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Date Posted:18:11:53 04/29/04 Thu In reply to:
Jorge Nascimento Fernandes
's message, "A intervenção de Carvalhas" on 10:53:00 04/29/04 Thu
A ortodoxia gera sempre a medíocridade e os medíocres elogiam-se.
>A desonestidade intelectual de certos intervenientes
>neste fórum é gritante. Por alguém falar em “fascismo
>salazarento”, expressão vulgarmente utilizada, para
>substituir o pudico “Estado Novo” ou “anterior
>regimen”, um “zelador da ortodoxia” acha-se no direito
>de dizer que o utilizador daquela expressão prefere
>classificar o 25 de Abril como evolução e não
>revolução, dado que lhe deveria chamar “fascismo
>salazarento e marcelento”, pois da outra maneira
>estaria a admitir que o fascismo terminou com Salazar.
>É evidente que este “zelador da ortodoxia”, para não
>levemos a sério a sua tão descabelada opinião, põe um
>ponto de interrogação à frente daquela afirmação. O
>que mostra que depois de ter insinuado tamanho
>disparate, fica com remorsos na consciência de o ter
>feito.
>Mas passemos por alto estes disparates e
>concentremo-nos sobre uma nova forma de "culto da
>personalidade" que, pelos vistos, começou agora a
>tomar conta dos "zeladores da ortodoxia". Então o
>discurso do Carvalhas já é a “mais profunda e a mais
>equilibrada intervenção sobre os 30 anos de Abril”? Ao
>que chegámos. No tempo de Cunhal, havia mais pudor em
>tecer largados elogios às intervenções do
>Secretário-Geral, pelo menos este sempre se opôs a
>isso. Com Carvalhas, perdemos a vergonha e os
>discursos passaram a ser grandes peças oratórias.
>Naturalmente que é para lhe porém uns patins e o
>correrem no próximo Congresso, como já corre aí pelos
>corredores. Triste Partido que já precisa que se façam
>ditirambos aos seus chefes.
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