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Date Posted: 16:27:10 04/27/09 Mon
Author: Márcia Gonçalves Silva
Subject: Resumo Barcelos Metodologia de Pesquisa

BARCELOS, A.M.F. Metodologia de pesquisa das crenças sobre aprendizagem de línguas: estado da arte. Revista Brasileira de Lingüística Aplicada, v.1, n.1, 2001: 71-92.


Diferentes termos são usados para definir crenças. Pajares (1992) afirma que “as crenças são um conceito complexo”, Holec (1987) “representações dos aprendizes”, Abraham & Vann (1987) “filosofia de aprendizagem de línguas”, Wenden (1986) “conhecimento metacognitivo” etc. O que sugere Kalaja (1995), entretanto, “as crenças podem mudar de um aluno para outro, de uma época para outra, e de um contexto para outro, ou até mesmo dentro de um mesmo contexto ou ocasião”, como crítica a estudos atuais sobre crenças é o ponto de partida das investigações apresentadas por Barcelos.
Enquanto Kalaja reconhece duas abordagens de investigação a respeito de crenças sobre a aprendizagem de línguas, Barcelos agrupa os estudos em três abordagens: abordagem normativa, abordagem metacognitiva e abordagem contextual.
A abordagem normativa apresenta as crenças como opiniões que alunos possuem sobre aprendizagem de línguas e que os influenciam a serem bons aprendizes ou aprendizes autônomos. A maioria desses estudos faz uma ligação entre crenças e o ensino autônomo. Usa-se questionários do tipo likert-scale e alguns estudos têm incluído entrevistas como maneira de complementar as respostas obtidas com os questionários para investigar as crenças dos aprendizes. Os resultados indicaram que os alunos não apresentavam características de aprendizes autônomos porque tinham visões tradicionais do papel do professor. Os resultados apresentados com o uso do questionário e das entrevistas indicaram que as crenças são contextuais e podem mudar. Trata-se de uma abordagem prática quando há um grande número de participantes e não há muito tempo disponível. É possível coletar dados em épocas diferentes. Contudo, é difícil coletar dados precisos pois os questionários por si só limitam as respostas dos aprendizes e ainda podem ser mal interpretados. As crenças ficam fora do contexto.
A abordagem metacognitiva define crenças como conhecimento metacognitivo, ou seja os aprendizes refletem sobre sua própria aprendizagem. É utilizado entrevistas semi-estruturadas e auto relatos. Nesta abordagem há o reconhecimento da relação entre crenças e contexto. A relação ente crenças e ação não são investigadas assim como na abordagem normativa.
A terceira abordagem investigada é a abordagem contextual na qual os estudos sobre crenças são investigados de uma forma diferente. As crenças são investigadas através de entrevistas, investigações de sala de aula e análise do contexto. A influência de uma experiência anterior é levada em consideração constatando que as crenças do professor influenciam as crenças do aluno e que também as crenças estão inter-relacionadas com as experiências dos alunos podendo mudar ao longo do tempo ou de acordo com o contexto. A relação entre crenças e ação é estudada dentro de um contexto específico dos alunos apresentando mais detalhes sobre os tipos de crenças, mas pode demandar mais tempo para os estudos e deve ser realizada com uma pequena quantidade de participantes.
As três abordagens apresentam maneiras diferentes de investigar crenças apresentando vantagens e desvantagens em relação a eficiência de cada uma, tempo e quantidade de pessoas investigadas. Por outro lado, todas demonstram que as crenças influenciam na aprendizagem dos alunos. Embora em todas as abordagens investigaram a relação entre crenças e ação, nota-se na abordagem contextual que crenças e ações se inter-relacionam e que reflexões sobre experiências, como propõe a abordagem metacognitiva, podem levar a mudanças ou criar outras crenças.

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