| Subject: O perigo dos "independentes" |
Author:
Ephesus
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Date Posted: 24/01/05 20:00:18
A sociedade portuguesa, desde 25 de Abril de 1974, veio sendo preenchida politicamente com eleitorado de esquerda, de centro e de direita. No entanto há um determinado grupo de pessoas que na sua posição política perante a nossa democracia política, me deixa profundamente preocupado e me causa uma certa indignação. Não ponho em causa o direito à liberdade de escolha. Cada um deve orientar-se como bem entender salvaguardando sempre os direitos que Abril nos deu. Porém, os independentes assumem hoje uma posição algo "estranha" que se pauta por duas características díspares: a inconsequência e a pertinência. Inconsequência porque factualmente muito pouco contribuem para um rumo político... tentam deambular entre posições de agrado a gregos e a troianos, e acabam por cair no disparatado jogo do discurso e da acção politicamente correcta levada ao exagero. Pertinência porque a cada período eleitoral, saltam miraculosamente do nada para a ribalta das listas concorrentes. E aqui começa a bola de neve. Depois de mediatismo surge o aproveitamento partidário, que anuncia ser um aspecto de "modernidade" e "abertura" ter nas suas listas o Exmo. Sr. Dr. Fulano independente! O perigo aqui reside porque não me parece que na sociedade contemporânea, ser-se "independente", seja necessariamente uma escolha exercida por conhecimento de causa. Ou seja, não me acredito que hajam muitos independentes que tenham feito uma análise que não superficial às ideologias, pontos de vista, programas ou propostas governamentais, e tenha optado pela independência ou aquilo a que eu chamo de "posição semi-assumida". Este meu ponto de vista surge apenas porque no actual contexto pré-eleitoral, tenho visto mais "independentes" nas listas apresentadas do que os habituais "militantes de campanha"! Será o fulano "independente" um desagradado com tudo e com todos excepto consigo próprio? Será o independente um reflexo de insatisfação pura face aos partidos políticos?
No entanto existe um pequeno grupo que é perfeitamente indentificável... os pseudo-independentes! São aqueles que somente por mero orgulho recusam a mudança pura e simples para o outro lado da questão, ficando por ali... no mórbido e frio sector intermédio. Nem esquerda, nem direita!
Há que ter coragem para assumir... mas acima de tudo, coragem para "ser"!
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