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Date Posted: 19:17:30 05/10/09 Sun
Author: Vânia Rodrigues
Subject: Resumo Barcelos 2006

Narrativas, crenças e experiências de aprender inglês (Barcelos, 2006)

Barcelos inicia o texto mostrando o aumento pelo interesse da Pesquisa Narrativa no Brasil, pois, no exterior, o interesse por esta pesquisa no contexto educacional norte-americano data dos anos 70 e 80 (Telles, 2002). Na Lingüística Aplicada, no entanto, este estudo, cujo foco é baseado nas experiências e narrativas de alunos e professores de línguas, é mais recente. Para Telles (2000, 2002, 2004), este tipo de pesquisa é importante para investigação do pensamento e das experiências dos docentes, permitindo que eles reconstruam seus conhecimentos pessoais e suas representações, tornando-os mais conscientes e, conseqüentemente, agentes de sua própria prática. Já para os aprendizes, o interesse por suas experiências está relacionado com a pesquisa de crenças. Bacelos deixa claro que o foco deste trabalho é a análise de narrativas de aprendizes de inglês.
O presente trabalho é um recorte de um projeto maior desenvolvido com alunos de Letras e Secretariado Executivo, do 5º período, cujo objetivo era levá-los a analisar suas próprias crenças sobre a aprendizagem de línguas, e até mesmo, ter um papel mais ativo neste processo. Os resultados obtidos pela autora demonstram as crenças desses alunos sobre onde se aprende línguas no Brasil e à influência dessas experiências em suas crenças e em sua aprendizagem de inglês na universidade.
Em seguida, a autora faz um apanhado das várias interpretações em torno do tema narrativas, citando, por exemplo, Beattie (2000) – as narrativas são os referenciais através dos quais refletimos sobre nossas experiências e a reconstruímos baseados em novas percepções e experiências. Para Clandinin e Connelly (2000), a narrativa refere-se tanto ao fenômeno quanto ao método de se compreender experiências, onde o termo ‘experiência’ é a chave na pesquisa narrativa. Ainda para esses autores, “a experiência acontece narrativamente. A Pesquisa Narrativa é uma forma de experiência narrativa. Portanto, experiência educacional deve ser estudada narrativamente”. De acordo com Dewey (1938), ensino e aprendizagem são “processos contínuos de reconstrução de experiências”. Já na Lingüística Aplicada, teóricos que atuam na área de formação de professores, como Johnson e Golombek (2002), a pesquisa narrativa permite que os professores organizem e articulem seus conhecimentos e crenças sobre ensino, revelando assim as experiências que guiam o seu trabalho. Essas autoras também relatam que através das histórias de nossos alunos podemos compreender melhor suas crenças sobre aprendizagem e quem eles são e se tornaram como aprendizes. Um dos estudos citados por Barcelos neste artigo relacionado às experiências e crenças sobre aprendizagem de línguas foi a de Sakui (2002) que, utilizando a Pesquisa Narrativa, analisa sua própria experiência como aprendiz de inglês e como sua experiência, suas crenças e seus objetivos influenciaram a sua prática.
Barcelos concorda com Dewey (1933) e afirma que as crenças “são uma forma de pensamento como construções da realidade, maneiras de ver e perceber o mundo e seus fenômenos, co-construídos em nossas experiências resultantes de um processo interativo de interpretação e (re) significação. Como tal, crenças são sociais (mas também individuais), dinâmicas, contextuais e paradoxais”.
Quanto às narrativas analisadas, 53 no total, os alunos responderam a dois temas principais: (a) a distância entre as experiências de aprendizagem vivenciadas na escola pública e no curso de idiomas; (b) a influência dessas experiências nas crenças dos alunos sobre aprendizagem de línguas, caracterizada por alguns como sofrimento e luta. Neste estudo a autora conclui que a escola pública e o curso de idiomas são lugares dicotômicos. A escola pública foi caracterizada como ruim e desmotivante, além de criticada pela competência dos professores, ou ainda, pelo ensino voltado para aspectos gramaticais, onde o mais lembrado foi o verbo to be. Em contrapartida, os Cursos de Idiomas foram apresentados pelos alunos como o lugar por excelência onde se aprende inglês, pois é visto pela maioria como um investimento necessário e bom, como um lugar que não apresenta problemas de aprendizagem para os alunos e onde a competência do professor não é questionada, além dos materiais didáticos serem caracterizados como ótimos.
Ao concluir, Barcelos deixa claro que a Pesquisa Narrativa além de facilitar o acesso às experiências dos alunos, pode também ajudar a uma melhor compreensão da interação das experiências anteriores com as experiências presentes e futuras.

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