| Subject: ATL |
Author:
MMS
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Date Posted: 16:42:40 10/29/04 Fri
Meus senhores
Que tal um bocadinho de calma e de bom senso? Enquanto pais e educadores todos gostaríamos de estalar os dedos e ver aparecer um projecto fantástico, com todos os recursos humanos e logísticos imagináveis, e que servisse todas as crianças, carenciadas ou não. Mas essa não é uma realidade tangível.
Além do mais, diz o povo, sábiamente, que "Roma e Pavia não se fizeram num dia". Acho que temos desde já que louvar o espírito empreendedor e altruísta de alguns conterrâneos que se dispuseram a encabeçar a Associação de Pais em prole da melhoria das condições de ensino das nossas crianças. E digo alguns pais porque, se bem me recordo, numa das primeiras reuniões foi perguntado aos presentes se mais alguém estaria disposto a colaborar e, que me lembre, não houveram voluntários.
Depois de já muito trabalho feito, é tão fácil vir dizer como é que as coisas devem ser feitas! Por favor lembrem-se que são os nossos meninos que estão em causa. Antes de criticarem, perguntem. Cruzamo-nos diáriamente na rua com membros da APEE: porque não abordá-los e falar com eles? Provávelmente uma rápida conversa de passeio esclareceria muitas dúvidas e evitaria este diz que disse que não conduz a lado nenhum.
Só para terminar, note-se que dizer que uma família tem disfunções não é o mesmo que dizer que os pais não gostam das crianças! As disfunções são de ordem variada e não são as mesmas em todas as famílias. Imaginemos uma família em que ambos os pais estão desempregados e que têm dois ou três filhos pequenos. Acham que essa família poderá viver num ambiente emocional e psicologicamente equilibrado?. Acham que os pais, ao fim de 1 mês ou 2 ou 6 à procura de trabalho, sem sucesso, conseguem entrar em casa felizes e contentes como se nada se passasse? Acham que a sua angústia e preocupação em conseguir dinheiro para por comida na mesa não se reflecte nas crianças? Se acham que não então, desculpem-me a franqueza, mas não sabem o que são famílias carenciadas!!!
Em relação à Sra. D. Manuela têm toda a razão quando dizem que não a devíamos perder. É de facto uma óptima funcionária para as crianças, mas existem leis neste país que têm (ou pelo menos devem!) ser cumpridas. E se a única forma legal de mantermos a Sra.D.Manuela for com o ATL, pois seja. Eu prefiro tê-la noa ATL do que não a ter de todo!
Vemos por favor reflectir, estruturar bem os nossos argumentos e questões para que a reunião da próxima semana seja frutuosa.
Cumprimentos a todos.
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