construído pelos próprios professores concomitantemente a seu trabalho em sala de aula; (b) a cognição do professor deve ser vista como uma complexa teia de diferentes tipos de conhecimento, incluindo crenças e valores, todos influenciando os moldes dos pensamentos do professor e seu comportamento.
Dessa forma, Keiko & Gaies definem as narrativas como um meio de descobrir o que os professores sabem e como seu conhecimento afeta seus estudantes e a si mesmos, pois contar e interpretar histórias de si e de seu processo de ensino são formas de levar o professor a enfrentar sua identidade profissional. Isso porque as maneiras pelas quais a cognição dos professores auxilia a modelagem do conhecimento prático-pessoal e são mediadas por sua identidade profissional. Assim, no artigo resumido, os autores exploram como as crenças e a cognição do professor/pesquisador se relacionam com sua identidade e como elas são descritas por metáforas.
A pesquisa descrita deu-se a partir de um auto-estudo de uma professora japonesa de inglês, sobre suas crenças relativas à escrita e ao ensino de escrita na língua-alvo. O cenário da pesquisa consistiu em uma sala da aula de escrita, composta por 23 estudantes, de uma universidade de médio porte em Kansai, tendo envolvido diferentes tipos de dados, sendo o principal instrumento utilizado um diário que Keiko escreveu durante o primeiro semestre de 1999-2000. Esse diário foi analisado por Gaies, facultado-lhe decidir por fazer observações às anotações da primeira autora e de que maneira – o que transformou o diário de Keiko de um monólogo em diálogos co-construídos com seu parceiro de pesquisa.
Além do diário, objetivando assegurar a triangulação dos dados e a integridade do estudo, outros dados foram colhidos quando (a) Stephen entrevistou Keiko, por mais de uma hora, antes do final do primeiro semestre, e observou as aulas por ela ministradas; por meio do (b) recolhimento dos trabalhos escritos dos estudantes, feitos em casa, de atividades escritas produzidas em sala, de respostas a questionários que os estudantes fizeram durante o semestre; e (c) das transcrições das entrevistas que Keiko fez com seus alunos.
Considerando que Keiko & Gaies encontraram evidências de que a identidade profissional de Keiko está fortemente ligada ao seu esforço para reconhecer e reconciliar cenários de conflitos entre suas crenças (ou tensões – valores, objetivos e necessidades conflitantes), às conclusões às quais chegaram podem ser resumidas em (a) tensão 1 – senso de competência/senso de limites; (b) tensão 2 – manter o controle/preocupar-se com os alunos; (c) tensão 3 – imaginar o ideal/corresponder à realidade; (d) metáforas. Enquanto (a) afirma que a identidade profissional de Keiko se relaciona a suas crenças conflitantes sobre sua própria competência, estas coexistindo com a consciência de suas limitações – indicativo de múltiplas identidades –, (b) apresenta ao leitor a necessidade de Keiko ser identificada, pelos alunos, como a pessoa que está no controle em sala de aula, assim como de ser (e ela acredita ser) reconhecida como uma professora preocupada com os alunos. Por outro lado, em (c) observa-se que a identidade profissional de Keiko se baseia em uma instância de suas crenças que acredita que seu papel é conciliar o ideal e a realidade, pois desempenhar o papel de professor envolve, acima de tudo, o reconhecimento da importância de ser professor. Quanto às (d) metáforas, identificaram-se duas recorrentes ao longo do estudo: a (1) metáfora da aprendizagem como uma jornada e o professor como guia (facilitador), isto é, o professor deve direcionar os alunos ao progresso de seu aprendizado, facilitando a caminhada, sem desmotivá-los; e a (2) metáfora do ensinar é plantar sementes – utilizada na caracterização da incerteza sobre como suas aulas afetarão os alunos no futuro.
Keiko & Gaies concluem que a professora/pesquisadora vê o ensino para além da transmissão de conhecimento de professor a alunos: seu processo de ensino tanto reflete quanto se utiliza de suas experiências pessoais e profissionais – estas resultantes de suas múltiplas identidades sociais. Narrativas e outros tipos de pesquisa interpretativa são consideradas, por muitos, maneiras de se atribuir ao processo de ensino uma complexidade apreciável, sendo as metáforas instrumentos que dão coerência às nossas experiências, servindo de guia para ações futuras. Os autores afirmam que estudos como o empreendido podem servir ao aumento do conhecimento interno e externo acerca do processo de ensino, inclusive da preparação e do desenvolvimento do professor.

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