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Subject: De acordo, mas justica social neste governo?


Author:
Paulo Silva
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Date Posted: 10/07/05 17:08:26
In reply to: Rosa Redondo 's message, "De excepções se alimentam as corporações!" on 10/07/05 11:45:48

>O governo está a dar inquietantes sinais de não estar
>a aguentar a pressão.
>Por exemplo, no caso dos excepcionais benefícios de
>saude da PSP e GNR.
>Actualmente estes subsistemas de saúde dão 100% de
>comparticipação nos medicamentos, uso gratuito de
>hospitais militares e postos de saude próprios,
>convenções muito favoráveis com prestadores privados e
>isto não só para cada militar ou policia mas para
>todos os familiares incluindo sogros, filhos (mesmo
>maiores e independentes)e até ex-cônjuges...
>Segundo dados do Min. da Administração Interna, o
>Estado gasta por ano €2.207 com cada elemento da PSP,
>€1.697 com cada elemento da GNR, contra €1.071 com
>cada beneficiário da ADSE.

O Governo nao ataca o problema pois nao quer aumentar o ordenado dos Policias (PSP,GNR, PJ etc) pois a verdaeira razao era retirar direitos e nao aumentar o valor das remuneracoes. Pois como sabemos e uma vergonha os ordenados dos Policias, que muitos nem subsidio de risco tem.

>Ora na proposta que está em negociação com os
>sindicatos, o governo já decidiu manter estes
>subsistemas (embora eliminando os aspectos mais
>escandalosos) em vez de integrar faseadamente todos os
>beneficiários na ADSE.

Sai mais barato que aumentar os ordenados.

>
>Ao agir assim, o Governo está a ceder num aspecto
>essencial: está a manter um regime especial. E assim
>ficam as portas abertas para aumentar ou reduzir o seu
>conteúdo em previlégios, ao sabor das correlações de
>forças de cada momento.

Tem de se mudar o que esta mal, e nao mudar por mudar, como este governo na continuacao do anterior quer fazer.

>
>O mesmo se aplica à questão das pensões dos ex
>titulares de cargos politicos ou de administradores de
>entidades e "empresas" controladas pelo estado.
>O problema aqui não está na acumulação; está no facto
>de poder haver esquemas de reformas que são pagas ao
>fim de 5 anos de trabalho!!!!!
>Com esses senhores devia funcionar a mesma lei que
>serve para a generalidade dos trabalhadores: de todos
>os cargos que exercesse sairiam as contribuições que
>iriam acumular para uma mesma reforma que ele
>receberia quando atingisse a idade própria. Se a
>reforma fossa muito grande, seria porque muito tinha
>descontado.

Completamente de acordo, e acrescento que muito deste pessoal, nem e competente, o que piora as coisas.


>
>Este governo está assim a desperdiçar as condições
>excepcionais que tem para prestar á justiça social e à
>eficácia administrativa deste país o maior serviço que
>qualquer governo poderia prestar: acabar com os
>regimes de excepção.

E preciso saber quais a exepcoes a acabar e quais a manter. Como principio, eu acabaria com as excepcoes passando por melhoria dos salarios. Por outro a propalada avaliacao na FP teria de ser externa as instituicoes, o que nao acontece no momento. Mas pensar que este governo tem como a uma das metas justica social e pura ilusao.

>Porque essa seria a medida fundadora para que tudo o
>resto pudesse funcionar, (desde a justiça à cobrança
>de impostos, passando pela educação e a saude) o
>governo deveria ser intransigente. Mesmo que em muitos
>casos isso não acarretasse diminuição da despesa
>publica! Porquê? Todos sabemos que a "origem
>histórica" de algumas excepções está na incapacidade
>de o Estado remunerar certas funções de acordo com o
>trabalho que devem exercer. Nesses casos, devia o
>governo ter a coragem de aumentar as remunerações
>convenientemente.
>
>Este é o desafio histórico do governo Sócrates.
>E esta deveria ser no imediato a grande bandeira da
>Esquerda.

E e uma bandeiras do PCP so que infelizmente o PCP nao esta no governo,
E continuamos a ter estes anacronismos como o OE2005 a PEC e outras joias de mau agoiro para o desenvolvimento de Portugal para um Pais do sec XXI.

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Replies:
Subject Author Date
AR: PCP quer acabar já com subvenções dos políticosDiário Digital10/07/05 19:03:04
    Não aos privilégios injustificadosAvante, 07/07/0510/07/05 19:05:56


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