Author:
Jorge Nascimento Fernandes
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Date Posted: 10:53:00 04/29/04 Thu
In reply to:
João Lopes
's message, "Re: Brilhante leitura do Blanch? Revolução ou evolução?" on 21:13:01 04/28/04 Wed
A desonestidade intelectual de certos intervenientes neste fórum é gritante. Por alguém falar em “fascismo salazarento”, expressão vulgarmente utilizada, para substituir o pudico “Estado Novo” ou “anterior regimen”, um “zelador da ortodoxia” acha-se no direito de dizer que o utilizador daquela expressão prefere classificar o 25 de Abril como evolução e não revolução, dado que lhe deveria chamar “fascismo salazarento e marcelento”, pois da outra maneira estaria a admitir que o fascismo terminou com Salazar. É evidente que este “zelador da ortodoxia”, para não levemos a sério a sua tão descabelada opinião, põe um ponto de interrogação à frente daquela afirmação. O que mostra que depois de ter insinuado tamanho disparate, fica com remorsos na consciência de o ter feito.
Mas passemos por alto estes disparates e concentremo-nos sobre uma nova forma de "culto da personalidade" que, pelos vistos, começou agora a tomar conta dos "zeladores da ortodoxia". Então o discurso do Carvalhas já é a “mais profunda e a mais equilibrada intervenção sobre os 30 anos de Abril”? Ao que chegámos. No tempo de Cunhal, havia mais pudor em tecer largados elogios às intervenções do Secretário-Geral, pelo menos este sempre se opôs a isso. Com Carvalhas, perdemos a vergonha e os discursos passaram a ser grandes peças oratórias. Naturalmente que é para lhe porém uns patins e o correrem no próximo Congresso, como já corre aí pelos corredores. Triste Partido que já precisa que se façam ditirambos aos seus chefes.
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