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Date Posted: 16:16:43 04/27/09 Mon
Author: Julia Barros
Subject: Texto 2 Barcelos

Tópicos Especiais em Linguística Aplicada: Crenças de Ensino e Aprendizagem de Línguas
Profa Dra. Mariney Pereira Conceição
Área: Linguística Aplicada
Aluna: Júlia Maria Antunes Barros

Resumo do texto: BARCELOS, Ana M. F. – Metodologia de Pesquisa das Crenças sobre Aprendizagem de Línguas: Estado da Arte

Nesse texto, Barcelos (2001) faz uma breve consideração sobre o que vem sendo estudado sobre crenças de aprendizagem de línguas e depois apresenta um agrupamento de estudos em três abordagens de acordo com a definição, a metodologia e a relação entre crenças e ações. Seu objetivo é revisar a metodologia de investigação das crenças sobre aprendizagem de línguas de aprendizes de línguas.

Primeiramente, a autora afirma que há muita pesquisa que procura fazer uma descrição das crenças de aprender do aluno, mas não há aprofundamento no estudo sobre o porquê dessas crenças, a origem e o papel delas no processo de aquisição de línguas.
Barcelos também nos lembra da existência de vários termos diferentes usados por pesquisadores para descreverem as crenças e adota a definição de crenças como sendo “opiniões e idéias que alunos (e professores) têm a respeito dos processos de ensino e aprendizagem de línguas” (Barcelos, 2001).

Dentre as abordagens na investigação sobre crenças, Barcelos sugere três principais considerando o conceito de crenças, a metodologia de pesquisa e a relação entre crenças e ações já que essas estão relacionadas principalmente com sua influência na abordagem do aprendiz e no ensino autônomo. Tais abordagens são assim nomeadas:
a) Abordagem normativa – descreve crenças como um conjunto de afirmações pré-determinadas; utiliza questionários do tipo Likert-scale em sua metodologia; enxerga crenças como indicadores do comportamento futuro dos alunos e a disposição desses alunos para o ensino autônomo e para o sucesso.
b) Abordagem metacognitiva – leva em consideração o conhecimento metacognitivo dos alunos que são suas teorias em ação (Wenden, 1987); utilliza auto-relatos e entrevistas semi-estruturadas em seus estudos; pressupõe basicamente que os aprendizes pensam sobre seu processo de aprendizagem e são capazes de articular sobre algumas crenças, mas, como na abordagem normativa, não investiga a relação entre crenças e ações, apenas entre crenças e estratégias de aprendizagem.
c) Abordagem contextual – considera as crenças como parte da cultura de aprender e como representações de aprendizagem em uma determinada sociedade; usa ferramentas etnográficas, observações da sala de aula, entrevistas e, alternativamente análise do discurso (Kalaja, 1995); generaliza sobre crenças, mas tenta compreender as crenças de alunos (e professores) em contextos específicos.

A autora ainda sugere algumas vantagens e desvantagens de cada abordagem:
A abordagem normativa permite uma investigação com grandes amostras, diferentes épocas e vários contextos ao mesmo tempo. Porém limita as opções dos participantes da pesquisa e desconsidera as diferentes interpretações que eles possam ter das perguntas feitas nos questionários estruturados.
A abordagem metacognitiva oferece mais chances aos aprendizes de usarem suas palavras contarem suas próprias estórias, mas da mesma forma que a abordagem normativa, considera crenças como uma característica mental apenas.
A abordagem contextual dá voz aos alunos, mas também leva em consideração o contexto das ações dos alunos. Contudo é uma abordagem que consome muito tempo e se é adequada a pesquisas com um número muito reduzido de participantes.

Para concluir, Barcelos afirma que não existe uma distinção muito clara entre essas abordagens e que a escolha entre elas vai depender do tipo de pergunta de pesquisa. Se vistas num contínuo representando categorias que dizem respeito à maneira como os dados são coletados e analisados, podemos ter as investigações pré-determinadas (a priori) que são empregadas na abordagem normativa, ou embasadas (grounded) que são empregadas na abordagem contextual. A abordagem metacognitiva empregas as duas categorias e aproxima-se mais da categoria a-priori. Por fim, a autora sugere investigações futuras sobre como a sala de aula de línguas (sendo um contexto social) pode moldar a interação e as ações que ocorrem dentro de sua cultura.

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