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Date Posted: 20:31:29 07/25/03 Fri
Author: Maria Raquel Bambirra
Subject: Re: Tarefa 12 - A verdade é relativa
In reply to: Sandra Gardellari 's message, "Re: Tarefa 12 - A verdade é relativa" on 11:21:30 07/25/03 Fri

Boa noite Sandra, Célia, todo o mundo!

Eu achei interessante nessa discussão de vocês duas sobre a relativização da verdade, porque além de concordar completamente com o que vocês duas concluíram, eu tenho algo particular a acrescentar. E gostaria muito, de verdade mesmo, que vocês todos colegas comentassem, se chegarem a ver essa mensagem. É importante pra mim!

Texto da Sandra para a Célia:
"Você escreveu: 'Não é bem o significado das palavras
que muda, mas sim a forma como essas palavras são
compreendidas, já que qualquer construção lingüística
depende do contexto de produção."

Penso então na palavra dita. Acredito também que os sentidos e/ou significados (Lakoff usa um pelo outro o tempo todo...) das palavras mudam porque cada pessoa usa uma construção metafórica diferente para expressar-se. Eu mesma sou considerada uma pessoa engraçada, pelos alunos, pelos colegas. Sinceramente, não acho isso. Sou é muito séria. Chego a ser estressada. Mas estou tentando levantar em meu uso da língua, expressões ou talvez emprego de entonação, pausa ou o que for, que seja diferente da forma como as pessoas, na sua maioria, empregam a língua naquela determinada situação em que sou a engraçada, sem querer sê-lo. Mas é tão inconsciente isso que eu sinceramente não consigo descobrir aonde está a graça que todos acham! Será que isso vem do fato de eu ter sido criada no interior até os 7 anos, e depois continuar completamente da roça, envolvida com aquele mundo agitado de coisas teatrais e ritualísticas, onde as pessoas ainda funcionam em coletividade. Eu venho de uma família espalhada pelo sul de Minas e por São Paulo, onde reina a fantasia, a contação de estórias (todo o mundo tinha que saber contar uma estória para cada evento... isso é lei até hoje!), todo o mundo em casa sabe cantar as cantigas de roda, sabe milhares de dizeres populares, conhece os mitos folclóricos do Brasil e também alguns de outras culturas, praticamos a declamação de versos a qualquer momento, por todo e nenhum motivo, o costume de nos reunirmos todos os dias na varanda de vovó para cantar, cada um com seu instrumento musical, e quem não soubesse tocar nada, o que era muito raro, tinha que dar conta de cantar razoavelmente afinado, que era para não atrapalhar a turma, o fazer serenata nos finais de semana, o ir a praça da matriz ouvir a banda tocar pela manhã e a missa rezada em latim às 7 da noite, o aprender a fazer bonecas de pano (essenciais para o desenvolvimento da própria identidade), o participar das quermesses, festas juninas de verdade (!), assistir às folias de reis, aos congados, frequentar as galinhadas, mais tarde as exposições de gado, os concursos de montaria, os festivais de canção, os bailes inesquecíveis...

Será que eu falo diferente da maioria das pessoas porque carrego muito forte dentro da alma essa bagagem de vida, e meu sistema conceitual está estruturado com esses elementos de forma a conduzir meu discurso de forma como que inadequada? Pelo inesperado na minha forma de me expressar eu sôo engraçada?

É possível que minha bagagem anterior seja assim tão forte, tão determinante? E ao mesmo tempo tão inconsciente que eu não consigo perceber aonde está o X da questão?

O que acham, colegas? O que acha Professora?

Lakoff explica, ou só mesmo um bom psiquiatra?

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