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| Subject: Pintasilgo com 7 por cento considera “divisionista” candidatura de Salgado Zenha | |
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Author: Diário, 27/01/86 |
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Date Posted: 31/01/06 22:28:52 In reply to: João Paulo Guerra 's message, "Uma candidatura pré-fabricada pelas “sondagens de opinião”" on 31/01/06 18:49:39 Diário, 27/01/86 Pintasilgo com 7 por cento considera “divisionista” candidatura de Salgado Zenha Maria de Lurdes Pintasilgo, que obteve apenas 7 por cento dos votos do eleitorado, responsabilizou ontem à noite por este desaire eleitoral o PCP e o general Ramalho Eanes, acusando este de ter “abastardado o espírito da Constituição” ao apoiar Salgado Zenha. “A intervenção de Eanes e a sua relação de cumplicidade com a direcção do PCP, que não com as suas bases, foram factores decisivos para dividir a área em que se situava a minha candidatura”, declarou Lurdes Pintasilgo. A candidata, que ficou em último lugar nestas eleições, condenou ainda o comportamento do PCP durante a campanha, acusando-o de ter utilizado todos os meios de pressão e “exercido uma forte coacção” sobre os seus militantes funcionando como autêntico “censor das consciências”. Na sequência disto considerou urgente que o “País se levante desta degradação democrática”. Lurdes Pintasilgo afirmou que a derrota não esmorecerá o seu empenhamento em torno do projecto subjacente à sua candidatura e apelou aos seus apoiantes que façam o mesmo. Deixou no ar a ideia, como já o fizera antes a comissão política da sua candidatura, não da formação de um novo partido político mas de um outro tipo de organização. “Mais partidos não pois já se viu o que dão”, disse. Referindo-se à segunda volta destas eleições presidenciais Lurdes Pintasilgo considerou o projecto de Freitas do Amaral perigoso, deixando implícito o apelo ao voto em Mário Soares. Momentos antes desta declaração de Lurdes Pintasilgo, a comissão política da sua candidatura, num encontro com a imprensa, desenvolvera já estas ideias sobretudo os ataques ao PCP, acusando-o de ter utilizado junto do eleitorado da APU “pressões de todo o tipo”. Antes destas tomadas de posições oficiais o empresário de extrema-direita, Guedes da Silva, abordado pelos jornalistas logo que chegou à sede, foi ao ponto de afirmar que tudo isto se tratou de uma “estratégia” do PCP com o objectivo de “viabilizar a vitória de Freitas do Amaral” para assim propiciar “convulsões sociais” no País. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| O significado de um acórdão | O Diário, 21/01/86 | 31/01/06 23:08:50 |