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Re: Tareaf 8 - Grupo 3 - Inglês (Deborah, Sandra e José) -- Vera, 17:40:55 05/22/04 Sat [1]
Fico aguardando a complementação, então, pois vocês sempre trzem contrinuições muito interessantes.
Abraço,
Vera
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Re:..... TEXTO COMPLEMENTAR - TAREFA 8 -- José Euríalo, 09:50:29 05/26/04 Wed [1]
UM QUESTIONÁRIO, LEITURA E UMA COMPLEMENTAÇÃO TEXTUAL:
UMA REVISITA À NOSSA TAREFA 8
Grupo 3 - Inglês
Deborah Brant
Sandra Cistina
José Euríalo
Introdução
Com este breve texto, retomamos, parcialmente, assunto que foi objeto de nosso texto anterior para a TAREFA 8, complementando-o e especificando melhor o que registramos no seu 11º parágrafo, a propósito de questionário inserido no texto “Desenvolvendo a habilidade de leitura”, de PAIVA (2004), eximindo-nos, porém, de ressaltar a importância do ensino de leitura para o ensino de língua estrangeira, posto que discutimos isso, exaustivamente, no texto anterior.
Respostas ao questionário
As respostas que nosso grupo deu ao questionário são ilustrativas daquilo que expusemos em nosso texto anterior, conforme se atesta a seguir e na conclusão que apresentamos em seguida.
Deborah
“Faça uma lista de todos os tipos de texto que você lê durante a semana. Peça a seus alunos para fazerem a mesma coisa. Compare as duas listas e escreva no quadro abaixo as diferenças entre as duas listas.”
Semelhanças entre os tipos de textos lidos por alunos e professores: textos informativos, folhetos de propaganda, letras de músicas, romances, textos didáticos e “e-mails”.
Diferenças (leituras próprias dos alunos): história em quadrinhos, revistas “teen”, revistas com jogos (passatempos) e livros de aventura
Diferenças (leituras exclusivas do professor): rótulos de produtos, textos científicos e jornais.
“Que tipo de texto você mais gosta de ler? E seus alunos? Esses textos são usados em sala de aula? A leitura em sala de aula tem alguma relação com a leitura feita fora dela? “
Os textos que gosto de ler são os informativos e os meus alunos preferem ler textos humorísticos do tipo “quadrinhos”. Infelizmente, são raras às vezes em que os textos que os alunos gostam de ler são usados em sala de aula. Acredito que essa situação esteja relacionada com o fato de que muitas vezes nós, professores, devemos focar nossas aulas no livro didático adotado pela instituição de ensino, não tendo assim a oportunidade de explorar outros textos em sala de aula.
“Agora volte à listagem que vocês produziram e sublinhe o que vocês lêem em voz alta. Quantos itens você sublinhou?”
Se considerarmos uma leitura individual, nenhum texto é lido em voz alta. Entretanto, alguns desses textos são lidos em voz alta em sala de aula ou em outro contexto, quando solicitado.
“Qual é a relação da leitura em sala de aula com as atividades da vida cotidiana? A leitura em sua sala de aula é usada para construir conhecimento, para promover interação, para experiência estética, ou é um mero pretexto para aprender esse ou aquele ponto gramatical ou ainda para treinar pronúncia?”
A leitura em sala de aula é utilizada como um veículo/instrumento muito valioso para o processo de aprendizagem, pois esta requer que o aluno estabeleça associações entre as informações do texto e suas experiências pessoais(visão de mundo). A leitura, então, é abordada com o intuito de apresentar aos alunos informações sócio-culturais, de apresentar novos vocábulos ou até com a intenção de fixar o léxico aprendido, também é utilizada com o pretexto de ensinar algum aspecto gramatical e, além disso, ela é utilizada como uma estratégia para treinar a pronuncia e a interação grupal através das interpretações individuais.
Sandra
“Faça uma lista de todos os tipos de texto que você lê durante a semana. Peça a seus alunos para fazerem a mesma coisa. Compare as duas listas e escreva no quadro abaixo as diferenças entre as duas listas.”
Leituras da entrevistadora: textos técnicos referentes ao seu trabalho, teoria sobre o ensino de língua inglesa, literatura (prosa e poesia), “e-mails”, notícias e verbetes de dicionários.
Entrevistado (aluno “ad hoc”): seu irmão, Elvis, de 13 anos
Leituras do entrevistado: literatura (poesia, quase nunca), “e-mails”, notícias (de vez em quando), textos das disciplinas do colégio (História, Geografia, Biologia, etc.), resumo/comentário sobre filmes e jogos.
“Que tipo de texto você mais gosta de ler? E seus alunos? Esses textos são usados em sala de aula? A leitura em sala de aula tem alguma relação com a leitura feita fora dela?”
Eu gosto mais de ler textos literários em prosa, especialmente romance e conto. Já Elvis lê literatura praticamente obrigado pela professora do colégio, e lá eles não trabalham com poesia. O que ele gosta mesmo de ler é sobre filmes e jogos de computador, e e-mails especialmente. Infelizmente, o que os alunos gostam e efetivamente lêem não é levado para a sala de aula. Ficam muito presos ao livro didático e ao currículo que “deve” ser cumprido.
“Agora volte à listagem que vocês produziram e sublinhe o que vocês lêem em voz alta. Quantos itens você sublinhou?”
Normalmente não fazemos leitura em voz alta, mas qualquer um dos textos pode ser assim lido, como relata PAIVA, se queremos compartilhar alguma coisa deles com alguém.
“Qual é a relação da leitura em sala de aula com as atividades da vida cotidiana? A leitura em sua sala de aula é usada para construir conhecimento, para promover interação, para experiência estética, ou é um mero pretexto para aprender esse ou aquele ponto gramatical ou ainda para treinar pronúncia?”
A leitura normalmente feita em sala de aula (na turma de Elvis, por exemplo) tem pouca relação com a vida cotidiana dos alunos, infelizmente. Não traz elementos de seu interesse, e, portanto, parece não ter muito efeito, a não ser a fixação de pontos gramaticais. Penso que é necessária uma mudança de perspectiva dos profissionais da área no sentido de se ampliar os propósitos de leitura e as diversas formas de trabalhá-la, a fim de que seja uma atividade não passiva, mas ativa, envolvente, que realmente proporcione prazer estético e promova interação e construção do aluno enquanto indivíduo e membro de uma sociedade, possibilitando-lhe outras visões de mundo além dos meros pretextos de ensino de gramática e pronúncia.
José
“Faça uma lista de todos os tipos de texto que você lê durante a semana. Peça a seus alunos para fazerem a mesma coisa. Compare as duas listas e escreva no quadro abaixo as diferenças entre as duas listas.”
Professor: textos acadêmicos, contratos de prestação de serviços, manuais técnicos, revistas semanais, romances, “e-mails”, dicionários.
Alunos: manuais técnicos, normas técnicas, revistas semanais livros de faroeste, jornais diários, “e-mails”, “best-sellers” e poesia.
Há, nessas listas, semelhanças e diferenças bem nítidas. Os alunos que responderam o questionário, sendo trabalhadores de indústria, lêem, com freqüência, textos técnicos (normas e manuais técnicos). Quanto o tema é leitura de interesse pessoal, percebe-se que a lista do professor engloba textos de outra natureza, provavelmente em função de sua formação e influência do exercício profissional.
Que tipo de texto você mais gosta de ler? E seus alunos? Esses textos são usados em sala de aula? A leitura em sala de aula tem alguma relação com a leitura feita fora dela?
“Que tipo de texto você mais gosta de ler? E seus alunos? Esses textos são usados em sala de aula? A leitura em sala de aula tem alguma relação com a leitura feita fora dela?”
Sempre preferi prosa a poesia (acho que há muitos simulacros de poetas e de poesia por aí, desperdiçando tempo, papel, tinta, energia, natureza e, eventualmente, algum talento). Ultimamente, tenho lido, com muito prazer, textos sobre Numismática e colecionismo em geral. Naturalmente, estando cursando Letras, leio muitos textos acadêmicos, a maioria deles de baixa qualidade. Quanto aos alunos, dizem que preferem ler textos mais leves, de jornais e revistas.
Não, esses textos (os que lemos por prazer), normalmente, não são usados em sala de aula. Devo acrescentar, porém, que a leitura feita em sala de aula, com alunos empregados da indústria que freqüentam curso de Inglês instrumental, é similar àquela que fazem no trabalho, apesar de diferir (e muito) daquela que lhes proporciona prazer estético.
“Agora volte à listagem que vocês produziram e sublinhe o que vocês lêem em voz alta. Quantos itens você sublinhou?”
Nenhum item foi sublinhado. Na verdade, a leitura individual é feita de forma “silenciosa”. Dois alunos, porém, que gostam de poesia, disseram que lêem poesia em voz alta, para perceber os efeitos da sonoridade, da musicalidade da escrita poética.
Se considerarmos, porém, o ambiente de sala de aula, a situação é diferente, pois os alunos precisam aprender a pronúncia de termos técnicos, além de revisar aspectos sintáticos do Inglês, para aprimoramento de suas habilidades de leitura.
“Qual é a relação da leitura em sala de aula com as atividades da vida cotidiana? A leitura em sala de aula é usada para construir conhecimento, para promover interação, para experiência estética, ou é um mero pretexto para aprender esse ou aquele ponto gramatical ou ainda para treinar pronúncia?”
Levando em consideração as atividades laborais dos alunos, a leitura feita em sala de aula está intimamente vinculada àquela feita no ambiente de trabalho, pois esses alunos freqüentam curso de Inglês instrumental, técnico, buscando desenvolver habilidades para leitura de manuais técnicos, “handbooks”, algumas normas técnicas, etc.
Se considerarmos como cotidiana aquela vida própria de casa, rua, etc., a leitura feita em sala de aula não mantém relações com ela. Nesse caso, o ambiente de ensino implica uma situação de mudança de registro.
Quanto à razão da leitura, ela é feita como parte do processo de aprendizagem, como em outra aula qualquer de língua estrangeira. Assim sendo, contribui para o aprendizado de aspectos morfológicos, sintáticos e semânticos, apesar de a ênfase maior ser dada ao vocabulário (leitura, escrita, compreensão, audição e pronúncia), uma vez que todos os alunos já freqüentaram curso básico de Inglês não-técnico.
Conclusão
Fica patente, com essas respostas, nossa percepção de que a leitura, enquanto atividade que permite interpretação textual, via de regra, se realiza de forma “silenciosa”, sem realização fonológica do texto impresso. A leitura em voz alta é, sim, importante para o ensino de línguas, mas com objetivos outros, não para compreensão ou interpretação textual. Ela é importante para ensino de pronúncia, da musicalidade própria da língua, de entonação, para o estabelecimento de clima efetivo de comunicação similar aos que o Homem encontra no uso cotidiano da língua-alvo, etc., que são imprescindíveis num processo de ensino-aprendizagem de qualidade que trabalhe as quatro habilidades: leitura, escrita, fala e audição, especialmente se ele é, se diz ou se pretende comunicativo.
As situações que se configuram em sala de aula, quando um aluno letrado faz a leitura de um texto, demonstram não só essa importância (constitui-se em oportunidade para a prática de pronúncia, por exemplo, para reconhecimento de significados e para promover a desinibição do aluno), mas, também, a pouca valia da leitura enquanto atividade que promove decifração ou compreensão textual ou que se pretenda realizada de forma coletiva. Normalmente, um aluno lê, alguns colegas apenas ouvem o texto, outros têm sua atenção dispersada, outros tentam acompanhá-lo, mas reduzindo sua velocidade de leitura, posto que aquele que a realiza, fonologicamente, gasta mais tempo, tem sua leitura retardada, desacelerada, devido aos esforços fisiológicos que esse tipo de leitura exige. Nesse particular, a leitura em voz alta (tão comum nos anos iniciais de escolarização) é pouco produtiva ou até mesmo contraproducente, parecendo constituir-se em pretexto para permitir que alunos desatentos ouçam o texto ou que, aqueles mais apressados o leiam (ignorando a leitura em voz alta), ou, ainda, para que aqueles mais lentos ou preguiçosos acompanhem a leitura.
A recepção desse tipo de leitura é de tal forma diferente daquela dirigida à leitura “silenciosa” que, quando, em congressos e seminários, por exemplo, um palestrante faz a leitura de seu texto ou de resumo de sua pesquisa, muitos participantes, mesmo interessados no assunto e no que o leitor tem a dizer, cochilam, conversam com colegas, etc., enquanto a leitura cansa, fisicamente, aquele que a faz. Naturalmente, esse processo parece estar intimamente vinculado ao fato de o leitor ler, ali, daquele lugar de enunciação, um texto que não foi produzido para leitura em voz alta, mas para registro nos anais do evento. Nesse ponto, uma pergunta: acaso a maioria dos textos para ensino de língua estrangeira é produzida para essa leitura? Entendemos que não tem sido assim, mesmo quando o pretexto da atividade leitora é ensinar pronúncia. Talvez aí estava o grande equívoco: a forma de conduzir a leitura, em voz alta, de textos didáticos produzidos para compreensão textual, para entendimento de estruturas sintáticas e lexicais impressas (cremos que esse tipo de leitura serve mais para o reconhecimento de significados do que para decifração —coisa própria da leitura dita silenciosa). Talvez isso necessite ser ensinado ou re-aprendido por professores e editores: adequar os instrumentos aos meios... Tarefa e desafio constantes na vida humana, desde o tempo em que, em pedras e couros, com estiletes e tintas, o gênio humano inventou a escrita.
Bibliografia
PAIVA, Vera Menezes de Oliveira e. Desenvolvendo a habilidade de leitura. In: ________. "Dimensões Comunicativas" (curso “on-line” – 1º semestre letivo de 2004 – FALE/UFMG - Tarefa 8). http://www.veramenezes.com/tarefas2.htm (Acesso em 18 abr. 2004).
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