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Date Posted: 13:48:24 04/30/04 Fri
Author: Lilian Aparecida de Souza
Subject: Tarefa 5 - Grupo I Inglês: Como se aprende uma LE?
Grupo 1 - Inglês: Cláudia Machado, Elisa Huew, Lilian A. Souza
Como se aprende uma língua estrangeira?
O processo de aprendizado de uma língua estrangeira é um processo complexo que envolve uma grande variedade de fatores inter-relacionados e com grande capacidade de mudança.
De acordo com o modelo fractal de aquisição de línguas, o sistema que rege o aprendizado de uma língua é formado por vários subsistemas (bio-cognitivo, input, interação, contexto sócio-histórico, automatismo, afiliação e afetivo) que, além de complexos, são extremamente dinâmicos. Esses subsistemas estão todos conectados e, portanto, são sensíveis a qualquer tipo de mudança. Como eles são por natureza dinâmicos, mudanças imprevisíveis podem ocorrer ao longo do processo de aprendizagem de uma língua estrangeira (de agora em diante LE). Essas mudanças, por sua vez, poderão afetar todo o processo de aprendizagem (positiva ou negativamente).
Sendo assim, pode-se dizer que o aprendizado de LE depende tanto de fatores internos do aprendiz (como por exemplo, estilos cognitivos, identificação com a LE, crenças, auto-estima etc) bem como de fatores externos (como tipos de input que recebe, aspectos relacionados ao ambiente da sala de aula, tipos de interação que ele estabelece etc).
Dentre os fatores observados como mais importantes destacamos a motivação, a liberdade (espaço para a criatividade) e a relevância da LE para o aprendiz. Analisando as narrativas de aprendizagem do grupo, percebemos como esses três fatores são decisivos no sucesso ou insucesso do aprendizado. Falta de motivação e de liberdade podem ser considerados as causas mais comuns de desistência dentro de cursos de inglês. A própria Cláudia citou uma de suas experiências - não muito agradáveis - com o aprendizado de inglês no Brasil que mais tarde a levaram a fazer um curso de imersão na Inglaterra: procurei uma outra escola com a expectativa de me sentir mais à
vontade com o inglês, mas apesar dessa escola ter um slogan convidativo,
infelizmente não comprovei a sua proposta de que “para pessoas diferentes,
métodos diferentes”. O material era ruim, não havia muita oportunidade de
uso da língua em sala de aula, o professor “monopolizava”, não criava
situação de uso, nem adequação do ambiente ou interação entre os alunos. A falta de espaço para a criatividade também pode levar à desmotivação, como apontado pela Elisa: eu pelo menos não observei esse “incentivo” à criatividade
por parte de meus professores, o que observei foi uma metodologia fixa que o
professor seguia na sala de aula, e os alunos tinham que dar um jeito em
acompanha-lo, uma vez não havia essa preocupação de que cada aluno é
diferente, isto é, uma mesma situação, estratégia podia ser produtiva para
um aluno, e ao mesmo tempo não ser produtiva para um outro. Através do comentário da Elisa percebemos também uma outra prática comum no ensino de LE e que pode ser muito prejudicial – ignorar o fato de que nenhum aprendiz é igual a outro. Quando o professor deixa de enxergar cada aluno como um indivíduo e passa a enxerga-los apenas enquanto grupo, ele certamente penaliza aqueles que não se enquadram na visão que tem deles. Não queremos dizer, entretanto, que o ensino deve ser personalizado – mesmo porque isso é inviável se trabalhamos com grupos -, queremos dizer que alguns padrões podem se estabelecidos em relação ao grupo, mas sem esquecer de cada indivíduo que o compõe. Quanto ao fator relevância, percebemos que pessoas que, apesar de não se identificarem muito com a LE (a princípio), mas precisam aprende-la, podem obter mais sucesso no aprendizado – foi mais ou menos o que aconteceu com a Cláudia quando ela entrou para o curso de Comércio Exterior.
Portanto, para aprender uma LE eficazmente é preciso muito mais que vontade ou necessidade. Aprendizes, professor e tudo que os cerca são partes integrantes de um sistema complexo e dinâmico. Uma alteração em apenas um dos muitos fatores que influenciam a aprendizagem é capaz de gerar grandes mudanças nesse sistema complexo. È principalmente por esta “fragilidade” (não num sentido pejorativo), que a aprendizagem deve ser considerada com mais cuidado e atenção. A complexidade do processo de aprendizagem torna difícil dizer com clareza como se aprende uma LE. Podemos arriscar dizendo que aprendizagem real ocorre quando os fatores envolvidos no processo (aqueles que integram os fractais) trabalham em relativa harmonia – obviamente haverá diversas mudanças tanto positivas quanto negativas, mas haverá a predominância das positivas sobre as negativas possibilitando que o processo siga seu curso. É importante mencionar também a alta capacidade de adaptação do ser humano, que, no caso do aprendizado de LE, possibilita que ele procure maneiras de compensar falhas do seu aprendizado (causadas pelo método adotado etc). Além disso, vale insistir que esse processo é infinito – i.e ninguém é capaz de saber tudo sobre uma determinada língua. Acreditamos também que a aprendizagem só é real a partir do momento que o aprendiz é capaz de se comunicar, interagir na língua estrangeira.
Ufa! Esse deu trabalho, hein, pessoal? Espero que tenhamos consiguido atingir os objetivos!
Abraços, Lilian.
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Tarefa 5 - Grupo I Inglês: Como se aprende uma LE? (com correção) -- Lilian Aparecida de Souza, 13:51:20 04/30/04 Fri [1]
>Grupo 1 - Inglês: Cláudia Machado, Elisa Huew, Lilian
>A. Souza
> Como se aprende uma língua estrangeira?
>
> O processo de aprendizado de uma língua estrangeira é
>um processo complexo que envolve uma grande variedade
>de fatores inter-relacionados e com grande capacidade
>de mudança.
>De acordo com o modelo fractal de aquisição de
>línguas, o sistema que rege o aprendizado de uma
>língua é formado por vários subsistemas
>(bio-cognitivo, input, interação, contexto
>sócio-histórico, automatismo, afiliação e afetivo)
>que, além de complexos, são extremamente dinâmicos.
>Esses subsistemas estão todos conectados e, portanto,
>são sensíveis a qualquer tipo de mudança. Como eles
>são por natureza dinâmicos, mudanças imprevisíveis
>podem ocorrer ao longo do processo de aprendizagem de
>uma língua estrangeira (de agora em diante LE). Essas
>mudanças, por sua vez, poderão afetar todo o processo
>de aprendizagem (positiva ou negativamente).
>Sendo assim, pode-se dizer que o aprendizado de LE
>depende tanto de fatores internos do aprendiz (como
>por exemplo, estilos cognitivos, identificação com a
>LE, crenças, auto-estima etc) bem como de fatores
>externos (como tipos de input que recebe, aspectos
>relacionados ao ambiente da sala de aula, tipos de
>interação que ele estabelece etc).
>Dentre os fatores observados como mais importantes
>destacamos a motivação, a liberdade (espaço para a
>criatividade) e a relevância da LE para o aprendiz.
>Analisando as narrativas de aprendizagem do grupo,
>percebemos como esses três fatores são decisivos no
>sucesso ou insucesso do aprendizado. Falta de
>motivação e de liberdade podem ser considerados as
>causas mais comuns de desistência dentro de cursos de
>inglês. A própria Cláudia citou uma de suas
>experiências - não muito agradáveis - com o
>aprendizado de inglês no Brasil que mais tarde a
>levaram a fazer um curso de imersão na Inglaterra:
>"procurei uma outra escola com a expectativa de me
>sentir mais à
>vontade com o inglês, mas apesar dessa escola ter um
>slogan convidativo,
>infelizmente não comprovei a sua proposta de que “para
>pessoas diferentes,
>métodos diferentes”. O material era ruim, não havia
>muita oportunidade de
>uso da língua em sala de aula, o professor
>“monopolizava”, não criava
>situação de uso, nem adequação do ambiente ou
>interação entre os alunos". A falta de espaço para a
>criatividade também pode levar à desmotivação, como
>apontado pela Elisa: "eu pelo menos não observei esse
>“incentivo” à criatividade
>por parte de meus professores, o que observei foi uma
>metodologia fixa que o
>professor seguia na sala de aula, e os alunos tinham
>que dar um jeito em
>acompanha-lo, uma vez não havia essa preocupação de
>que cada aluno é
>diferente, isto é, uma mesma situação, estratégia
>podia ser produtiva para
>um aluno, e ao mesmo tempo não ser produtiva para um
>outro". Através do comentário da Elisa percebemos
>também uma outra prática comum no ensino de LE e que
>pode ser muito prejudicial – ignorar o fato de que
>nenhum aprendiz é igual a outro. Quando o professor
>deixa de enxergar cada aluno como um indivíduo e passa
>a enxerga-los apenas enquanto grupo, ele certamente
>penaliza aqueles que não se enquadram na visão que tem
>deles. Não queremos dizer, entretanto, que o ensino
>deve ser personalizado – mesmo porque isso é inviável
>se trabalhamos com grupos -, queremos dizer que alguns
>padrões podem se estabelecidos em relação ao grupo,
>mas sem esquecer de cada indivíduo que o compõe.
>Quanto ao fator relevância, percebemos que pessoas
>que, apesar de não se identificarem muito com a LE (a
>princípio), mas precisam aprende-la, podem obter mais
>sucesso no aprendizado – foi mais ou menos o que
>aconteceu com a Cláudia quando ela entrou para o curso
>de Comércio Exterior.
>Portanto, para aprender uma LE eficazmente é preciso
>muito mais que vontade ou necessidade. Aprendizes,
>professor e tudo que os cerca são partes integrantes
>de um sistema complexo e dinâmico. Uma alteração em
>apenas um dos muitos fatores que influenciam a
>aprendizagem é capaz de gerar grandes mudanças nesse
>sistema complexo. È principalmente por esta
>“fragilidade” (não num sentido pejorativo), que a
>aprendizagem deve ser considerada com mais cuidado e
>atenção. A complexidade do processo de aprendizagem
>torna difícil dizer com clareza como se aprende uma
>LE. Podemos arriscar dizendo que aprendizagem real
>ocorre quando os fatores envolvidos no processo
>(aqueles que integram os fractais) trabalham em
>relativa harmonia – obviamente haverá diversas
>mudanças tanto positivas quanto negativas, mas haverá
>a predominância das positivas sobre as negativas
>possibilitando que o processo siga seu curso. É
>importante mencionar também a alta capacidade de
>adaptação do ser humano, que, no caso do aprendizado
>de LE, possibilita que ele procure maneiras de
>compensar falhas do seu aprendizado (causadas pelo
>método adotado etc). Além disso, vale insistir que
>esse processo é infinito – i.e ninguém é capaz de
>saber tudo sobre uma determinada língua. Acreditamos
>também que a aprendizagem só é real a partir do
>momento que o aprendiz é capaz de se comunicar,
>interagir na língua estrangeira.
>
>Ufa! Esse deu trabalho, hein, pessoal? Espero que
>tenhamos consiguido atingir os objetivos!
>
>Abraços, Lilian.
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Re: Tarefa 5 - Grupo I Inglês: Como se aprende uma LE? -- Vera, 18:22:31 04/30/04 Fri [1]
>Ufa! Esse deu trabalho, hein, pessoal? Espero que
>tenhamos consiguido atingir os objetivos!
>
Deu trabalho, mas valeu a pena, pois o texto ficou ótimo.
Vocês não só conseguiram deixar meu texto mais claro, como fizeram boas conexões com as experiências de vocês.
Muito bom.
Vera
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[>
Re: Tarefa 5 - Grupo I Inglês: Como se aprende uma LE? -- Carolina Ribeiro, 13:05:24 05/04/04 Tue [1]
A grande missào do professor é estar continuamente motivando seus alunos. A motivacão é o elemento básico que leverá o aluno a buscar mais conhecimento na língua estudada. Quando Luziana Lanna propõe que pessoas diferentes necessitam `métodos diferentes, ela se refere à importancia de valorizar o aluno como um ser único que tem um ritmo próprio de aprendizagem. isso é muito importante mas não é tudo pois houve a desmotivacào do aluno por uma serie de outros fatores. fazer com que o aluno siga motivado a estudar implica um conjunto complexo que compreenderia, creio, a aula em si, o material didático, a relacào com professores e colegas, as instalacões,etc...É muito difícil mas não é impossível. Deu trabalho mas valeu a pena, não é mesmo? Gostei de saber sobre as experiências individuais de vcs no processo de aprendizagem de LE.
Um abraco,
Carolina
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