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Date Posted: 19:31:21 05/02/05 Mon
Author: Liliane Sade
Subject: Resumo - semana 10 - parte 1

Resumo 09 – semana 10

Liliane Assis Sade Resende
Lingüística Aplicada
Profa. Dra. Vera L. Menezes de O. e Paiva
FALE – UFMG

ELLIS, N. Cognitive approaches to SLA. Annual Review of Applied Linguistics. v. 19. p. 22-42. 1999.
Neste texto, Nick Ellis faz uma revisão de algumas teorias que tentam explicar a aquisição de L1 e L2 por diferentes abordagens cognitivas. As teorias apresentadas estão inclusas em dois grandes grupos de paradigmas presentes na área da Psicologia Cognitiva: o cognitivismo e o conexionismo.
O autor inicia o texto mostrando a aplicação das teorias da cognição para o estudo das estratégias de aprendizagem. Para tanto, toma a taxonomia de estratégias apresentada por O’Malley e Chamot (1990) e o conceito proposto por esses autores para explicá-las como procedimentos complexos que os indivíduos aplicam na solução de tarefas. As estratégias estão ligadas ao conhecimento procedural e são adquiridas via estágios cognitivos, associativos e autônomos de aprendizagem. Após essas considerações, Ellis, citando O’Malley e Chamot, sumariza os benefícios gerais de se aplicar a teoria cognitiva ao campo da SLA. Dentre esses benefícios pode-se citar, a visão de aprendizado como processo dinâmico e ativo, como habilidade cognitiva complexa que partilha propriedades em comum com outras habilidades cognitivas e como uma progressão em direção à automatização do uso da língua.
O segundo estudo descrito que incorporou aspectos das teorias cognitivas em seu modelo foi o trabalho de Towell & Hawkins (1994) que procuraram aplicar o conhecimento da cognição ao estudo da fluência. O modelo desses autores procura explicar como o conhecimento gramatical se transforma em performance fluente. Para explicar como determinados pontos gramaticais surgem antes de outros, os autores recorrem à teoria da Gramática Universal e para explicar como os aprendizes usam esse conhecimento gramatical, eles recorrem ao modelo de processamento de informação. Neste modelo, hipóteses sobre a estrutura da L2 são armazenadas de diferentes formas nos diferentes estágios do processo de aprendizado. Ellis sumariza este modelo propondo-o como uma “tentativa ambiciosa de relacionar abordagens lingüísticas e cognitivas ao estudo do aprendizado de segunda língua”.
Em seguida Ellis apresenta outros dois modelos que focalizam os fatores que controlam a forma na qual os aprendizes processam o input lingüístico no aprendizado da L2. O autor descreve a “processability theory” de Pienemman (1988) e a abordagem da Saliência Perceptual. O primeiro, “processability theory” faz uso da gramática funcional e procura demonstrar o porque da limitação nas habilidades de processamento nos estágios iniciais de aprendizado. Para Pienemman, a habilidade de associar elementos em uma sentença no aprendizado de língua se desenvolve gradualmente. Aprendizes não conseguem acessar hipóteses sobre a L2 que eles não conseguem processar, sendo assim, a aquisição acontece em estágios que não podem ser pulados para que o aprendiz possa processá-los. Estes estágios são demonstrados por hierarquias de recursos de processamento que partem do acesso apenas ao lema (palavras isoladas) e vão caminhando gradativamente para o processamento de sentenças subordinadas. Pienemman aplicou seu modelo aos estudos desenvolvidos pelo grupo ZISA. Além da hierarquia do procedimento de processamento, Pienemman também acredita no princípio da saliência perceptual o qual sugere que o começo e o final de um estímulo são mais facilmente lembrados e manipulados. Um outro aspecto da teoria de Pienemman mencionado por Ellis é a hipótese da “teachability” que sugere que os estágios de aquisiçõa não podem ser pulados na instrução formal e que essa instrução será mais benéfica se focalizar nas estruturas do “próximo estágio”.
A abordagem da Saliência perceptual foi desenvolvida por Slobin nos anos 70 e retomada por Anderson em 1984 e 1990. Segundo Slobin, o ser humano é programado pra perceber e organizar informação em determinadas maneiras. É a saliência perceptual que controla o processo de aprendizado, e não um módulo inato específico para o aprendizado da língua. Slobin desenvolveu alguns princípios operacionais que guiam as crianças em seu processamento dos fatos lingüísticos. Ellis comenta esses princípios e sugere que comportamentos universais na aquisição de línguas podem ser previstos a partir desses princípios. Em seguida Ellis apresenta e descreve os princípios operacionais usados na aquisição de segunda língua: “the one-to-one principle, the multifunctionality principle, the principle of formal determinism, the principle of distributional bias, the relevance principle, the transfer to somewhere principle e the relexification principle”.
Em um segundo momento de seu texto, Ellis descreve as teorias associadas ao Conexionismo. O autor esclarece o que vem a ser Conexionismo: paradigma da cognição que associa o aprendizado a um processo associativo causado pelo acionamento de redes neurais de distribuição paralela. Essas redes são acionadas por pesos e enfraquecimento de sistemas. De acordo com esse paradigma, os aprendizes são sensíveis aos insumos que quanto mais recorrentes, mais concorrem para as associações e formação de padrões. Os aprendizes retiram dos insumos padrões a partir dessas regularidades. O aprendizado ocorre quando esses padrões são fortalecidos pela recorrência – pelas suas repetidas ativações. Este paradigma é defendido pelos emergentistas – aqueles que acreditam que os padrões emergem da recorrência das ativações. Estes não acreditam que o aprendizado de regras embasa a construção do conhecimento lingüístico, mas sim que o aprendizado seja resultado dos processos associativos. Os conexionistas, para testar suas hipóteses, fazem uso de modelagem computacional onde os computadores recebem insumos lingüísticos e por processos associativos de redes interconectadas, conseguem distinguir os padrões lingüísticos. Ellis exemplifica esses modelos descrevendo o estudo realizado por Rumelhart & McClelland (1986) que tentaram explicar a aquisição dos verbos regulares e irregulares nos passado simples do inglês pelos falantes da L1. Na área de L2, Ellis observa que os estudos cognitivos na área do conexionismo ainda são escassos, mas apresenta dois trabalhos que foram realizados tentando explicar a aquisição de determinados aspectos da L2 pelo Conexionismo. O autor descreve os estudos realizados por Sokolik e Smith (1992) e por Ellis & Schimidt (1997). O primeiro foi feito através do desenvolvimento de um modelo conexionista baseado em redes de computador para simular o aprendizado do gênero masculino e feminino do francês por alunos de L2. O segundo procurou investigar a aquisição pelos adultos da morfologia do plural. A conclusão chegada foi a de que os mecanismos associativos foram os únicos necessários para que a aquisição desses morfemas acontecesse.
Na última seção, Ellis analisa a visão cognitiva da língua, a visão do aprendizado de línguas e a visão do aprendiz de línguas dentro dos dois paradigmas cognitivos. A visão de língua não é o foco do cognitivismo, que enfoca apenas os processos responsáveis para a aquisição. Já as teorias conexionistas vêm a língua como um conjunto de padrões probabilísticos que são ativados no cérebro por mecanismos associativos recorrentes. A visão de aprendizado é fundamental em ambas. Enquanto o cognitivismo vê o aprendiz como um ser individual e sua mente como um processador de informações, o conexionismo vê o aprendiz como ser social e sugere o estudo do aprendizado dentro da arquitetura do cérebro e fazendo uso das informações neurológicas.

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