| Subject: Lá vem o Laveiras e virá sempre. |
Author:
João Laveiras
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Date Posted: 12:29:52 06/07/04 Mon
In reply to:
Teresa Pereira da Fonseca
's message, "Re: Lá vem o Laveiras" on 00:33:26 06/04/04 Fri
O que é que isto tem a ver com as insinuações quanto aos fundos do BE? Estás a atirar areia aos olhos dos que querem ver? Vê-se muito bem donde vêm estes intervenientes deste fórum: Vêm da Soeiro Pereira Gomes e isto cheira a metodos aprendidos com o KGB, pois então.
>Primeiro vejamos aos factos. Depois de analisá-los
>qualquer um concluiu que mais uma vez cá está o
>Lameiras sem argumentos e para se safar gritar contra
>o lobo, agora chamado “atoarda e a insinuação soez”:
>
>3 FACTOS:
>
>FACTO 1 – A notícia do Público que aqui vai completa:
>Portas Visita Casa-abrigo para Vítimas de Violência
>Doméstica
>Por MARIA JOSÉ OLIVEIRA
>Terça-feira, 01 de Junho de 2004
>É um prédio de cinco pisos, algures na Grande Lisboa
>(a não identificação do lugar justifica-se por razões
>de segurança), que, desde Dezembro de 2002, já acolheu
>58 mulheres vítimas de violência doméstica. É a maior
>casa-abrigo do país, composta por vários apartamentos,
>salas de estudo (para os filhos das utentes), uma
>lavandaria, um refeitório, uma despensa e divisões
>para a recolha de roupas e de mobiliário que algumas
>mulheres conseguem trazer das suas casas.
>O cabeça de lista do Bloco de Esquerda (BE), Miguel
>Portas, e os candidatos independentes João Semedo e
>Diana Andringa passaram toda a manhã de ontem nesta
>casa, onde ficaram a saber, por exemplo, que algumas
>das mulheres que ali habitam ainda sentem, por vezes,
>o terror de "meter a chave à porta". Uma "síndroma da
>ansiedade" provocado pelas agressões a que estiveram
>sujeitas, em alguns casos, durante muitos anos, como
>explicou Helena Pinto, da União de Mulheres
>Alternativa e Resposta (UMAR), entidade responsável
>pela gestão da casa.
>O edifício constitui um dos 23 equipamentos,
>financiados pelo Ministério da Segurança Social, que,
>espalhados por todo o país, servem para albergar
>vítimas de violência doméstica, embora nem todos
>estejam classificados como casas-abrigo. Algumas
>destas habitações são designadas como comunidades de
>inserção e destinam-se a acolher temporariamente
>adolescentes grávidas em risco, apontou a jurista
>Elizabete Brasil, membro da equipa técnica da UMAR.
>Numa reunião onde os candidatos do BE colocaram
>diversas questões, Helena Pinto explicou que ao longo
>do período de acolhimento - que pode ir até seis
>meses, embora existam casos excepcionais que requerem
>prolongamento -, todas as utentes devem investir num
>"trabalho de reintegração", que inclui a procura de
>emprego (a maioria das mulheres abandonam as suas
>ocupações de forma a evitar serem perseguidas pelos
>seus agressores) e a consequente autonomia financeira
>que lhes permitirá arrendar uma habitação. Os riscos
>de perseguição dos maridos ou companheiros obriga-as
>ainda a obedecer a "um dos princípios" desta
>casa-abrigo: "Nenhuma mulher pode pôr em causa a
>segurança da casa", sublinha Helena Pinto, que
>supervisiona a equipa de técnicos.
>Desde o 2º semestre do ano passado, a UMAR já recebeu
>40 vítimas de maus tratos, 12 das quais acabaram por
>regressar para o agressor. embora algumas delas (6)
>tenham reincidido no pedido de ajuda junto da
>casa-abrigo. Mas registaram-se também 16 "casos de
>sucesso", que, esclarece Helena Pinto, traduzem-se na
>recuperação de um trabalho remunerado, no arrendamento
>de uma casa e em novas condições de segurança.
>O êxito destas situações não contempla, porém, o
>desfecho do processo judicial que é despoletado
>imediatamente com o acolhimento das mulheres nas
>casa-abrigo. Por isso, o acompanhamento feito a todas
>as utentes mantém-se mesmo depois da sua saída. Neste
>momento, a UMAR gere uma outra casa-abrigo em Setúbal,
>é responsável por cinco centros de acolhimento (o
>primeiro foi criado nos Açores) e promove acções de
>sensibilização em escolas do Porto e Guarda.
>Depois do almoço, na casa-abrigo da UMAR, Miguel
>Portas, João Semedo e Diana Andringa visitaram o
>Serviço de Informação e Acompanhamento a Vítimas de
>Violência Doméstica (SIAVVD) da Amadora, situado no
>bairro 6 de Maio, na freguesia da Damaia. O centro,
>instituído pela câmara municipal e pelo Centro de
>Estudos para a Intervenção Social, abriu em Setembro
>do ano passado e desde então já recebeu mais de quatro
>dezenas de mulheres vítimas de agressões infligidas
>pelos maridos.
>No final do encontro com as técnicas superiores que
>ali trabalham, o cabeça de lista do Bloco admitiu aos
>jornalistas que a violência doméstica "não é um tema
>fácil de falar", até porque tinha passado toda a manhã
>numa casa-abrigo. "Essa forma de terror não é apenas
>um problema do agressor, mas também da subalternidade
>a que a mulher foi estando submetida ao longo dos
>séculos e que ainda hoje existe", afirmou.
>Sobre a demora dos processos judiciais relativos a
>este tipo de crime, Portas sublinhou que "seria bom
>que os tribunais de família alargassem funções" que
>permitissem evitar a distribuição, em separado, dos
>processos cível e criminal.”
>
>FACTO 2 – A Direcção do BE. Não a posso “puxar” para
>aqui porque não está no site do bloco. Mas é do
>conhecimento público que o Portas e a Helena Pinto são
>da direcção do bloco.
>
>
>FACTO 3 – As posições do bloco sobre a despenalização
>do aborto – relembro algumas que oportunamente
>coloquei aqui no dotecome. Como qualquer um pode
>constatar, são: sim, talvez, ainda não..:
>
>a) in “Se dois deputados incomodam muita gente...”, de
>17/01/01:
>“(...) Mas melhor do que os números, os projectos em
>que nos empenhamos falam por si. Apresentámos o
>Projecto 64/VIII Aborto - Despenalizaçao da
>interrupção voluntária da gravidez, praticada até ás
>doze semanas de gravidez (...)
>
>b) - in “Bloco domina agenda política”, de 24/03/01:
>“De todas as suas “bandeiras eleitorais”, falta apenas
>ao Bloco de Esquerda levar a plenário a despenalização
>do aborto (...)”
>
>c) - in “O pais do costume”, de 17/01/02:
>“(...) Passam em Junho quatro anos sobre um referendo
>onde 70 por cento se abstiveram e 48 mil votos
>separaram o “sim” do “não” (...). Ferro Rodrigues
>considerou, há dias, ser este um assunto secundário na
>vida do pais. Não posso estar mais em desacordo (...).
>Na sua imensa hipocrisia – a de uma dupla linguagem -,
>António Guterres teve, pelo menos a virtude de não
>implicar o PS na sua própria opinião. (...) Guterres
>era contra, mas permitiu que o PS fosse a favor. (...)
>Quando se engaveta um novo referendo para a
>despenalização do aborto – nas condições presentes
>esse é o modo democrático de travar o combate – que
>tens para oferecer senão uma modernização feliz e
>contente para combinar atavismo com delicias de
>novo-riquismo? (...)”
>
>d) - in “Aborto, conjugação no feminino” de 21/01/02:
>(...) “Quem deveria sentar-se no banco dos réus era o
>poder institucional a todos os níveis. Porque desde
>1984, ano da primeira legislação sobre o aborto,
>anda-se a gerir uma interpretação da lei extremamente
>restritiva, persiste-se em empatar, (...) o debate
>legislativo, sacralizando o resultado de um referendo,
>manipulado pelo próprio então primeiro ministro (...)”
>
>e) - in “Eu já abortei”, de 9/03/02:
>“(...) Francisco Louçã surgiu no Tribunal de Setúbal
>para reiterar o empenho do BE em “levar esta luta lá
>para dentro”, para a Assembleia da Republica.
>“Assumimos o compromisso dentro e fora do futuro
>Parlamento de ajudar a constituir uma maioria cívica e
>política, que através de uma nova lei, através de um
>referendo, através seja de que forma for, de trazer
>para Portugal uma lei mais moderna”, prometeu Rosas
>(...)”
>
>f) - in “Bloco apresenta primeira proposta na AR”, de
>30/04/02/04
>“(...) Francisco Louçã explicou que o Bloco de
>Esquerda está a preparar um projecto de lei sobre o
>aborto, mas não o incluiu no primeiro pacote de
>medidas apresentadas “para não dar a ilusão de que a
>Assembleia da Republica por si só tem condições para
>mudar a lei” (...)
>O Bloco de Esquerda defende a despenalização da
>interrupção voluntária da gravidez e considera
>“necessário mudar a lei”, mas como a maioria
>centro-direita no parlamento não o permite, o projecto
>de lei sobre educação sexual destina-se a “introduzir
>o debate” (...).”
>
>g) - in “Aborto: reunião nacional debate intervenção”,
>de 9/05/02:
>A Mesa Nacional do Bloco reunida em Março, definiu a
>despenalizaçao do aborto como questão prioritária para
>a intervenção do Bloco (...).
>A questão do aborto é, também uma questão fulcral para
>o Bloco: não só porque ele se quer uma força inovadora
>na Esquerda, mas ele se empenhou nessa luta e
>estabeleceu um compromisso com os Portugueses e as
>Portuguesas. A actual situação política gera, sem
>duvida, desanimos, bem como temores: para muitos, a
>luta pelo direito de optar não poderia vir em pior
>altura. Permitam-me discordar. ELA NÃO PODERIA VIR EM
>MELHOR ALTURA, pois é agora que há que medir forças,
>juntar forças, mobilizar vontades, para fazer um
>trabalho simultaneamente político e cultural, numa
>área onde se juntam, como em poucas, questões como os
>direitos e as liberdades, as concepções sobre a pessoa
>humana e a cidadania, a igualdade e a autonomia.
>A Mesa Nacional do Bloco tomou a decisão de fazer do
>aborto um tema central da acção do movimento, com o
>objectivo claro de reivindicar um novo referendo, com
>base num abaixo-assinado de 75.000 cidadãos e cidadãs.
>É, pois, tempo de os bloquistas se reunirem e
>discutirem pontos de vista sobre táctica e estratégia,
>linguagem e argumentario, alianças e pontos de
>negociação e intransigência (...)”
>
>h) – in “Mesa Nacional do BE: Resolução da reunião de
>Janeiro”, de 20/01/04:
>“(...) Durante o mês de Janeiro o BE mobilizará por
>todo o pais o seu melhor esforço para apoiar a recolha
>de 75.000 assinaturas até ao fim deste mês para a
>petição á AR visando a realização de um referendo
>sobre a despenalização do aborto (...). O seu sucesso
>permitirá, logo de seguida, desencadear no Parlamento
>o processo tendente á convocatória do referendo,
>atingindo então um ponto culminante a pressão popular
>junto da AR nesse sentido (...)
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