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| Subject: Re: Reabriu o CT de Viana do Castelo, para continuar a luta! | |
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Author: visitante |
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Date Posted: 8/10/06 13:41:44 In reply to: visitante 's message, "Re: Reabriu o CT de Viana do Castelo, para quê?" on 6/10/06 13:08:15 >> >>Reabriu o CT de Viana do Castelo >>Uma porta aberta >>para os trabalhadores >> >>Seis anos depois do incêndio que o destruiu, o Centro >>de Trabalho do PCP de Viana do Castelo reabriu as suas >>portas. A inauguração realizou-se no sábado, com a >>participação de Jerónimo de Sousa. >> >>«Isto vai, meus amigos, isto vai/ um passo atrás são >>sempre dois em frente/ e um povo verdadeiro não se >>trai/ não quer gente mais gente que outra gente.» O >>poema de José Carlos Ary dos Santos, O Futuro, está >>gravado na placa de mármore colocada no logradouro >>interior do Centro de Trabalho do PCP de Viana do >>Castelo. A placa foi descerrada pelo secretário-geral >>do PCP no passado sábado, perante a emoção geral. >>As palavras do poeta não se podiam adequar melhor à >>situação: seis anos depois de ter sido destruído por >>um violento incêndio, o Centro de Trabalho reabriu e >>os comunistas de Viana do Castelo regressaram à sua >>casa. E estavam felizes por isso. >>No comício realizado na rua, em frente ao edifício, >>Jerónimo de Sousa lembrou o dia fatídico de 12 de >>Agosto de 2000: «O incêndio que destruiu este Centro >>de Trabalho doeu-nos muito.» Referindo-se aos seis >>anos que se seguiram, realçou que «foi preciso muito >>esforço» até se chegar à reabertura do Centro de >>Trabalho. Mas, prosseguiu, «aqui está uma prova da >>nossa capacidade não apenas de resistir mas de >>construir». >>Para o dirigente comunista, o processo de angariação >>de fundos para as obras revelam outra particularidade >>do PCP. «Num momento em que a generalidade dos >>trabalhadores atravessa sérias dificuldades >>económicas», Jerónimo de Sousa considera ter um grande >>significado que o Partido, que depende exclusivamente >>da contribuição de camaradas e amigos, realize esta >>inauguração. «Quantas e quantas vezes, conhecendo >>derrotas e recuos, muitos foram aqueles que pensaram >>que o PCP ia definhar, ficar residual, desaparecer. >>Esta iniciativa mostra que não é assim e é mais uma >>prova de que é possível crescer e avançar.» >>Reafirmando que «as derrotas não nos desanimam e as >>vitórias não nos descansam», o secretário-geral do >>Partido lembrou a vitória alcançada com a reabertura >>do Centro de Trabalho. E apelou à participação de >>todos na jornada de luta do próximo dia 12 de Outubro. >> >>Condições para crescer >> >>«Não nos vamos encerrar dentro das paredes deste >>Centro de Trabalho», afirmou Jerónimo de Sousa. >>Lembrando que «temos necessidade de organização, da >>reunião, da nossa discussão interna», o dirigente do >>PCP realçou: «Este Centro de Trabalho deve ter a porta >>aberta para a população, para os trabalhadores, já que >>o distrito apresenta problemas de fundo que precisam >>da contribuição dos comunistas.» >>Em sua opinião, há que fazer deste local um «centro de >>irradiação do nosso trabalho de organização e da nossa >>intervenção política junto dos trabalhadores e da >>população do distrito». O CT, prosseguiu, serve para >>organizar os militantes comunistas mas sempre «com uma >>grande ligação à vida». >>Para o secretário-geral do Partido, «aqueles que falam >>da possibilidade do nosso desaparecimento nunca >>perceberam que o “segredo” deste Partido não é que >>sejamos sobrenaturais, nem seres superiores. Nada >>disso». É outra coisa, confessou: «É a sua ligação ao >>povo e aos trabalhadores, às suas aspirações e aos >>seus interesses.» >>«Estamos num bom momento», afirmou o dirigente do PCP. >>Desde Março de 2005, prosseguiu, entraram para o >>Partido 4 mil novos militantes, 36 por cento dos quais >>com menos de 30 anos. Para a JCP entraram mil desde o >>ano passado, acrescentou. É possível avançar, >destacou. >>Antes do secretário-geral, Manuel Almeida, do >>Executivo da Direcção da Organização Regional de Viana >>do Castelo do PCP afirmou que «com as condições de >>trabalho que as novas instalações nos proporcionam >>temos mais condições para reforçar a organização e >>intervenção do Partido, temos um bom instrumento para >>o aumento da nossa influência». Este é, confessou, >>outro sonho da organização de Viana do Castelo, no dia >>em que viu um dos seus maiores sonhos se tornar >>realidade. >> >>Um dia feliz >> >>O Centro de Trabalho do PCP em Viana do Castelo >>localiza-se numa rua histórica da cidade. A sua cor >>azul faz com que se destaque dos restantes edifícios. >>Reconstruído de raiz no mesmo local onde se encontrava >>a anterior sede, o CT do Partido é um edifício >>moderno, muito embora respeitando, no essencial, o >>traçado original. >>O rés-do-chão será ocupado por lojas e os dois últimos >>por escritórios particulares. No primeiro andar >>funcionará a sede da DORVIC e da Comissão Concelhia de >>Viana do Castelo. Há salas de reuniões e gabinetes de >>trabalho. Cá em baixo, para lá do pátio interior, um >>salão poderá albergar plenários, assembleias e mesmo >>iniciativas culturais. >>Mas no passado sábado o Centro de Trabalho pareceu >>pequeno. De todo o distrito e de várias regiões do >>País veio gente partilhar a alegria de um dia feliz. O >>reforço do Partido tinha naquela iniciativa um momento >>particularmente visível. De alguns rostos caíam >>lágrimas. >>A festa começou antes da hora marcada. Pelas ruas de >>Viana andava o grupo de bombos «Amigos de Vila Fria» e >>o coral alentejano do Clube Recreativo do Feijó, em >>Almada. Depois do comício e da inauguração >>«propriamente dita», prosseguiu a festa, noite fora. >>Antes do jantar, servido num conhecido restaurante da >>região, um rancho folclórico animou os presentes. >>Depois foi a vez dos cantares de intervenção. Após os >>discursos, de Raimundo Cabral e Jerónimo de Sousa, a >>música popular prosseguiu. O que o Avante! não >>conseguiu descobrir foi a hora do fim da festa. Talvez >>continue ainda… >> >> >>Solidariedade e dedicação >> >>A reconstrução do Centro de Trabalho de Viana do >>Castelo começou no próprio dia do incêndio, em Agosto >>de 2000, contaram ao Avante! Raimundo Cabral e Manuel >>Almeida, dirigentes regionais do Partido. >> >>Raimundo Cabral, membro do Comité Central do PCP e >>responsável pela Organização Regional de Viana do >>Castelo, considera que a inauguração do Centro de >>Trabalho é um momento muito importante na vida do >>Partido na região. Nos últimos anos, a organização do >>Partido atravessou momentos muito difíceis e sofreu >>sérios recuos, tanto ao nível orgânico como eleitoral. >>Muita gente perdeu a confiança, conta o dirigente do >>PCP. >>«Na inauguração do Centro de Trabalho esteve presente >>muita gente que não tinha abandonado o Partido mas que >>estava muito recuada», lembra Raimundo Cabral. Com >>este acto, prosseguiu, muitos verificam que é possível >>«ultrapassar as dificuldades e os retrocessos que >>tivemos». E esta confiança só pode trazer resultados >>políticos, confia. «Não só no imediato mas também em >>termos de organização e intervenção do Partido.» >>A reabertura do Centro de Trabalho é, também, um >>primeiro passo para reconquistar muita da confiança >>perdida, considera o membro do Comité Central. Mas, >>alerta, isto não chega. Uma vez inaugurado, é >>necessário dar-lhe vida e abri-lo aos trabalhadores e >>à população. >> >>Vizinhança solidária >> >>Manuel Almeida, da DORVIC, considera que a >>reconstrução do Centro de Trabalho começou logo no >>próprio dia do incêndio, a 12 de Agosto de 2000. >>«Andaram camaradas no meio dos escombros. Uns com >>fitas métricas, outros a recuperar o material que se >>estragou e outros ainda com a preocupação de apanhar >>os ficheiros.» Ainda as chamas mal tinham acabado de >>consumir o edifício e já o sonho de o ver reaberto >>tomava forma. >>O impacto do incêndio fez-se sentir muito para lá das >>fronteiras do PCP. «Era a rua, a cidade, uma multidão >>de gente preocupada com o incêndio e criou-se uma onda >>de solidariedade», lembra Manuel Almeida: No dia do >>fogo os vizinhos e os comerciantes da rua reuniram-se >>e, dias depois, entregaram 250 contos ao Partido. >>«A dor também era deles», explica o dirigente >>comunista. O Centro de Trabalho do PCP em Viana do >>Castelo era como «outra casa qualquer daquela rua, >>como uma casa de família». E assim continuará a ser, >>acredita. >> >>Objectivo: reconstruir >> >>Depois do incêndio ter destruído o Centro de Trabalho >>do Partido, grande parte das atenções da organização >>regional centraram-se no objectivo de conseguir >>dinheiro para fazer as obras e reabrir a sede. >>Traçaram-se metas de recolha de fundos, fizeram-se >>jantares, festas e arraiais. >>De todas as iniciativas realizadas, Manuel Almeida >>destaca as exposições e os leilões de obras de arte. >>Centenas de artistas, conta o membro da DORVIC, >>ofereceram ao Partido as suas obras. Entre as quais um >>«desenho da prisão» original, cedido por Álvaro >>Cunhal, e um desenho em papel vegetal feito pelo >>famoso arquitecto brasileiro Oscar Niemeier. >>Apesar do sucesso da campanha de fundos (angariou-se >>cerca de 24 mil contos), o processo de reabertura do >>Centro de Trabalho «foi-se arrastando», conta Manuel >>Almeida. Foi necessário pagar as eleições autárquicas >>de 2001 e adquirir um armazém para instalar a >>tipografia. Somando processos com a autarquia e >>problemas com o IPPAR, as obras apenas se iniciaram em >>Outubro de 2004. >>Mas o dinheiro disponível era ainda insuficiente e foi >>necessário tomar medidas «duras para todos». E >>optou-se por vender o segundo andar a particulares. >>Mas, frisou, «continuamos a ter duas lojas no >>rés-do-chão, para alugar, e o pátio interior é para >>uso exclusivo do Partido, bem como o pavilhão de >>trás». O primeiro andar tem três gabinetes de trabalho >>e «uma boa sala de reuniões», realça o dirigente >>comunista. 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| Subject | Author | Date |
| Re: Reabriu o CT de Viana do Castelo, para implementar o comunismo com 7% de votos. | visitante | 8/10/06 14:37:24 |
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