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Date Posted: 13:43:56 05/13/09 Wed
Author: Karina Mendes Nunes Viana
Subject: Resumo Madeira (2005)

Aluna: Karina Mendes Nunes Viana
Resumo do texto Crenças de professores de Português sobre o papel da gramática no ensino de Língua Portuguesa (Fábio Madeira, 2005)

O autor inicia o texto com um breve conceito de crenças que se restringe a distingui-las de conhecimentos os quais são definidos como resultado de pesquisa científica enquanto as crenças seriam o que se “acha” sobre algo. O autor explica que devido à forte influência tanto nas práticas de ensino do professor quanto no processo de aquisição de novos conhecimentos pelo aluno, ou seja, no processo ensino/aprendizagem o interesse pelo estudo de crenças é crescente. O interesse de Madeira pelo estudo das crenças justifica-se por ser um assunto polêmico e por isso se faz importante a observação das crenças de professores sobre o papel da gramática no ensino de Língua Portuguesa. Para mostrar como começou esse questionamento sobre o ensino com enfoque na gramática normativa, Madeira explica que a partir da constatação de que a Gramática Tradicional não contemplava o uso real da língua pelos falantes, outras acepções de gramática foram surgindo. Para ilustrar, cita Travaglia (2002) que apresenta além da gramática normativa, a descritiva e a internalizada. A seguir, em relação à gramática normativa, Madeira explica cada uma delas. A normativa é voltada ao ensino da língua padrão, da norma culta e enfatiza a língua o ensino da língua escrita. A descritiva é a correspondente ao uso da língua em funcionamento, ou seja, a que considera como correto alguns usos da língua que seriam discriminados pela normativa e defende que a língua tem como principal função a comunicação. Nessa abordagem, a sociolingüística e a intenção do falante ao comunicar-se – a pragmática – são vistas como muito importantes. Outro exemplo é a gramática internalizada ou natural definida como o conjunto de regras dominadas pelo falante para que este se faça entender no meio em que convive e vê como erro apenas o que não pode ser reconhecido como variedade linguística pelos falantes. Para amarrar essas três concepções, o autor cita a visão de Mattos e Silva (2002) que não considera essas três concepções como diferentes gramáticas e sim, como diferentes abordagens do fenômeno lingüístico. Sob o título de Gramática e Ensino de Língua, Madeira comenta as alternativas propostas por alguns conhecidos estudiosos para a abordagem da gramática em sala de aula, dentre eles: Possenti (1996) que defende ser o papel da escola ensinar a língua padrão; Perini (1993) que defende a vertente funcionalista para dar sentido ao ensino da Gramática Tradicional e Moura Neves (1994) que chama atenção às incongruências entre a visão dos professores e suas práticas em sala de aula e pontua cinco importantes tópicos voltados ao ensino da gramática: os professores geralmente acreditam que a função do ensino da gramática seja escrever melhor; foram despertados para uma crítica dos valores da gramática tradicional; têm procurado dar aulas não só da gramática normativa; verificam que essa gramática “não está servindo para nada” e que apesar disso, mantêm as aulas de gramática como sua função principal de professores de Língua Portuguesa. Depois de confrontar as discussões entre as visões de pesquisadores, o autor passa a observar como essa polêmica quanto à importância do ensino puramente gramatical fica representado para os professores e faz isso por meio da amostragem de sua pesquisa com 32 professores participantes de um projeto de formação continuada organizado por uma universidade pública do estado de São Paulo. Madeira explicita que o objetivo é observar como os professores vêem, entendem o conceito de gramática no curso de Língua Portuguesa. Em um estudo de caso em que utilizou questionário e entrevista como instrumentos de pesquisa, o autor constatou que embora os professores estejam abertos a mudanças de transformação de suas práticas em sala de aula, ainda falta-lhes entender o que é o ensino de Língua Portuguesa contextualizado e como tornar esse ensino mais atraente por meio da apresentação das variedades lingüísticas aos alunos. Após discutir os resultados da pesquisa, o autor conclui que embora grande parte dos professores não associe os estudos lingüísticos às suas práticas, é significativa a receptividade a reconsiderações e a questionamentos sobre um processo de ensino/aprendizagem que não se limite à gramática normativa. Um repensar das crenças desses professores é notável.

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