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Date Posted: 05:23:36 07/31/03 Thu
Author: Pedro
Subject: Re: Semana 13
In reply to: Sônia Pessoa 's message, "Re: Semana 13" on 13:00:27 07/29/03 Tue

Sônia, Prof.a Vera e colegas:

Sônia,
você está ajudando muito, pelo menos a mim,nessa sua reflexão sobre
1) International Politics is Business
2) War as violent crime
3) War as a competitive game.

E comento esse tópico, de "guerra compreendida como
xadrez, boxe ou futebol; o militar é treinado para
ganhar). Cada movimento em um jogo como o xadrez é cuidadosamente calculado, assim como na guerra."

Podemos inverter a imagem (metáfora é imagem, metonímia é imagem?e pensar no xadrex como um jogo nascido entre as elites guerreiras? É um jogo baseado na estratégia de guerra, em que o ojetivo é deixar o rei sem saída, xeque-mate ao rei (no nosso jogo de damas, equivaleria ao "curé", deixar a pedra do adversário presa, sem nenhuma saída. O jogo do xadrez nasce com base na guerra, suas estratégias e suas táticas (estratégias e táticas é tipicamente uma linguagem bélica, elementos do conceito guerra, que pode estruturar um domínio metafórico, como por exemplo, o de ARGUMENTAR E GUERREAR, evidenenmente como problemas que já foram assinalados, o uso da metáfora temseus riscos de gerar mal-entendidos). Depois, tornado jogo intelectual, e negócio para quem o pratica com genialidade, o xadrez passa a inspirar os movimentos de guerra, ou seja, caímos na circularidade, o jogo nasceu de umametáfra com a guerra e se torna metáfora que permite agir na guerra, inspira determiandas ações durante a guerra; assim, não seria problemático dizer que a metáfora estrutura a cogniçao humana? Também com relação ao boxe, esse, é uma sofisticação, com regras e com proteção (o equivalente aos EPI da indústria, equipamentos de proteção individual, não vale jogo baixo,isto é,na parte inferior do corpo), principalmente no caso do boxe olímpico, para os contendentes; é transofromação em jogo - e depois em negócio lucrativo de uma pretensa agressividade natural dos seres humanos; transofrmação em jogo de uma das formas mais primitivas de guerra, onde não nenhuma arma à disposição dos beligerantes, senão a força muscular e a inteligência/imaginação/tirocínio memorizado que pode(m)maximizar seu uso, dar-lhe racinalidade e eficácia, o que permite a um lutador/contendente aparentemente mais fraco sobrepujar seu oponente/adversário. Nem sempre omais forte vence; Brutus sempre perde às custas do espinafre mágico, como Asterix vence 'as custas da poçao do druída; Obelix caiu no caldeirão da poção mágica e então se tornou imbatível, nãoprecisa recorrer à sua ingestão; Aquiles... também era invencível 'as custas da magia ... embora tivesse seu calcanhar vulnerável, o calcanhar de Aquiles que se torna uma metáfora. vence, embora sem espinafre dificlmente Popeye pudesse vencer. Shazam, pronunciava a palavra mágica o Capitao Marvel, tamém He-man tem uma palavra mágica, tem o seu "abra-te-sésamo". Finalmente, o futebol, um esporte que virou negócio rentável e - em parte decorrência disso - uma guerra. Dizem que o futebol nasceu de esportes em que se usava a cabeça do vencido para chutar, era o opróbio, a humilhação do inimigo e de sua imagem. Não sei se é verdade.

De qualquer forma, o que me interessa deixar em foco (iluminado) é que há uma certa "transitividade" entre o dominio-fonte e o domínio-alvo das metáforas. A minha pergunta é: isso fortalece ou enfrqece o argumento da metáfora conceitual como estruturante do pensamento, estrutuante dos conceitos, melhor, da cognição humana? Evidentemente, eu acho que metáfora conceitual já é um conceito que invalida o conceito de metáfora como estruturante da cognição, porque apela para o conceito para explicar o poder estruturante da metáfora.

Porém, a contribuição importante (do meu onto de vista, evidenemente) da leitura do artigo de Lakoff na discussão nesse Fórum é a necessidade de mostrar os elementos que a metáfora deixa na penumbra, e nesse sentido talvez a metáfora faça parte das táticas da ideologia de dominação (táticas, só para uma uma metáfora que compõe o espectro do campo semântico do domínio-fonte GUERRA, já que estamos falando de guerra). Guerra contra o Iraque, na verdade, foi uma invasão, um massacre, como já tinha sido no Afeganistão. Hecatombe, se dizia, nas guerras antigas, para cada ummorto do "meu" exercito faço uma retaliação (também uma metáfora, a Lei do Talião, dente por dente, olho por olho)de cem mortes do lado inimigo, agora já está sendo mil, dez mil, sei lá quantos na proporção de "custos" em termos de "ativos"(população) nessas guerras "assimétricas", emq que um lado é infinitamente mais fraco. Para o outro, a guerra é telecomandada, como um vieo-game de guerra.

Abraço, Pedro

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