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Date Posted: 12:50:02 05/07/04 Fri
Author: Carolina e Juliane
Subject: TAREFA 6

Tarefa 6
Grupo 1 – Espanhol – Carolina e Juliane
Redatora da semana: Juliane

O Ensino significativo de questões gramaticais

Para a realização desta tarefa tomamos como referência o texto de PAIVA & FIGUEIREDO disponibilizado pela internet. Infelizmente não foi possível ler os capítulos do livro sugerido para leitura, já que a sala do terceiro andar responsável pela venda do livro encontrava-se fechada em pelo menos 5 momentos diferentes durante essa semana. Optamos assim, por adicionar ao texto mencionado nossas opiniões provenientes de nossas experiências como professoras e alunas, buscando, assim, contribuir para a reflexão sobre “ensino significativo”, na verdade não só de gramática, mas de qualquer outro tema.

O texto estudado apresenta, de maneira cuidadosa, reflexões e exemplos para que os tópicos gramaticais sejam contextualizados e utilizados de maneira mais eficiente durante as aulas de inglês (e obviamente tais estudos podem ser utilizados no ensino de outras disciplinas).
É muito bom observar como a lingüística aplicada se dedica a falar, exemplificar, estudar questões que, num primeiro momento, estariam vinculados a outras áreas do conhecimento.
Explicando melhor: a conduta adequada de um professor dentro de sala de aula, observando atentamente os fatos, as interações entre os alunos com o tema, naturalmente o levaria a buscar um ensino gramatical mais integrado com a realidade dos alunos, o que, tranquilamente seria mais significativo para o momento. O próprio conceito de ética já o direcionaria para ‘algo mais significativo’. No exemplo apresentado pelo texto de PAIVA & FIGUEIREDO, um aluno chega à sala com o braço engessado; a professora pergunta-lhe o que ocorreu e ele responde utilizando um tempo verbal inadequado; a professora fixa-se no ‘erro’ gramatical e abandona a realidade, ou seja, o braço quebrado e suas inúmeras conseqüências no cotidiano de qualquer pessoa. Ora, tal conduta, sem maiores especulações científicas, é no mínimo mal-educada, pois uma pessoa que na interação com outra, que se quer próxima, como deveria ser a relação professor/aluno, não se interessa por problemas daquele com quem se relaciona, certamente não obterá respostas significativas desse relacionamento. O que quero dizer é que, vários dos textos apresentados até aqui durante esse curso, querem abordar, de maneira minunciosa, questões que estão vinculadas ao universo da sensibilidade; o que é extremamente relevante, já que observamos,atualmente, uma preocupação científica com uma nova abordagem, um novo olhar para questões que, anteriormente, eram analisadas através da chamada “imparcialidade científica”; hoje, em diversas áreas do conhecimento, observamos abordagens mais abrangentes, que consideram a cognição como fenômeno que envolve a complexidade do observador e do próprio fato em questão.Quando Almeida Filho fala de desestrangeirização da língua, entendo que o que ele propõe é uma abertura para a nova cultura, uma ampliação das possibilidades de interação dos indivíduos com o novo tema. Seria como uma viagem: um viajante que realmente sabe o que é viajar, vai sempre buscar interagir com a nova cultura na qual está inserido, conhecendo as particularidades daquele novo ambiente. Já um viajante que busca “viagens já viajadas”, não vai enriquecer seu universo de experiências, já que pouca troca com a nova cultura irá realizar: são os famosos viajantes de ‘pacotes’, que como o próprio nome indica, vão empacotados, encapsulados em seu próprio mundo, levando tudo aquilo que lhes é absolutamente imprescindível, não experimentado, muitas vezes, nem mesmo a comida típica do novo lugar que pensam que estão conhecendo. Quando percebemos propostas de um ensino gramatical mais eficiente, como a introdução de jogos como motivadores para a aprendizagem, o que está em questão é a observação aprendemos melhor quando conseguimos criar um ambiente de maior intimidade, maior descontração, de maior ‘realidade’, o que Almeida Filho chama de desestrangeirização. Fazer do conhecimento algo próximo, pertinente, significativo.
Apesar dos inúmeros estudos existentes sobre tal conduta pedagógica, observamos, ainda, um número relativamente grande de professores que desconsideram tais estudos, ignorando as sutilezas do gesto de ensinar: ser autoritário em sala de aula, atuando hierarquicamente é muito mais fácil, dá menos trabalho, mas é muito menos enriquecedor. Isso significa que não é tão simples quanto pode parecer ensinar (o que seja!) dentro da perspesctiva que vimos estudando até aqui. Creio, que, na verdade, todas essas boas receitas, requerem, antes de mais nada, um ‘cozinheiro’(professor) mais sensível, que vai, com a prática, criando seus próprios segredos. Uma mesma receita de um prato jamais vai ser executada da mesma maneira por cozinheiros diferentes. O que faz um “chefe de cozinha” ser um grande ‘maitre’ não é a receita, mas sim a maneira de operacionalizá-la. O mesmo ocorre com o professor: só através de muito trabalho, observação atenta de pormenores, tentativa e erro, poderemos nos nomear verdadeiramente ‘mestres’; como em qualquer outra profissão, tal construção requer talento para a área e vontade de ser bem sucedido dentro de tal área.
Quanto à análise de livros didáticos, encontramos, hoje em dia, vários bons livros que apresentam os tópicos gramaticais dentro de um contexto verdadeiramente comunicativo, propondo situações culturais pertinentes, sugerindo interação verdadeira entre os alunos. Carolina cita o livro de espanhol “Abanico” da editora Difusión, como um livro que “esconde” as questões gramaticais, apresentando-as contextualizadas e depois, explicitando os tópicos previamente abordados. Cita ainda alguns livros de jogos interativos disponíveis no CENEX/FALE. Creio que o mercado disponibiliza, hoje em dia, vários livros que propõem atividades mais interessantes e significativas, como proposta de produção escrita, produção oral, propostas que relativizam as diferentes experiências culturais, como por exemplo o livro “Planeta”, da editora Edelsa, que organiza o livro por situações temáticas, onde as questões gramaticais vão sendo abordadas gradativamente, ao longo da unidade, buscando sempre trazer o conteúdo para perto do universo do aluno. O desafio para o professor é fazer com que sua aula seja realmente significativa. Como já mencionei em tarefa anterior, a analogia entre ‘aula’ e um ‘espetáculo’ me parece muito boa. Um mesmo texto pode ser encenado por grupos teatrais diferentes com resultados totalmente diferentes. Gostaria de mencionar um fato que presenciei, há alguns anos, com o Grupo Galpão de teatro, tão conhecido por nós, mineiros: o grupo ainda encontrava-se em estágio inicial, mas já trazia uma chama de esperteza, que é o que faz a diferença (assim também ocorre com professores que têm a chamada “veia artística” para a profissão). Apresentava-se o grupo em uma pequena cidade do interior, quando ocorreu um problema com um dos atores – seu bigode saiu do lugar e foi parar na testa – num primeiro momento ele se desconcertou mas já que durante a cena, com as mãos ocupadas, não poderia consertar o bigode –era uma cena romântica – continuou com o bigode fora de lugar. Um espectador começou a fazer piadinhas com o bigode, quebrando todo o encanto da cena, que deveria ser algo perto do dramático. O ator, então, com muita presença, sem sair do personagem, encontrou um meio de pedir ao espectador que não parava de constrangê-lo, que consertasse para ele o bigode, já que daquela forma, jamais conquistaria sua amada! O improviso rendeu forte aplauso da platéia e o que era problema transformou-se em elemento enriquecedor da cena. Sinto que essa presença de espírito é indispensável para um bom professor. Fazer do imprevisto, dos problemas, situações enriquecedoras e significativas. Ainda um último exemplo, dessa vez com um professor aqui da UFMG, professor Renato Las Casas, do depto. de Física. O observatório da UFMG na Serra da Piedade fica aberto ao público no primeiro sábado de cada mês. Alunos e professores da física vão para a Serra da Piedade, munidos de vários telescópios, computadores e ali ocorre uma grande aula, para um público de cerca de 300 pessoas. Todo o encanto do lugar facilita o aprendizado. O professor Renato, lá pelas 10 horas da noite, começa sua palestra sobre a formação do universo. Para apresentar dados tão abstratos, com números prá lá de absurdos para o público leigo, utiliza-se de uma aula previamente elaborada, verdadeiro filme, com trilha sonora que vai desde ‘2001-uma odisséia no espaço’, até ‘Pena Branca e Xavantinho’, passando por ‘Raul Seixas’ e ‘Zé Ramalho’. A aula vai ficando cada vez mais envolvente e ninguém arreda ousa levantar-se das disputadas cadeiras. Ao final da exposição, para buscar maior interação com o público, o professor realiza uma analogia do que seria, proporcionalmente o nosso planetinha Terra, em meio a tantos outros astros, constelações, aglomerados, etc... conclui que a Via-láctea seria nosso bairro, o Sol nossa casa, e o nosso Planeta? pergunta: - O que seria nosso planeta nessa analogia? Um dos presentes responde: -nosso quarto! Ao quu o professor responde – quase! (pois em seu jogo de analogias queria que alguém respondesse que a terra seria o nosso berço, e nós, meros bebês e que ainda simplesmente engatinhamos). Surpreendentemente um dos ‘alunos’ responde: -é o banheiro! E ele faz da resposta um pretexto para reencaminhar sua aula. Contesta, enfático: -Não! Isso não!!! banheiro é lugar de deixar o que não nos serve mais, nossos degetos! Nosso planeta não pode jamais ser comparado ao banheiro de nossa casa, ou corremos o risco de vê-lo destruído antes de sua previsão de término! E por aí encaminhou todo um novo discurso, absolutamente significativo e contextualizado.
Essa é minha visão da verdadeira função de uma aula: realizar transformações positivas, mudanças enriquecedoras de paradigmas. Não devemos jamais nos esquecer de que todo o conhecimento que adquirimos durante nossa vida só tem sentido se for compartilhado, distribuído; sejamos nós alunos ou professores, pois afinal, somos apenas bebês que ainda nem conseguem sair do berço: e estamos, todos, crescendo juntos!

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Replies:

[> Re: TAREFA 6 -- Vera, 20:16:39 05/07/04 Fri [1]

>sala do terceiro andar responsável pela venda do livro
>encontrava-se fechada em pelo menos 5 momentos
>diferentes durante essa semana.

Vocês reclamaram na diretoria? Se não, deveriam tê-lo feito.

Quanto ao texto de vocês, há reflexões interessants, mas acho que acabaram fugindo do tema. Eu continuo sem saber como a gramática é ensinada nos livros que vocês analisaram. Fiquei sabendo dos detalhes da aula de física (por sinal muito interessante), mas vocês estão me devendo os detalhes do ensino de gramática. Releiam as perguntas e vejam se concordam comigo que elas não foram objetivamente respondidas.

Vera


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[> [> Re: TAREFA 6 -- Juliane, 07:59:03 05/08/04 Sat [1]


De acordo, Vera! Foi mesmo uma 'grande viagem'! Faltou objetividade e maior referência aos livros analisados. A responsabilidade é mais minha que da Carolina, já que a redação final foi de minha autoria. Se 'estamos devendo' vc gostaria que enviássemos outra versão para a tarefa 6 ou prefere que 'maior objetividade' pretendida seja aplicada à próxima tarefa?
Tenho notado que o tempo para a realização das tarefas acaba ficando muito curto... pelo menos prá mim.
Ainda assim posso realizar a revisão da tarefa 6, se assim lhe parecer adequado.
Abraço,
Juliane.









>>sala do terceiro andar responsável pela venda do livro
>>encontrava-se fechada em pelo menos 5 momentos
>>diferentes durante essa semana.
>
>Vocês reclamaram na diretoria? Se não, deveriam tê-lo
>feito.
>
>Quanto ao texto de vocês, há reflexões interessants,
>mas acho que acabaram fugindo do tema. Eu continuo sem
>saber como a gramática é ensinada nos livros que vocês
>analisaram. Fiquei sabendo dos detalhes da aula de
>física (por sinal muito interessante), mas vocês estão
>me devendo os detalhes do ensino de gramática. Releiam
>as perguntas e vejam se concordam comigo que elas não
>foram objetivamente respondidas.
>
>Vera


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[> [> [> Re: TAREFA 6 -- Vera, 16:12:35 05/08/04 Sat [1]

Fica a critério de vocês. Alguns colegas estão lendo as tarefas e deixando comentários. Se acharem que vocês têm outras contribuições a dar, podem tornar a postar.

Abraço,

Vera


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