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Date Posted: 17:43:17 04/13/09 Mon
Author: Eduardo
Subject: Resumo Pajares

RESUMO: Teachers’ Beliefs and Educational Research: Cleaning Up a Messy Construct

M. Frank Pajares

Pajares começa apontando a influência das crenças nas decisões das pessoas e, no caso dos professores, elas podem influenciar suas percepções e julgamentos e afetar seu comportamento em sala. Acrescenta que por ser é um construto de difícil investigação empírica, muitos achavam que não era possível definir crenças claramente ou fazer delas um objeto de pesquisa útil. Mas o estudo ganhou espaço em vários campos e passou a ser visto como viável e útil na área de educação.
O texto segue apresentando a visão de vários pesquisadores sobre o assunto como Nespor (1987) Goodman (1988), Calderhead & Robson (1991), Eraut (1985). Em seguida passa-se a uma diferenciação entre os conceitos de crença e conhecimento e algumas das conclusões a que se chega é que crença tem um forte apelo emocional que dita o que é certo ou errado enquanto que o conhecimento é neutro; crença é baseada em avaliação e julgamento; conhecimento é baseado em fatos objetivos; as crenças são mais determinantes na organização de definição das ações das pessoas do que o conhecimento, embora Roehler, Duffy, Herman, Conley e Johnson (1988) discordem disto. Lewis (1990) defende que a origem de todo conhecimento tem raízes em crenças; mas adquirir conhecimentos e desenvolver e manter crenças não envolve os mesmos processos cognitivos.
A definição de crenças é ainda controversa. O texto apresenta as definições de Abelson (1979), Brown e Cooney (1982),Sigel (1985), Nisbet e Ross (1980), entre outros. Destaco os conceitos de Harvey (1986) que vê as crenças como uma representação da realidade de um indivíduo, que tem validade, verdade ou credibilidade suficiente para guiar seus pensamentos e comportamentos. Rokeach (1986) diz que toda crença tem um componente cognitivo, um afetivo e um comportamental. Ele ainda afirma que um sistema de crenças é formado por crenças, atitudes e valores. As crenças de um indivíduo devem ser inferidas do que eles dizem, fingem e fazem, já que as pessoas dificilmente expõem suas crenças.
Sobre crenças educacionais dos professores, Pajares destaca os trabalhos de Porter e Freeman (1986), Tabachnick e Zeichner (1984), e Clarck (1988), que se refere a essas crenças como teorias implícitas e afirma que elas tendem a ser agregações de proposições de causa e efeito, generalizações a partir de experiências pessoais, crenças, valores, tendências e preconceitos.
Pajares comenta a visão de Van Fleet (1979) e Lasley (1980) sobre processo de aculturação e construção social na formação das crenças. Sob a ótica de vários autores, fala ainda sobre a questão da resistência que as crenças têm a mudanças mesmo diante de fortes evidências em contrário. Peterman (1991) explica essa resistência pelo fato de elas serem representações mentais integradas a um schemata pré-existente, formando uma rede semântica, em que crenças contraditórias ocupam diferentes espaços e algumas são consideradas núcleo, portanto, mais resistentes. O texto traz também a conceituação de Rokeach (1968) para sistema de crenças, abordando questões relacionadas à intensidade, conectividade e centralidade das crenças.
Pajares abre um espaço para falar das concepções mais recentes na pesquisa em crenças sob a ótica de vários autores como Lewis (1990) e Nespor (1987) e mostra um levantamento do que se tem estudado até hoje nessa área. Especial atenção é dada a pesquisa com futuros professores em formação através da discussão proposta por Lortie (1975), que introduz o termo “aprendizado da observação” para se referir às experiências de aprendizado vivenciadas durante ao período escolar, que são trazidas pelos professores em formação e incluem idéias sobre o que é ser um bom professor e como os alunos deve se comportar.
O autor comenta a forte relação entre as crenças educacionais dos professores e seu planejamento, decisões, práticas em sala que as pesquisas tem apontado; mas assevera que é importante pensar nas conexões entre as crenças e sua ligação direta com o contexto ao invés de estudá-las isoladamente. Ele sugere métodos qualitativos de pesquisa como sendo os mais adequados, e que a pesquisa deve fornecer insights dobre a relação entre crenças, práticas e conhecimento do professor e o produto cognitivo e afetivo dos aprendizes. Isto é importante para que a implementação dos cursos de formação de professores focalize as crenças dentro dos programas.
Pajares conclui sugerindo mais pesquisas sobre a mudança de crenças e, em relação à investigação das crenças educacionais de professores e futuros professores, diz que quando esse construto estiver claramente conceitualizado, compreendido e investigado, ele será o mais importante dentro da pesquisa educacional.


Eduardo Ferreira dos Santos

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