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Subject: Re: produção e consumo


Author:
Guilherme Statter
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Date Posted: 5/02/06 14:18:25
In reply to: paulo fidalgo 's message, "produção e consumo" on 5/02/06 12:06:51

Em primeiro lugar eu julgo não exagerar na dicotomia (entre trabalho destinado à manutenção da força de trabalho e trabalho destinado à produção de bens de consumo.
Até pela simples razão de que estou (ou penso estar) sempre a criticar a utilização sistemática de dicotomias para caracterizar uma (qualquer) realidade extremamente complexa.
Depois, porque a dicotomia é apenas a forma mais simples e redutora de taxonomia. E, como sabe qualquer aprendiz de filosofia (mesmo sem nunca ter estudado um manual introdutório), taxonomia (ou arte de classificar as coisas), cada um (ou cada grupo social) faz como mais lhe convem.
Em segundo lugar tens toda a razão em dizer que não há nenhuma "muralha de China" (entre "produção" e "consumo").
Perante o emaranhado de "canais de comunicação" (ou "vazos comunicantes" entre a "produção para consumo" e "produção para produção", "consumo produtivo" e "manutenção das máquinas de produção" (orgânicas ou inorgânicas) - isto para enumerar apenas algumas possíveis categorias analíticas para aqui relevantes - perante tudo isso, eu por mim recomendo o distanciamento Q.B., ("sair da floresta" para melhor lhe perceber os contornos) e considerar a sociedade humana como um todo e à escala planetária.
Uma vez à distância a gente percebe que "sim, senhor" há ali duas grandes esferas de actividade: uma dita de produção e outra dita de circulação. Mas que comunicam entre si de uma forma suficientemente emaranhada para confundir qualquer mortal. A quem aquilo menos confunde ainda é aos capitalistas. Perguntem ao Belmiro de Azevedo e ele explica como é que acumulou uma fortuna actuando predominantemente na tal "esfera da circulação". Ou então "produzindo serviços de valor acrescentado".
É.
De facto a "mais-valia" é extremamente escorregadia e para a agarrar é preciso perceber minimamente qual a máscara que ela põe de cada vez que passa por aí...
Mas voltando à totalidade da sociedade à escala planetária.
Aí, eu por mim utilizo o conceito de "Capacidade Produtiva Existante" (CPE) e depois - de cada vez que me pergunto se um trabalho é "produtivo" ou "improdutivo" (não tem nada a ver com útil ou não útil) - pergunto a mim mesmo se esse trabalho ou actividade serve para aumentar ou não aumentar a tal CPE. E em que grau (ou medida) é que esse trabalho faz esse contributo. Considerando que há também trabalho que (embora possa contribuir indirectamente para o processo de "acumulação") é, em rigor, "trabalho destrutivo". Ou de "crescimento negativo" (como agora eufemísticamente se diz àcerca da queda do PIB...)
Se "isto" é "marxismo" ou não, é coisa que não me faz perder o sono.
Tal como imagino que não estás demasiado preocupado com a obtenção de um diploma de "trablhador produtivo" eu por mim não estou nada preocupado em obter um diploma de "marxista encartado".
Só para concluir, ao fazer-se o exercício analítico não é muito relevante haver preocupação com a justeza ou injusteza de uma relação social.
Acho que devemos todos procurar manter e gerir a coexistência - em cada um de nós - do espírito crítico e do "sentimento ético".
Embora mesmo aí haja MUITO a discutir e analizar sobre as relações entre a Ética e a lógica produtivista.

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Replies:
Subject Author Date
Pra ti,a mais-valia é escorregadia e os conceitos marxistas confusos como ó raio! (NT)Ex-militante(dizendo:dedica-te àpesca,sempre émaisprodutivo) 5/02/06 19:42:03
porque começámos esta discussão?paulo fidalgo 7/02/06 12:36:54


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