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Subject: Medicamentos desperdiçados devido à dimensão das embalagens


Author:
Lusa
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Date Posted: 24/08/06 11:11:01
In reply to: DN 's message, "O financiamento do SNS" on 21/08/06 0:41:09



A existência de embalagens de medicamentos de dimensões desapropriadas à duração do tratamento está na origem do desperdício de 14,5 por cento dos remédios comprados na farmácia. É o que revela um estudo com uma amostra de 578 doentes que vai ser divulgado no 22.º Congresso de Farmacoepidemiologia e Comunicação de Risco na Saúde Pública que começa hoje e termina no domingo, em Lisboa.

Estes desperdícios contribuem para o aumento de gastos com fármacos dos utentes e do Estado, já que muitas vezes são comparticipados pelo Sistema Nacional de Saúde, referem os autores do estudo: três investigadores do Centro de Farmacoepidemiologia da Associação Nacional de Farmácias, dois da Faculdade de Medicina e um da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra.

A amostra reuniu doentes com uma média de idades de 52 anos. Os questionários foram preenchidos entre Setembro e Novembro do ano passado. Os antibióticos foram os medicamentos mais receitados a este grupo de doentes.

O estudo concluiu que o desperdício por dimensionamento desapropriado das embalagens aconteceu com 14,5 por cento dos fármacos; 6,9 por cento das unidades (comprimidos) foram para o lixo; o valor médio de desperdício por fármaco cifrou-se em 1,85 euros por embalagem.

Paula Martins, professora da Faculdade de Farmácia de Lisboa e uma das autoras do estudo, diz que o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento faz há anos redimensionamentos com o objectivo de diminuir o desperdício, mas "é difícil haver embalagens para todo o tipo de indicação" e existem "outras formas de racionalização", como "a terapêutica individualizada", aplicada, por exemplo, nos Estados Unidos, em que só são dispensados aos doentes doses para dias definidos de tratamento, explica.

Segurança e eficácia

A segurança e a eficácia dos medicamentos são dois temas debatidos no congresso internacional que hoje tem início, explicou a docente, que faz parte da organização. Organizado pela Sociedade Internacional de Farmacoepidemiologia e pelo Grupo Europeu de Utilização de Medicamentos decorrerá no Centro de Congressos de Lisboa.

Está prevista a apresentação de projectos de investigação em áreas como os efeitos raros associados ao uso dos medicamentos, a promoção de uma prescrição mais racional ou o reconhecimento do valor acrescentado de novas terapêuticas.

Perto de metade dos doentes crónicos abandonam a medicação, principalmente porque associam, de uma forma incorrecta, alguns sintomas a efeitos secundários descritos nos folhetos informativos, disse à Lusa Paula Martins, professora da Faculdade de Farmácia de Lisboa. Existem vários estudos que demonstram que o não cumprimento da terapêutica chega a atingir metade dos doentes crónicos. Com este abandono o tratamento fica em risco. Além disso, desperdiçam-se os medicamentos já adquiridos e na maioria comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde. Segundo Paula Martins, um dos factores determinantes para este abandono prende-se com a associação que o doente faz entre os sintomas que tem e a terapêutica, ou seja, manifesta alguns sintomas e associa-os ao efeito indesejado do medicamento, principalmente porque a sua possível ocorrência está descrita nos folhetos informativos. A decisão de interromper a terapêutica está também ligada ao facto de o paciente não ter sido devidamente esclarecido por um profissional de saúde sobre a possibilidade de efeitos secundários. Paula Martins diz ainda que são cada vez mais os portugueses que conhecem os medicamentos que tomam e também lêem os seus folhetos informativos. Contudo, nem sempre interpretam correctamente as "bulas" e nem sempre estas estão devidamente perceptíveis, pois ainda apresentam termos muito técnicos. É uma razão que tem levado vários peritos internacionais - e também em Portugal - a estudar novas formas de explicar os medicamentos, seus benefícios e riscos.

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Replies:
Subject Author Date
Saúde mais cara na função públicaCarla Aguiar24/08/06 11:18:44
    Mais um previlégio escandaloso que acaba... (NT)Crónico24/08/06 11:21:43


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