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Susete Francisco, DN, 24/08/05
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Date Posted: 24/08/05 10:06:34
In reply to:
Jerónimo de Sousa
's message, "Sobre a reunião do Comité Central" on 23/08/05 19:45:32
PCP lança Jerónimo na corrida a Belém
Comunistas falam em candidatura de "afirmação". Mas não excluem desistência
DN, 24/08/05, Susete Francisco
Aposta. "O Comité Central decide que o candidato seja o secretário-geral, camarada Jerónimo de Sousa", anunciou... Jerónimo de Sousa
Eleições são "um processo e não um acto", disse Jerónimo de Sousa, repetindo uma frase que usou há dez anos, antes de desistir a favor de Jorge Sampaio
O PCP quer ir a jogo nas próximas presidenciais e chamou para a corrida o ás de trunfo pela segunda vez, agora na condição de secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa será o rosto dos comunistas nas eleições para a Presidência da República.
"O Comité Central decide que o candidato do PCP seja o secretário-geral, camarada Jerónimo de Sousa", anunciou ontem, em conferência de imprensa, o próprio líder comunista. Um anúncio feito após uma reunião do Comité Central (CC), que justificou a escolha em função "da importância" que o partido dá às próximas presidenciais . "Com esta opção quisemos valorizar esta batalha", sublinhou Jerónimo, que diz esperar deste confronto eleitoral "uma grande afirmação e reforço do PCP e do seu projecto para Portugal".
Já quanto ao desfecho da sua candidatura a Belém, foi bem menos taxativo. O secretário-geral comunista garante que esta "não será uma candidatura de faz de conta", salientando que o PCP "assumirá plenamente o exercício dos seus direitos, desde a apresentação [da candidatura] até ao momento do voto". Mas acrescenta também que este é um "processo que envolve a avaliação das candidaturas e das dinâmicas que vão desenvolver-se". Ou seja, o PCP não fecha a porta a uma eventual desistência a favor de Mário Soares.
"O Comité Central está sempre em condições de fazer uma avaliação do quadro de candidaturas " e "das condições que entretanto serão criadas", sublinhou o candidato a Belém, quando questionado sobre se a intenção do PCP passa por ir mesmo a votos. Neste quadro, Jerónimo de Sousa voltou a usar a mesma expressão que repetiu há uma década, na corrida a Belém, antes de desistir a favor de Jorge Sampaio as eleições "são um processo e não um acto".
Afirmando que esta é "uma candidatura de afirmação que não está aqui para pedir ou negociar", Jerónimo contrapôs que "uma força política responsável está sempre em condições de avaliar". Mas não para já "Estas eleições têm especificidades, o quadro está pouco claro. Não sabemos se Cavaco Silva avançará." Foi o mote para críticas ao ex-primeiro-ministro, a quem acusou de ser "muito forte quando pensa que vai ganhar e muito fraco quando pensa que pode perder".
As declarações proferidas ontem por Jerónimo de Sousa deixam claro que a decisão do PCP será tomada em função da relação de forças que se estabelecer entre a direita e a esquerda - ou, mais concretamente, entre as prováveis candidaturas de Mário Soares e Cavaco Silva - logo na primeira volta da corrida a Belém. Até porque o principal objectivo do PCP está expresso e é claro contrariar os "velhos projectos da direita de se apropriar" da Presidência da República.
Particularmente numa altura, salientou Jerónimo de Sousa, em que "se multiplicam sinais e vozes direccionadas contra o regime democrático e a Constituição da República, reclamando a sua substituição e destruição, com o regresso das concepções de um presidencialismo autocrático". Intervir neste debate, sublinhando o papel do Presidente enquanto "guardião" do texto constitucional, é um dos objectivos enunciados pelos comunistas.
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