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Date Posted: 13:51:20 04/30/04 Fri
Author: Lilian Aparecida de Souza
Subject: Tarefa 5 - Grupo I Inglês: Como se aprende uma LE? (com correção)
In reply to: Lilian Aparecida de Souza 's message, "Tarefa 5 - Grupo I Inglês: Como se aprende uma LE?" on 13:48:24 04/30/04 Fri

>Grupo 1 - Inglês: Cláudia Machado, Elisa Huew, Lilian
>A. Souza
> Como se aprende uma língua estrangeira?
>
> O processo de aprendizado de uma língua estrangeira é
>um processo complexo que envolve uma grande variedade
>de fatores inter-relacionados e com grande capacidade
>de mudança.
>De acordo com o modelo fractal de aquisição de
>línguas, o sistema que rege o aprendizado de uma
>língua é formado por vários subsistemas
>(bio-cognitivo, input, interação, contexto
>sócio-histórico, automatismo, afiliação e afetivo)
>que, além de complexos, são extremamente dinâmicos.
>Esses subsistemas estão todos conectados e, portanto,
>são sensíveis a qualquer tipo de mudança. Como eles
>são por natureza dinâmicos, mudanças imprevisíveis
>podem ocorrer ao longo do processo de aprendizagem de
>uma língua estrangeira (de agora em diante LE). Essas
>mudanças, por sua vez, poderão afetar todo o processo
>de aprendizagem (positiva ou negativamente).
>Sendo assim, pode-se dizer que o aprendizado de LE
>depende tanto de fatores internos do aprendiz (como
>por exemplo, estilos cognitivos, identificação com a
>LE, crenças, auto-estima etc) bem como de fatores
>externos (como tipos de input que recebe, aspectos
>relacionados ao ambiente da sala de aula, tipos de
>interação que ele estabelece etc).
>Dentre os fatores observados como mais importantes
>destacamos a motivação, a liberdade (espaço para a
>criatividade) e a relevância da LE para o aprendiz.
>Analisando as narrativas de aprendizagem do grupo,
>percebemos como esses três fatores são decisivos no
>sucesso ou insucesso do aprendizado. Falta de
>motivação e de liberdade podem ser considerados as
>causas mais comuns de desistência dentro de cursos de
>inglês. A própria Cláudia citou uma de suas
>experiências - não muito agradáveis - com o
>aprendizado de inglês no Brasil que mais tarde a
>levaram a fazer um curso de imersão na Inglaterra:
>"procurei uma outra escola com a expectativa de me
>sentir mais à
>vontade com o inglês, mas apesar dessa escola ter um
>slogan convidativo,
>infelizmente não comprovei a sua proposta de que “para
>pessoas diferentes,
>métodos diferentes”. O material era ruim, não havia
>muita oportunidade de
>uso da língua em sala de aula, o professor
>“monopolizava”, não criava
>situação de uso, nem adequação do ambiente ou
>interação entre os alunos". A falta de espaço para a
>criatividade também pode levar à desmotivação, como
>apontado pela Elisa: "eu pelo menos não observei esse
>“incentivo” à criatividade
>por parte de meus professores, o que observei foi uma
>metodologia fixa que o
>professor seguia na sala de aula, e os alunos tinham
>que dar um jeito em
>acompanha-lo, uma vez não havia essa preocupação de
>que cada aluno é
>diferente, isto é, uma mesma situação, estratégia
>podia ser produtiva para
>um aluno, e ao mesmo tempo não ser produtiva para um
>outro". Através do comentário da Elisa percebemos
>também uma outra prática comum no ensino de LE e que
>pode ser muito prejudicial – ignorar o fato de que
>nenhum aprendiz é igual a outro. Quando o professor
>deixa de enxergar cada aluno como um indivíduo e passa
>a enxerga-los apenas enquanto grupo, ele certamente
>penaliza aqueles que não se enquadram na visão que tem
>deles. Não queremos dizer, entretanto, que o ensino
>deve ser personalizado – mesmo porque isso é inviável
>se trabalhamos com grupos -, queremos dizer que alguns
>padrões podem se estabelecidos em relação ao grupo,
>mas sem esquecer de cada indivíduo que o compõe.
>Quanto ao fator relevância, percebemos que pessoas
>que, apesar de não se identificarem muito com a LE (a
>princípio), mas precisam aprende-la, podem obter mais
>sucesso no aprendizado – foi mais ou menos o que
>aconteceu com a Cláudia quando ela entrou para o curso
>de Comércio Exterior.
>Portanto, para aprender uma LE eficazmente é preciso
>muito mais que vontade ou necessidade. Aprendizes,
>professor e tudo que os cerca são partes integrantes
>de um sistema complexo e dinâmico. Uma alteração em
>apenas um dos muitos fatores que influenciam a
>aprendizagem é capaz de gerar grandes mudanças nesse
>sistema complexo. È principalmente por esta
>“fragilidade” (não num sentido pejorativo), que a
>aprendizagem deve ser considerada com mais cuidado e
>atenção. A complexidade do processo de aprendizagem
>torna difícil dizer com clareza como se aprende uma
>LE. Podemos arriscar dizendo que aprendizagem real
>ocorre quando os fatores envolvidos no processo
>(aqueles que integram os fractais) trabalham em
>relativa harmonia – obviamente haverá diversas
>mudanças tanto positivas quanto negativas, mas haverá
>a predominância das positivas sobre as negativas
>possibilitando que o processo siga seu curso. É
>importante mencionar também a alta capacidade de
>adaptação do ser humano, que, no caso do aprendizado
>de LE, possibilita que ele procure maneiras de
>compensar falhas do seu aprendizado (causadas pelo
>método adotado etc). Além disso, vale insistir que
>esse processo é infinito – i.e ninguém é capaz de
>saber tudo sobre uma determinada língua. Acreditamos
>também que a aprendizagem só é real a partir do
>momento que o aprendiz é capaz de se comunicar,
>interagir na língua estrangeira.
>
>Ufa! Esse deu trabalho, hein, pessoal? Espero que
>tenhamos consiguido atingir os objetivos!
>
>Abraços, Lilian.

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Replies:

[> Re: Tarefa 5 - Grupo I Inglês: Como se aprende uma LE? -- Vera, 18:22:31 04/30/04 Fri [1]

>Ufa! Esse deu trabalho, hein, pessoal? Espero que
>tenhamos consiguido atingir os objetivos!
>

Deu trabalho, mas valeu a pena, pois o texto ficou ótimo.
Vocês não só conseguiram deixar meu texto mais claro, como fizeram boas conexões com as experiências de vocês.

Muito bom.

Vera


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