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Date Posted: 04:33:31 07/31/03 Thu
Author: Sônia,
Subject: Re: Semana 13
In reply to: Sônia Pessoa 's message, "Re: Semana 13" on 13:00:27 07/29/03 Tue

>
>Analiso, a partir do raciocínio de Lakoff sobre
>metáforas e guerra, trechos do discurso do presidente
>George W. Bush, em 17.03.2003, quando declarou
>oficialmente guerra ao Iraque. Optei por dividir em
>tópicos, pois o exemplo ficou um pouco longo. Espero
>contribuir e não cansá-los...
>1) International Politics is Business (Aqui o estado é
>um ator racional). O presidente americano reivindica a
>tentativa de negociação, vista como uma proposta de
>mão única, durante alguns anos para justificar a
>invasão ao Iraque. "... o mundo se engajou em 12 anos
>de diplomacia. Nós aprovamos mais de uma dúzia de
>resoluções no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
>Nós enviamos centenas de inspetores de armas para o
>exterior para o desarmamento do Iraque. Nossa boa fé
>não teve retorno". O Iraque é apresentado como um país
>desleal nas negociações "O regime iraquiano usou a
>diplomacia como um truque para ganhar tempo e
>vantagem. Desafiou de forma uniforme as resoluções do
>Conselho de Segurança exigindo total desarmamento".
>Bush não hesita em pedir aos iraquianos que preservem
>as fontes de riqueza do país, em uma demonstração
>clara de que Guerra é Política e Política é Negócio:
>"Em qualquer conflito, seu destino dependerá de suas
>ações. Não destruam poços petrolíferos, uma fonte de
>riqueza que pertence ao povo iraquiano".
>
>Assim como Lakoff, buscamos, mais uma vez,
>fundamentação na filosofia do general prussiano Karl
>von Clausewitz citada acima. O militar considerava a
>guerra como uma questão de análise do custo-benefício
>em que cada nação deveria recorrer ao conflito para
>atender aos seus objetivos. O lucro político deveria
>ser superior aos custos com a guerra e, em situação
>contrária, a guerra deveria ser encerrada. Como
>exemplo, vemos a declaração de Bush "Os americanos
>entendem o custo do conflito porque nós já o pagamos
>no passado. A guerra não tem certezas, exceto a
>certeza do sacrifício".
>
>2) War as violent crime (guerra compreendida em termos
>de sua dimensão moral). O compromisso moral do
>presidente com o país, assumido por meio de juramento,
>prevê a garantia da segurança das famílias americanas:
>"Antes que esse dia de horror chegue, antes que seja
>tarde demais para agir, este perigo deve ser removido.
>Os Estados Unidos da América têm a autoridade soberana
>para usar a força e assegurar sua própria segurança
>nacional. Tal dever cabe a mim, como
>comandante-em-chefe pelo juramento que fiz e me
>comprometi a cumprir".
>Se a guerra é um crime violento, para declará-la,
>faz-se necessária a existência de um inimigo perigoso,
>que justifique moralmente tal iniciativa. O inimigo
>conta com aliados tão perigosos quanto ele. "O perigo
>é claro: usando armas químicas, biológicas e, um dia
>nucleares obtidas com a ajuda do Iraque, os
>terroristas poderiam satisfazer sua ambições
>declaradas e matar milhares e centenas de milhares de
>pessoas inocentes em nosso país ou qualquer outro".
>
>3) War as a competitive game (guerra compreendida como
>xadrez, boxe ou futebol; o militar é treinado para
>ganhar). Cada movimento em um jogo como o xadrez é
>cuidadosamente calculado, assim como na guerra. A
>primeira jogada prevê a eliminação dos atos
>reprováveis: "No Iraque livre não haverá mais guerras
>de agressão contra seus vizinhos, nem fábricas de
>veneno, nem execuções de dissidentes, nem câmaras de
>tortura e salas de estupro. O tirano em breve terá
>ido. O dia em que vocês serão libertados está
>próximo".
>Em um segundo momento, é preciso estar atento à
>possibilidade de uma jogada de mestre do adversário:
>"Em desespero, ele e grupos terroristas podem tentar
>conduzir operações terroristas contra o povo americano
>e nossos amigos. Esses ataques não são inevitáveis.
>Eles são, contudo, possíveis".
>E, por fim, é hora de manifestar a estratégia adotada
>para o jogo: "Terroristas e Estados terroristas não
>revelam essas ameaças com declarações antecipadas e
>formais. E responder a tais inimigos apenas após eles
>atacarem não é autodefesa. É suicídio. A segurança do
>mundo requer que Saddam Hussein seja desarmado já".
>
>O que estaria, então, escondido sob a metáfora O
>estado é uma pessoa? Os Estados Unidos são concebidos
>como herói tal qual a concepção dos contos de fada: a
>pessoa que resgata uma vítima inocente ("se precisamos
>iniciar uma campanha militar, ela será dirigida contra
>os homens fora-da-lei que governam seu país, e não
>contra vocês. Quando nossa coalizão tomar o poder
>deles, vamos entregar os alimentos e remédios de que
>vocês precisam. Vamos pôr abaixo o aparato do terror e
>ajudar vocês a construir um novo Iraque, que seja
>próspero e livre"), e que derrota e pune um vilão
>malvado e culpado – alguém que age mais pela moral do
>que pelas razões venais ("Todas as décadas de engano e
>crueldade chegaram agora ao fim. Saddam Hussein e seus
>filhos devem deixar o Iraque dentro de 48 horas") ou
>ainda ("Neste século, quando homens maus conspiram com
>o terror biológico, químico e nuclear, a política da
>conciliação poderia provocar uma destruição jamais
>vista na Terra").
>Abraço, Sônia

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Replies:

  • Re: Semana 13 -- Pedro, 05:23:36 07/31/03 Thu
  • manipulação -- Taciana, 08:07:11 08/01/03 Fri
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