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Date Posted: 21:02:32 04/26/09 Sun
Author: Karina Mendes Nunes Viana
Subject: Resumo do texto da Barcelos (2001)

Resumo do texto: Metodologia de Pesquisa das Crenças sobre Aprendizagem de Línguas: Estado da Arte (Barcelos, 2001)

A autora inicia o texto comentando que enquanto o número trabalhos a respeito de crenças sobre aprendizagem de línguas em LA cresce consideravelmente, o mesmo não acontece em relação às pesquisas sobre os tipos de metodologias utilizadas nesses estudos.
Barcelos ressalta que até o momento, as pesquisas a respeito de crenças sobre aprendizagem de línguas têm se limitado como descritivas, sem se preocuparem em entender o porquê dos alunos possuíremo essas crenças, bem como a origem delas e o que representam no processo de aquisição de línguas.
Ao citar que o conceito de crenças é complexo, conforme Pajares, 1992 e que a existência de múltiplos termos para se referir às crenças pode ser prejudicial, a autora pretende mostrar a importância do conceito de crenças para a LA e afirmar que embora não exista um conceito único de crenças, podem ser definidas como as idéias e opiniões de professores e alunos a respeito dos processos de ensino e aprendizagem de línguas. Para afirmar esse conceito, a autora cita alguns exemplos que nos levam a crer que as crenças são pessoais e baseadas na experiência de vida do indivíduo, sendo por vezes, contraditórias e inconsistentes.
Barcelos cita estudos de Abraham & Vann, 1987; Eribaum ET AL., 1993; Riley, 1997 e Yang, 1992, para comentar que embora um dos pontos mais atraentes do estudo das crenças seja o quanto influenciam no processo de ensino e aprendizagem de línguas, principalmente no que se refere às estratégias de aprendizagem, estudos só a esse respeito são insuficientes, visto que se limitam as investigações puramente descritivas, sem relacionar crenças e ação num contexto real.
No início do texto, Barcelos cita a pesquisa de Kalaja, 1995 como uma das únicas a se preocuparem com os tipos de metodologias utilizadas na investigação das crenças sobre aprendizagem de línguas e mais tarde, volta ao trabalho de Kalaja que critica a visão de que as crenças são estáveis, imutáveis e defende que as crenças caracterizam-se pela dinamicidade, diretamente ligadas ao contexto. Para Kalaja, as crenças podem ser investigadas por meio de duas abordagens: por trechos de fala ou escrita sobre aspectos de aquisição de segunda língua.
A respeito das abordagens, Barcelos vai mais além, pois a partir do que considera como definição de crenças, metodologia e relação entre crenças e ações, sugere e discute três abordagens de investigação das crenças sobre aprendizagem de línguas, sendo a primeira, a abordagem normativa que estuda as crenças de forma descontextualizada, pois ao usar a escala Likert para questionar objetivamente as opiniões que os alunos possuem sobre aprendizagem de línguas, deixa a desejar por não investigar a relação entre crenças e ações. Na segunda, a abordagem metacognitiva, a relação entre crenças e ação também não é contemplada. A vantagem dessa abordagem é que por meio dessas entrevistas, o aluno tem a possibilidade de refletir sobre sua aprendizagem. Na terceira, a abordagem contextual, a relação entre crenças e ação é enfim, investigada. As crenças são investigadas de um ponto de vista diferente: o da observação de sala de aula e análise do contexto e visa entender as crenças de professores e alunos em contextos específicos.
Por meio da figura 1: abordagens de investigação e categorias de análise, Barcelos ressalta que na prática essas abordagens podem não ser tão claramente distintas e que escolha metodológica geralmente depende das perguntas de pesquisa. Dentre as abordagens sugeridas, a que mais se aproxima da relação entre crenças e ação é a contextual, localizada ao lado da metacognitiva. Por meio da figura 2: relação entre crenças e ações, Barcelos resume que as investigações de crenças devem precisam acontecer de forma mais interativa, inter-relacionando crenças e ações.
Tendo em vista a escassez de pesquisas que atribuam a devida importância ao estudo da relação entre crenças e ação, Barcelos sugere três perguntas de pesquisa para futuros estudos a respeito de crenças sobre aprendizagem de línguas. São elas: Como se desenvolvem as crenças sobre aprendizagem de línguas? Como as crenças podem ser modificadas? Quais as funções que as crenças exercem nas experiências de aprendizagem dos alunos e nas ações que eles praticam para aprender línguas?
A autora finaliza demonstrando o seu desejo de que os estudos de crenças caracterizem-se muito além de puramente descritivos, que estudem as interferências das crenças no mundo real dos alunos e professores.

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