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I.B., Público, 20/03/05
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Date Posted: 20/03/05 8:28:03
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tsf
's message, "divergências entre jerónimo e autarcas" on 19/03/05 22:33:29
PCP minimiza afastamento de autarca do Redondo
I.B., Público, 20/03/05
Jerónimo de Sousa classificou ontem como "um caso isolado" o que aconteceu com o presidente comunista da Câmara do Redondo, Alfredo Barroso, que anunciou, na madrugada de sábado, que concorrerá como independente às eleições autárquicas do próximo mês de Outubro, depois de o PCP lhe ter retirado confiança política para uma recandidatura.
O lider comunista justificou essa retirada de confiança política com o "combate" do PCP "contra a privatização da água". E disse que o autarca em causa "tomou uma posição oposta à dos seus camaradas e de outros presidentes de câmara em relação à defesa da água no Alentejo" e "optou por acompanhar o PS num projecto destinado à privatização da água a prazo".
"Uma maioria estava disposta a recusar a proposta do PS" e este autarca "desequilibrou a relação de forças", explicou Jerónimo de Sousa que, mostrando boa disposição e à vontade perante a insistência dos jornalistas neste tema, comentou: "Nas eleições de 2001, em Famalicão, Alcanena e Entroncamento, os eleitos pelo PS entraram em ruptura com o seu partido e concorreram como independentes. O mesmo se passou em Ponte deLima, onde o CDS-PP retirou a confiança política a Daniel Campelo [depois do episódio do "queijo limiano"]. É pedagógico, este súbito interesse por esta questão!"
O secretário-geral do PCP frisou ainda que o seu partido "não voltará atrás" na sua posição relativamente a Alfredo Barroso. "Quando alguém não se revê no nosso projecto, há uma contradição insanável. É mais um exercício de pedagogia".
Questionado sobre se a candidatura deste autarca como independente não se irá reflectir negativamente no resultado do partido no Redondo, distrito de Évora, Jerónimo de Sousa disse que o PCP "quer ganhar câmaras para defender um projecto". "Perdemos a câmara mas não perdemos a dignidade", sublinhou.
A seguir, em resposta à pergunta se este incidente prefiguraria ou não um "processo de expulsões" de autarcas dissidentes com a linha oficial do PCP, o lider comunista disse, ainda risonho: "Isso não se vislumbra. Os comuistas são seres humanos, há aspectos que merecem discussões, mas não vislumbramos nenhuma onda [de expulsões]". I.B.
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