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Date Posted: 05:37:35 05/05/09 Tue
Author: Neide Arataque
Subject: Resumo Barcelos (2006): Narrativas

Universidade de Brasília
PGLA – Programa de Pós-Graduação/Mestrado em Lingüística Aplicada
Disciplina: Tópicos Especiais em Lingüística Aplicada: Crenças de Aprendizagem e
Ensino de Língua
Docente: Profª Drª Mariney Pereira
Discente: Neide Arataque
Data: 05 de maio de 2009

Resumo do texto de Ana Maria Ferreira Barcelos (2006), “ Narrativa, crenças, e experiências de aprender inglês ”

Barcelos inicia apontando a necessidade de discussões mais aprofundadas em linguística aplicada a respeito das crenças vigentes sobre a escola regular e o curso de idiomas como lugares de aprendizagem de línguas no Brasil. Destaca que o interesse por narrativas e histórias como instrumento de pesquisa na análise de aspectos do processo de ensino e aprendizagem de línguas vem crescendo no Brasil e no mundo. No Brasil, estudos como o de Telles aponta a pesquisa narrativa como uma abordagem adequada para investigação do pensamento e das experiências dos professores, isto porque permite que os professores reconstruam seus conhecimentos pessoais e suas representações, colaborando para que os mesmos se tornem mais conscientes e, consequentemente, agentes de sua própria prática. Apesar de a maioria dos estudos que utilizam narrativas investigar o professor, a autora esclarece que o foco deste trabalho é a análise de narrativas de aprendizes de inglês. Diz também que o presente artigo é parte de um trabalho maior desenvolvido com alunos de Letras e Secretariado Executivo, do 5º período, e que objetiva levá-los a analisar suas próprias crenças a fim de assumir o papel de agentes desse processo de aprendizagem.
Segundo Beattie (2000) narrativas são referenciais através dos quais refletimos sobre nossas experiências e as reconstruímos baseados em novas percepções e experiências. Narrativa seria então, segundo Clandinin e Connely “uma forma de compreender experiência”. Para Dewey (1938) ensino e aprendizagem são “processos contínuos de reconstrução de experiências”. A experiência não é um estado mental, mas a interação e adaptação dos indivíduos a seus ambientes, valendo-se dos princípios de continuidade e interação, sendo que a continuidade diz respeito a conexão entre experiências passadas e futuras, já que a aprendizagem é um reflexo das continuidades que estabelecemos dentro de nossa experiência. Já a interação refere-se à transação entre o indivíduo e o ambiente. Nessa interação, nossas crenças têm um papel importante – elas são hipóteses que nós testamos e avaliamos e que levam ou não a mudanças em nossas ações.
Para Dewey crenças são sociais, mas também individuais, dinâmicas, contextuais e paradoxais. A autora faz um apanhado sobre os tipos de pesquisas que utilizam narrativas apontando como exemplo os estudos de Vieira – Abrahão(2002) que investigam as crenças de professores; os de Leppänen e Kalaja como exemplo de estudos voltados para os aprendizes e os estudos de Sakui como exemplo de estudo onde o pesquisador analisa sua própria experiência. Em seguida Barcelos descreve a pesquisa com os aprendizes, em que modelo foi baseada e como foi feita análise dessas narrativas. Todas as narrativas incidem na diferença de aprendizado nas escolas públicas e nos cursos de idioma, a influência dessas experiências nas crenças dos alunos é caracterizada como sofrimento e luta. A partir daí a autora passa a analisar cada narrativa chegando às crenças já esperadas que são a dificuldade da escola pública quanto a material, capacidade dos professores, falta de incentivo, salas lotadas e em contrapartida os cursos de idiomas com todos os incentivos, professores capacitados, métodos criativos fazendo deles o melhor investimento para todo aprendiz de Língua inglesa. A autora encerra suas considerações afirmando que através dessas narrativas foi possível não só desvendar algumas das crenças dos alunos a respeito de si próprios e dos lugares de se estudar línguas, como também compreender melhor a interação de suas experiências anteriores com suas experiências do presente e do futuro.

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