| Subject: A ler e a reler com toda a atenção |
Author:
João Laveiras
|
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 9/10/05 20:44:50
In reply to:
Visitante
's message, "Haverá um “comunismo” diferente do “comunismo proletário”? Resposta a FPR." on 1/08/05 23:20:06
Eis um texto de uma enorme inteligência e lucidez. A ler e a meditar.
>Caro Redondo.
>
>Entrado agora de férias, só hoje me é possível
>responder à sua crítica a um dos meus textos.
>
>Apesar das ideias acerca da completa falácia do
>comunismo proletário marxista contidas nos meus textos
>“A realidade: o grãozinho de areia na engrenagem do
>ideal comunista” terem já uns bons anos, ainda que
>pouco divulgadas, porque aos crentes no comunismo não
>interessa qualquer discussão séria sobre o tema,
>julguei que fossem suficientemente polémicas para
>suscitarem e estimularem a sua discussão neste fórum.
>Enganei-me rotundamente, porque, até hoje, apenas o
>segundo dos textos mereceu uma resposta do FPR, e o
>conjunto foi crismado, um tanto levianamente, pelo
>Paulo Fidalgo (PF) de ser baseado na fé.
>
>A inflamada e confusa resposta do PF, que em vez duma
>resposta crítica mais parece um lamento pela ausência
>de crítica à minha crítica do comunismo, não me merece
>qualquer comentário. A resposta do FPR, que apesar de
>anterior ao meu último texto não teve seguimento,
>ainda é passível de crítica, nomeadamente, para tentar
>desmontar de vez os equívocos em que ele parece
>continuar a navegar e, deste modo, tentar novamente
>lançar o debate.
>
>Clarificando o completo logro histórico que constitui
>a utopia comunista proletária, talvez consigamos
>perspectivar formas mais profícuas de defender os
>interesses dos trabalhadores assalariados, ou, no
>mínimo, formas menos grotescas, se despidas do
>fanatismo religioso, e menos piedosas, se
>ultrapassarem a repetida denúncia da má sorte, da
>exploração e da injustiça, que são as que têm
>caracterizado a táctica política do PCP nos últimos
>trinta anos.
>
>Embora os comunistas, em geral, e os militantes e
>quadros do PCP, em particular, não tenham qualquer
>disposição para o debate teórico, não porque não
>pudessem estar à altura, mas porque tomam a utopia
>comunista e a teoria da revolução social marxistas
>como ciência certa, não passível de qualquer
>discussão, ainda que os regimes comunistas se esboroem
>por todo o lado e caia o céu e a Terra, este debate é
>cada vez mais urgente, nomeadamente, para perspectivar
>a acção política em termos mais coerentes e eficazes.
>
>Pelo pretenso certificado de garantia que lhes confere
>o seu “socialismo científico”, os comunistas
>arrogam-se a exclusividade da representação operária e
>da defesa dos interesses dos trabalhadores
>assalariados. Por muito que custe aos crentes no
>comunismo, há outras formas de defender os interesses
>económicos e ideológicos dos trabalhadores
>assalariados, para além do idealismo revolucionário
>comunista e sem cair no seu atrelamento a qualquer
>partido burguês ou pequeno-burguês (como é o caso,
>entre nós, do PS, típico partido pequeno-burguês).
>
>Criticar teoricamente o comunismo e politicamente o
>PCP não é sinónimo de passagem para o campo dos
>exploradores, ainda que a pobreza de pensamento dos
>militantes comunistas tenda a identificar essas
>críticas, levianamente, como fazendo o “jogo da
>direita” (que veio substituir um chavão mais antigo,
>quando qualquer crítica fazia o “jogo da reacção”).
>Iludem-se os militantes comunistas, julgando que com
>tais anátemas podem impedir eternamente a discussão e
>o debate; mas ilude-se igualmente quem pensar que eles
>poderão algum dia participar num debate deste tipo e
>reconhecer a crendice da sua fé.
>
>Como já disse em tempos, quem se passou para o campo
>dos exploradores, em geral, fez apenas cortes
>políticos com o comunismo, não cortes teóricos. Muita
>dessa gente, como se viu por todo o Mundo, era ou
>pretendia vir a ser dirigente de um qualquer PC;
>conhecendo o totalitarismo e antevendo a derrocada
>económica e política do comunismo, viu os seus
>projectos pessoais na iminência de se esboroarem e
>tratou de garantir lugar em qualquer partido burguês.
>Abundam, mesmo por cá, os casos de puro oportunismo
>político deste tipo, assim como outros de abandono
>pacífico por mera desilusão, cujas críticas ao
>marxismo, ainda hoje, se resumem à proclamação do seu
>desajustamento face à realidade social moderna.
>
>Pelo que me diz respeito, embora tenha sido dirigente,
>por um curto período, de um pequeno partido comunista
>e tenha começado por fazer um corte político com o
>esquerdismo folclórico (batendo-me por um retorno à
>ortodoxia leninista em questões de estratégia e de
>táctica), acabei a enveredar pela crítica teórica do
>marxismo. Com o tempo e algum esforço, visto não ser
>profissional da produção teórica e o estudo e a
>reflexão terem ido acontecendo ao sabor das
>circunstâncias, da disponibilidade e da disposição,
>não tendo obedecido a qualquer plano de trabalho, dei
>comigo a refutar a utopia comunista e a teoria da
>revolução social marxistas, assim como os outros dois
>pilares teóricos da crítica marxista da economia
>política: a teoria do valor e a explicação da
>exploração.
>
>Não atravessei a desilusão e os embates emocionais de
>que sofreram muitos comunistas convictos apenas porque
>havia começado a suspeitar, nos finais da década de
>setenta, de que algo de errado se passava com o
>comunismo e que este não tinha qualquer hipótese de
>sucesso competitivo com o capitalismo, e porque, pouco
>tempo depois, começara a compreender o logro. À medida
>que fui compreendendo a génese dos erros teóricos que
>presidem à crítica social e ao projecto de sociedade
>do comunismo marxista, não posso negar que conheci
>alguma amargura. A uma certa frustração inicial
>juntou-se alguma perplexidade pelo facto daqueles
>erros, no seu conjunto, ainda não terem sido apontados
>pelos vários críticos da teoria do comunismo marxista,
>que se ficavam, em geral e tanto quanto conheço, pela
>crítica dos aspectos messiânicos da utopia.
>
>Suspeito não ter sido pioneiro no apontar daqueles
>erros, mas desconheço quem os tenha apontado
>anteriormente, porque me remeti a um método crítico
>baseado na reflexão pessoal sobre os textos originais,
>sem procurar pistas ou achegas externas. Entendi que
>tal como a adesão fora um acto individual após a
>leitura de uns quantos textos originais dos mais
>apelativos (donde destaco a comoção juvenil provocada
>pela edição copiografada do Manifesto do Partido
>Comunista e, mais tarde, o entusiasmo despertado por
>uma primeira leitura de O Capital), também a ruptura
>deveria ser produto de um acto individual de produção
>de conhecimento. Eventualmente, perdi apenas tempo e
>desperdicei esforços porque outros chegaram
>anteriormente ao ponto onde eu cheguei, mas estou
>satisfeito com a caminhada.
>
>Estou certo de não ter esgotado o assunto. As minhas
>próprias ideias críticas encontram-se dispersas por
>textos de ocasião, à espera de oportunidade e de
>disposição para serem refundidas, ampliadas e
>sistematizadas. Algumas das minhas críticas poderão
>ser ainda insuficientes ou, até, estar erradas, razão
>pela qual tenho tentado divulgá-las e submetê-las à
>crítica, sempre que vejo qualquer oportunidade (que
>não têm abundado, pela recusa sistemática dos
>marxistas em publicá-las e porque fora dos círculos
>académicos não existem publicações periódicas
>impressas que abarquem o campo da produção teórica,
>muito menos o da crítica teórica do marxismo).
>
>Aproveito, nesta resposta, para criticar não só as
>concepções do FPR acerca do comunismo como as suas
>apreciações sobre as minhas intenções. Retirei do
>contexto da sua resposta algumas frases ou períodos,
>que considero expressivos para o fim em vista, e
>focarei a minha resposta na sua refutação ou
>contestação. Espero fazê-lo com êxito, sem ferir
>susceptibilidades, muito menos ofender, e sem
>pretender pôr qualquer ponto final no assunto, antes
>pelo contrário.
>
>
>1- As minhas “denodadas investidas contra o comunismo,
>pese embora o cuidado posto nos textos, são uma
>iniciativa quixotesca digna da investida contra os
>moinhos de vento”, porque “as críticas ao comunismo
>(…) ou são críticas à experiência soviética ou não são
>nada, pois é impossível criticar o que não existe”.
>
>Dou de barato que as minhas críticas ao comunismo
>sejam “denodadas” ou não. Embora não ponha qualquer
>empenho especial em criticar o comunismo, quando
>intervenho é para criticá-lo a sério, sem paninhos
>quentes ou tibiezas. Os termos podem ser duros e
>difíceis de suportar para os crentes, mas o logro e os
>efeitos do comunismo, por todo o lado, também o foram
>e são para crentes (ainda que alguns eventualmente não
>tenham disso consciência) e para não crentes.
>
>O que menos me prende a atenção, porém, é a crítica do
>comunismo que existiu, embora não possa esquecê-lo.
>Esse já foi suficientemente criticado, quer pelos
>inimigos, quer pelos adversários (como o FPR), quer,
>até, pelos adeptos (como o PCP), e, acima de tudo, foi
>criticado pelo seu rival: o capitalismo que existe,
>através dos juízos práticos dos praticantes do
>comunismo que existiu. Interessa-me a crítica que
>aqueles possam fazer dele, para criticá-la, mas o que
>me interessa sobremaneira é a crítica da teoria do
>comunismo (da sua utopia, da sua teoria da revolução
>social e da sua teoria do valor e da explicação da
>exploração).
>
>Essa – a teoria do comunismo – ao contrário do que
>afirma o FPR, existe mesmo, começando por existir na
>sua própria cabeça (que é quem está mais próximo) e
>nas de muitos milhões de adeptos, além de estar
>publicada. Essa teoria, como todas, enquanto conjunto
>de ideias ou discursos produzidos sobre a realidade
>material é apenas um objecto ideal ou formal, sem
>existência na realidade material e traduzindo apenas
>uma representação mental desta, fielmente ou não.
>Qualquer crítica dum objecto deste tipo só pode ser
>feita com outro objecto do mesmo tipo, no caso, um
>outro objecto teórico. É desse tipo o objecto que uso
>para criticá-la. Daqui se pode depreender que a
>crítica que me é dirigida pelo FPR não tem qualquer
>sentido, já que a teoria do comunismo não é uma
>qualquer miragem.
>
>Os críticos do comunismo que existiu, quer os adeptos,
>quer os radicais, ao pretenderem criticá-lo com base
>na teoria do comunismo é que cometem um erro
>metodológico grosseiro, como deixei expresso num dos
>meus textos. Esses críticos, tal como eu, apenas podem
>criticar a teoria do comunismo, descortinando-lhes
>erros e incoerências, recorrendo ao uso de regras de
>pensamento coerentes ou a outras teorias, não podem
>ter a veleidade de criticar o comunismo que existiu
>com base na teoria do comunismo. Por duas simples
>razões: primeira, qualquer padrão de referência, quer
>para representação, quer para aferição, só pode ser um
>objecto do mesmo tipo daquele que pretende representar
>ou aferir; segunda, um objecto prático concreto, como
>o comunismo que existiu, só pode ser aferido por outro
>objecto do mesmo tipo, não por um objecto teórico.
>
>2. “A ideia do comunismo continua refém do tal, como
>gosta de dizer, “socialismo real do gostinho especial.
>Os que se dizem de esquerda ainda hoje se distinguem,
>no essencial, por aquilo que rejeitam ou dizem
>rejeitar da “experiência soviética” e “os que rejeitam
>muito ficam por assim dizer num vazio teórico”.
>
>É claro que “a ideia do comunismo” tem de continuar
>refém do comunismo que existiu, e não poderia ser de
>outro modo. Afirmar que o comunismo que existiu não é
>compatível com a sua própria teoria e negá-lo é, além
>de um erro grosseiro, apenas um cómodo artifício para
>não questionar a teoria do comunismo. Neste caso, os
>ortodoxos saem beneficiados, porque reclamam o que no
>seu entender o comunismo que existiu produziu de bom e
>rejeitam apenas o mau. Por isso, “os que rejeitam
>muito” da “experiência soviética” (embora o comunismo
>que existiu não se deva resumir ao que existiu na
>União Soviética, é bom não esquecer) ou ficam num
>vazio teórico, sonhando com um outro comunismo não
>proletário, com um comunismo não marxista (porque o
>comunismo marxista é o comunismo proletário, também
>convém não o esquecer), ou passam a ser coerentes e
>começam a questionar a teria do comunismo; não
>poderão, simultaneamente, é continuar a rejeitar o
>comunismo que existiu e a afirmar-se comunistas
>marxistas (ou marxistas-leninistas).
>
>Aliás, o FPR ao afirmar não ser “adepto da concepção
>das classes que transformam a sociedade serem “as que
>nada têm a perder senão as suas grilhetas”” e pensar
>“que a história mostra que as transformações foram
>lideradas por aqueles que julgavam ter muito a ganhar”
>está numa posição ambígua, porque os que não tinham
>nada a perder (os proletários) também julgavam que
>tinham um mundo novo (logo muito, tudo) a ganhar. Essa
>sua ambiguidade mantém-se quando afirma ser necessário
>“retomar a concepção marxista de que os modos de
>produção não são alteráveis senão quando deixam de
>cumprir o seu papel”, neste caso, por duas ordens de
>razões: primeira, de somenos importância, o Marx não
>disse tal (disse que eles desaparecem, são
>substituídos); segunda, o essencial da concepção
>marxista não é a de um modo de produção ser
>substituído por outro quando passa a constituir um
>entrave ao progresso social. Isso não passa de uma
>observação digna de La Palisse, e o Marx produziu
>concepções muito mais elaboradas, que lhe custaram
>muito tempo e esforço, que foram interpretações
>pioneiras, ainda que muitas delas erradas, hoje, como
>então.
>
>O essencial do marxismo é constituído por uma série de
>concepções erradas, nomeadamente, a do comunismo como
>sucessor necessário do capitalismo, a da classe social
>protagonista do progresso absoluto (o proletariado), a
>das causas que originam a revolução social (a
>celebérrima, quanto errada, contradição entre as
>forças produtivas e as relações de produção), a teoria
>do valor como tempo de trabalho e a concepção da
>exploração capitalista como extorsão da mais-valia
>produzida pela força de trabalho. Quase tudo isto
>(excepção feita à utopia idealista de partida) foi
>produzido fazendo uso de um bom método, de muito
>rigor, de grande capacidade de abstracção e de uma
>persistência admirável, sofrendo, apesar de tudo, da
>inevitável incapacidade individual dos génios para
>superarem a sua própria época. Como não teve
>contraditores capazes, os erros persistiram. Os erros,
>porém, não invalidam o mérito de Marx, que é muito,
>embora não abone nada a favor dos marxistas, que
>nestes cento e cinquenta anos não estiveram à altura
>do mestre para os descortinarem.
>
>Por outro lado, não é nada claro que os que se dizem
>de “esquerda” se distingam pelo que rejeitam ou
>aceitam da “experiência soviética”. Se por ser de
>“esquerda” se quer significar a defesa do progresso
>social, não há qualquer razão para que ser de esquerda
>tenha necessariamente que significar ser comunista,
>quer dos que aceitam, quer dos que rejeitam o
>comunismo que existiu. Essa é uma velha pecha dos
>comunistas, para os quais apenas eles podem
>representar o progresso social, porque se consideram
>os representantes do proletariado e porque está
>escrito que ao proletariado cabe a missão gloriosa de
>implantar o supremo progresso: o reino universal da
>liberdade, da igualdade, da fraternidade e da
>abundância material.
>
>Mesmo sabendo que os que nada têm a perder não são os
>futuros dirigentes da sociedade, eles, enquanto
>adversários da burguesia e do seu Estado, serão não só
>aliados da classe social que aspirar disputar o
>domínio ideológico à burguesia como têm muito a ganhar
>com uma nova sociedade, como aconteceu com os
>explorados de todos os tempos. Porque se a História
>permite demonstrar algo, esse algo é a permanente
>conquista de direitos de cidadania pelas classes
>exploradas e dominadas e a transformação dos
>instrumentos através dos quais se processa a
>exploração e a acumulação social.
>
>Transformar o capitalismo numa calamidade que se
>abateu sobre os trabalhadores assalariados, como que
>apagando da História os tormentos que passaram outras
>classes exploradas antes deles, e resumir a acção
>política desenvolvida em seu nome à permanente
>denúncia da exploração, à prática da desvalorização do
>salário pela solidariedade internacionalista para com
>os seus irmãos de classe ainda mais miseráveis, ao
>amaldiçoar dos capitalistas como bando de ladrões e de
>terroristas e à pregação do paraíso que espera os
>trabalhadores no comunismo, faz lembrar as seitas
>anabaptistas camponesas ou a versão radical de certas
>pregações evangélicas mas não defende os verdadeiros
>interesses dos trabalhadores que existem e dos que lhe
>sucederão.
>
>3. “Não concordo com a formulação (…) quando diz que a
>Revolução Industrial surgiu depois do capitalismo; só
>a Revolução Industrial permitiu a massificação do
>assalariamento que antes não passava de uma relação
>muito minoritária na sociedade. Quando a manufactura
>se desenvolve em Inglaterra no Século XVII (XVIII)
>nove décimos da população vive ainda da agricultura e,
>na Europa, mesmo em regime de servidão (que dura até
>ao fim do século XIX, tanto mais quanto mais a leste)”.
>
>Uma última observação, para desfazer mais este
>equívoco do FPR. A revolução industrial permitiu a
>expansão do capitalismo (a massificação do
>assalariamento, como diz), mas permitiu-a não só
>porque ele já existia como porque a burguesia tinha
>entretanto conquistado boas fatias do poder no país
>onde aquela se iniciou (lembremo-nos que mais de
>cinquenta anos antes tinha rolado a cabeça de um rei
>no patíbulo e houvera, inclusivamente, uma primeira
>experiência republicana de governo, ainda que
>fracassada), removendo muitos dos obstáculos que até
>aí entravavam o seu desenvolvimento. Algo só se
>desenvolve e se expande, como aconteceu ao capitalismo
>na Inglaterra, se encontrar condições económicas e
>ideológicas favoráveis, e essas estavam já nessa
>altura garantidas pelo domínio do poder burguês. O
>resto, só comprova que a revolução social é um
>processo longo e não simultâneo em todas as formações
>sociais.
>
>Como julgo ter demonstrado no meu terceiro texto, a
>nova tecnologia é uma consequência do desenvolvimento
>das novas relações de produção e não a sua causa.
>
>Este texto é longo, talvez em demasia, mas o engenho
>não deu para mais, e o assunto não interessa
>certamente a todos os frequentadores do fórum.
>Agradeço as críticas fundamentadas a este e aos
>restantes textos que aqui coloquei, mas também
>agradeço que a quem o assunto não interessar, no
>sentido de não poder trazer algo de novo à discussão,
>e, em particular, aos adeptos comunistas de serviço na
>transcrição de notícias, na propaganda da política de
>denúncias do PCP e na rotulagem dos intervenientes, o
>favor de não intervirem.
>
>São de todo escusados os insultos, mas as críticas
>minimamente fundadas serão bem-vindas.
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
| |