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| Subject: Re: Reabriu o CT de Viana do Castelo, para quê? | |
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Author: visitante |
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Date Posted: 6/10/06 13:08:15 In reply to: Uma porta aberta 's message, "Reabriu o CT de Viana do Castelo" on 4/10/06 19:13:31 > >Reabriu o CT de Viana do Castelo >Uma porta aberta >para os trabalhadores > >Seis anos depois do incêndio que o destruiu, o Centro >de Trabalho do PCP de Viana do Castelo reabriu as suas >portas. A inauguração realizou-se no sábado, com a >participação de Jerónimo de Sousa. > >«Isto vai, meus amigos, isto vai/ um passo atrás são >sempre dois em frente/ e um povo verdadeiro não se >trai/ não quer gente mais gente que outra gente.» O >poema de José Carlos Ary dos Santos, O Futuro, está >gravado na placa de mármore colocada no logradouro >interior do Centro de Trabalho do PCP de Viana do >Castelo. A placa foi descerrada pelo secretário-geral >do PCP no passado sábado, perante a emoção geral. >As palavras do poeta não se podiam adequar melhor à >situação: seis anos depois de ter sido destruído por >um violento incêndio, o Centro de Trabalho reabriu e >os comunistas de Viana do Castelo regressaram à sua >casa. E estavam felizes por isso. >No comício realizado na rua, em frente ao edifício, >Jerónimo de Sousa lembrou o dia fatídico de 12 de >Agosto de 2000: «O incêndio que destruiu este Centro >de Trabalho doeu-nos muito.» Referindo-se aos seis >anos que se seguiram, realçou que «foi preciso muito >esforço» até se chegar à reabertura do Centro de >Trabalho. Mas, prosseguiu, «aqui está uma prova da >nossa capacidade não apenas de resistir mas de >construir». >Para o dirigente comunista, o processo de angariação >de fundos para as obras revelam outra particularidade >do PCP. «Num momento em que a generalidade dos >trabalhadores atravessa sérias dificuldades >económicas», Jerónimo de Sousa considera ter um grande >significado que o Partido, que depende exclusivamente >da contribuição de camaradas e amigos, realize esta >inauguração. «Quantas e quantas vezes, conhecendo >derrotas e recuos, muitos foram aqueles que pensaram >que o PCP ia definhar, ficar residual, desaparecer. >Esta iniciativa mostra que não é assim e é mais uma >prova de que é possível crescer e avançar.» >Reafirmando que «as derrotas não nos desanimam e as >vitórias não nos descansam», o secretário-geral do >Partido lembrou a vitória alcançada com a reabertura >do Centro de Trabalho. E apelou à participação de >todos na jornada de luta do próximo dia 12 de Outubro. > >Condições para crescer > >«Não nos vamos encerrar dentro das paredes deste >Centro de Trabalho», afirmou Jerónimo de Sousa. >Lembrando que «temos necessidade de organização, da >reunião, da nossa discussão interna», o dirigente do >PCP realçou: «Este Centro de Trabalho deve ter a porta >aberta para a população, para os trabalhadores, já que >o distrito apresenta problemas de fundo que precisam >da contribuição dos comunistas.» >Em sua opinião, há que fazer deste local um «centro de >irradiação do nosso trabalho de organização e da nossa >intervenção política junto dos trabalhadores e da >população do distrito». O CT, prosseguiu, serve para >organizar os militantes comunistas mas sempre «com uma >grande ligação à vida». >Para o secretário-geral do Partido, «aqueles que falam >da possibilidade do nosso desaparecimento nunca >perceberam que o “segredo” deste Partido não é que >sejamos sobrenaturais, nem seres superiores. Nada >disso». É outra coisa, confessou: «É a sua ligação ao >povo e aos trabalhadores, às suas aspirações e aos >seus interesses.» >«Estamos num bom momento», afirmou o dirigente do PCP. >Desde Março de 2005, prosseguiu, entraram para o >Partido 4 mil novos militantes, 36 por cento dos quais >com menos de 30 anos. Para a JCP entraram mil desde o >ano passado, acrescentou. É possível avançar, destacou. >Antes do secretário-geral, Manuel Almeida, do >Executivo da Direcção da Organização Regional de Viana >do Castelo do PCP afirmou que «com as condições de >trabalho que as novas instalações nos proporcionam >temos mais condições para reforçar a organização e >intervenção do Partido, temos um bom instrumento para >o aumento da nossa influência». Este é, confessou, >outro sonho da organização de Viana do Castelo, no dia >em que viu um dos seus maiores sonhos se tornar >realidade. > >Um dia feliz > >O Centro de Trabalho do PCP em Viana do Castelo >localiza-se numa rua histórica da cidade. A sua cor >azul faz com que se destaque dos restantes edifícios. >Reconstruído de raiz no mesmo local onde se encontrava >a anterior sede, o CT do Partido é um edifício >moderno, muito embora respeitando, no essencial, o >traçado original. >O rés-do-chão será ocupado por lojas e os dois últimos >por escritórios particulares. No primeiro andar >funcionará a sede da DORVIC e da Comissão Concelhia de >Viana do Castelo. Há salas de reuniões e gabinetes de >trabalho. Cá em baixo, para lá do pátio interior, um >salão poderá albergar plenários, assembleias e mesmo >iniciativas culturais. >Mas no passado sábado o Centro de Trabalho pareceu >pequeno. De todo o distrito e de várias regiões do >País veio gente partilhar a alegria de um dia feliz. O >reforço do Partido tinha naquela iniciativa um momento >particularmente visível. De alguns rostos caíam >lágrimas. >A festa começou antes da hora marcada. Pelas ruas de >Viana andava o grupo de bombos «Amigos de Vila Fria» e >o coral alentejano do Clube Recreativo do Feijó, em >Almada. Depois do comício e da inauguração >«propriamente dita», prosseguiu a festa, noite fora. >Antes do jantar, servido num conhecido restaurante da >região, um rancho folclórico animou os presentes. >Depois foi a vez dos cantares de intervenção. Após os >discursos, de Raimundo Cabral e Jerónimo de Sousa, a >música popular prosseguiu. O que o Avante! não >conseguiu descobrir foi a hora do fim da festa. Talvez >continue ainda… > > >Solidariedade e dedicação > >A reconstrução do Centro de Trabalho de Viana do >Castelo começou no próprio dia do incêndio, em Agosto >de 2000, contaram ao Avante! Raimundo Cabral e Manuel >Almeida, dirigentes regionais do Partido. > >Raimundo Cabral, membro do Comité Central do PCP e >responsável pela Organização Regional de Viana do >Castelo, considera que a inauguração do Centro de >Trabalho é um momento muito importante na vida do >Partido na região. Nos últimos anos, a organização do >Partido atravessou momentos muito difíceis e sofreu >sérios recuos, tanto ao nível orgânico como eleitoral. >Muita gente perdeu a confiança, conta o dirigente do >PCP. >«Na inauguração do Centro de Trabalho esteve presente >muita gente que não tinha abandonado o Partido mas que >estava muito recuada», lembra Raimundo Cabral. Com >este acto, prosseguiu, muitos verificam que é possível >«ultrapassar as dificuldades e os retrocessos que >tivemos». E esta confiança só pode trazer resultados >políticos, confia. «Não só no imediato mas também em >termos de organização e intervenção do Partido.» >A reabertura do Centro de Trabalho é, também, um >primeiro passo para reconquistar muita da confiança >perdida, considera o membro do Comité Central. Mas, >alerta, isto não chega. Uma vez inaugurado, é >necessário dar-lhe vida e abri-lo aos trabalhadores e >à população. > >Vizinhança solidária > >Manuel Almeida, da DORVIC, considera que a >reconstrução do Centro de Trabalho começou logo no >próprio dia do incêndio, a 12 de Agosto de 2000. >«Andaram camaradas no meio dos escombros. Uns com >fitas métricas, outros a recuperar o material que se >estragou e outros ainda com a preocupação de apanhar >os ficheiros.» Ainda as chamas mal tinham acabado de >consumir o edifício e já o sonho de o ver reaberto >tomava forma. >O impacto do incêndio fez-se sentir muito para lá das >fronteiras do PCP. «Era a rua, a cidade, uma multidão >de gente preocupada com o incêndio e criou-se uma onda >de solidariedade», lembra Manuel Almeida: No dia do >fogo os vizinhos e os comerciantes da rua reuniram-se >e, dias depois, entregaram 250 contos ao Partido. >«A dor também era deles», explica o dirigente >comunista. O Centro de Trabalho do PCP em Viana do >Castelo era como «outra casa qualquer daquela rua, >como uma casa de família». E assim continuará a ser, >acredita. > >Objectivo: reconstruir > >Depois do incêndio ter destruído o Centro de Trabalho >do Partido, grande parte das atenções da organização >regional centraram-se no objectivo de conseguir >dinheiro para fazer as obras e reabrir a sede. >Traçaram-se metas de recolha de fundos, fizeram-se >jantares, festas e arraiais. >De todas as iniciativas realizadas, Manuel Almeida >destaca as exposições e os leilões de obras de arte. >Centenas de artistas, conta o membro da DORVIC, >ofereceram ao Partido as suas obras. Entre as quais um >«desenho da prisão» original, cedido por Álvaro >Cunhal, e um desenho em papel vegetal feito pelo >famoso arquitecto brasileiro Oscar Niemeier. >Apesar do sucesso da campanha de fundos (angariou-se >cerca de 24 mil contos), o processo de reabertura do >Centro de Trabalho «foi-se arrastando», conta Manuel >Almeida. Foi necessário pagar as eleições autárquicas >de 2001 e adquirir um armazém para instalar a >tipografia. Somando processos com a autarquia e >problemas com o IPPAR, as obras apenas se iniciaram em >Outubro de 2004. >Mas o dinheiro disponível era ainda insuficiente e foi >necessário tomar medidas «duras para todos». E >optou-se por vender o segundo andar a particulares. >Mas, frisou, «continuamos a ter duas lojas no >rés-do-chão, para alugar, e o pátio interior é para >uso exclusivo do Partido, bem como o pavilhão de >trás». O primeiro andar tem três gabinetes de trabalho >e «uma boa sala de reuniões», realça o dirigente >comunista. 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| Subject | Author | Date |
| Re: Reabriu o CT de Viana do Castelo, para continuar a luta! | visitante | 8/10/06 13:41:44 |
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