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| Subject: Tá de chuva | |
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Author: Beneditos |
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Date Posted: 11/05/06 19:05:19 In reply to: Bento XXI 's message, "Bem aventurados os crédulos, pois será deles o reino dos céus!" on 10/05/06 19:29:17 >Pois é, meu filho, vivemos no Mundo da imaginação... >Vemos searas, imaginamos pão; R: ( E sua eminência vê o que? quando olha para uma seara de trigo ou outro qualquer cereal !) vemos trocas e >imaginamos todos satisfeitos, R: ( alguém disse que estava satisfeito!-Sua eminência delira!...) porque tudo se troca >pelo seu valor R: ( se é pelo seu valor ou não, pelo menos é com mais valia, ou não será? -É aqui que a porca ou o porco torce o rabo! ) e ninguém enrola ninguém. É o puro >mundo do sonho.. . R:(Como queira no paraíso ou no céu é a escolha do freguês) >Por isso, dizemos: o lucro nasce na produção (ainda >que aqui nasçam produtos, e o lucro apareça sob a >forma de dinheirinho, proveniente da troca de >mercadorias entre pessoas, e não sob a forma de >produtos). R: (Assim ! E sua eminência já experimentou comer endinheirados ou beber tourinho mas pode também se desejar beber patinha e para rematar que tal acabar por degustar uns adiamantemos) >Não nos apercebemos que no meio desta estria há um >eterno enganado (para além das trapaças que os >capitalistas tentam fazer uns aos outros). Já teve >vários nomes, este bombo da festa, o mais prosaico >deles ainda é: o mexilhão .R:( pois o mexilhão mas com cuidado, pois, por vezes o mexilhão provoca intoxicação e pode ser mortal.) >Se um dos intervenientes na troca - o dito cujo >mexilhão - tem para vender uma mercadoria que se >apresenta sob a forma de "capacidade para trabalhar x >horas", que o seu comprador consome, e este lhe >fornece em troca x-y horas (sob a forma de >endinheirados), com as quais o dito cujo compra os >mores e o resto para se manter vivo e voltar a >produzir a sua mercadoria (onde estão materializadas >as tais x-y horas), porque carga de água y (o lucro, a >mais-valia ou o nome que lhe queiramos dar) foi gerado >na produção e não na troca (desigual) entre o dito >cujo mexilhão e o comprador da sua mercadoria? >Se a mercadoria do dito cujo mexilhão é vendida ao >tempo, a única forma do seu comprador se assegurar que >lhe dá menos do que recebeu é pagá-la também em tempo, >neste caso, pagá-la com menos tempo, para se apropriar >de algum tempo. Se a produção é tempo e na troca se >troca tempo por menos tempo, originando tempo R:( depressão cavada a norte e chuvas a sul do cabo carvoeiro para amanhã céu pouco novelado e aguaceiros no Algarve!) >sobrante, onde se cria o lucro? Na produção ou na >troca? R: ( lógico que é sempre na produção porque quando se transforma algo acrescentasse mais valia Ex: Vénus de Miolo antes de ser o que é, era um calhau? Agora tente trocar um calho cravado numa pedreira .como ele fosse a vénus do dito cujo. ) >Se designarmos o tempo consumido na produção por >valor, verifica-se que o valor é originado na produção >(pois é aí que o tempo é consumido); mas o valor >sobrante, o que não foi retribuído, é originado na >troca: o mexilhão fornece x, o papa mexilhões >fornece-lhe em troca x-y! >Se o Marx se tivesse ficado por aqui, já não era >pouco. R. ( Vossa eminência delira de febre e olhe que é da amarela : En~tão é tudo uma questão de mais tempo ou menos tempo, mas no tempo de Marx tempo de trabalho rondava as 14 horas de trabalho e mais e ainda mais, o tempo de começar a trabalhar tanto nos campos como nas cidades aproximadamente aos 5 anos de idade nas minas nas fabricas enfim no que calhava era o tempo do trabalha ate morreres ou trabalha para a morte: Ora Marx era muito mais inteligente e generoso que vossa eminência e logo percebeu que não era o tempo que estava em causa mas sim a força de trabalho seja ela intelectual ou manual. Infelizmente, em tempos de idealismo R:( Em tempos de idealismo!!!!???? mas que idealismo....? Vossa eminência agora endoudeceu de vez! )ele tinha >profetizado que o mexilhão se tornaria o proprietário >único do produto, para devolver a humanidade ao homem,R: ( e ainda vai a tempo ou pensa vosso eminência que o tempo em que vivemos é o Alfa e Ómega da História?!) >e uma das justificações que arranjou foi transformar >esta troca desigual, da ordem dos factos, numa >iniquidade, da ordem da moral, a tão chorada >exploração. P:(e agora sem cinismo, é ou não verdade, que assim é?) >Ainda se tivesse dito que a ganância dos compradores >de tempo os levaria a comprar cada vez menos tempo,P: ( se não o disse pelo´menos deu a entender o que não é mau. Para alem de ter contribuído para que as classes trabalhadores conquistassem um horário de trabalho em que o 1º de MAIO é uma marco dessa luta como vê o tempo é um mero barómetro da verdade! >perdendo, assim, a mercadoria do mexilhão utilidade e >necessidade, e este, sob pena de morrer de fome, à >míngua de compradores da sua mercadoria, da alienação >da qual depende para se manter vivo, se revoltasse >para restituir utilidade e necessidade à sua >mercadoria, ainda vá que não vá. Em vez de se >contentar em apresentar o mexilhão como alvo do conto >do vigário, não, teve que o transformar em coitadinho, >alvo do salteador de estrada, para que todos dele se >condoessem. Não havia necessidade, meu filho... não >havia necessidade.P: (Acha mesmo isso ou é apenas da delírio devido a febre?Alem de não constar que Marx tivesse alguma vez aderido a ordem de S. Francisco ou aos carmelitas dos pés descalços! >O mexilhão foi deste modo transformado em Messias >redentor, R:(Messias não diria, mas actor da História cada vez mais sem duvida!) porque além do mais era o criador de tudo, R: ( e já agora consumidor era essa também são irmãos do Messias) >ainda que tudo se fosse fazendo com recurso a cada vez >menos tempo. R : ( é verdade mas também foram os trabalhadores que com a sua inteligência e acção criadora e luta o conseguiram a ciência o conhecimento é fruto do trabalho não fruto do tempo! Como dizia Albert Einstein “10% de imaginação e 90% de esforço “ mais coisa menos coisa !) >O profeta Marx sonhou que o tempo da "capacidade para >trabalhar" do mexilhão iria deixar de ser o padrão do >que se chamava valor. Sonhou e disse-o. O sonho foi >que o mexilhão iria deixar de ter necessidade de >vender ou comprar. Adiantou-se no tempo, >transportou-se para o tempo trans-histórico. Não >sonhou que no tempo histórico, aquele que interessa ao >mortal mexilhão, R: ( esse tempo que interessa ou comum do mortal é demasiado estreito para tal personagem e a prova é esta sua eminência está dar demasiada importância a Marx porque no fundo sabe quanto é importante o contributo de Marx para o futuro.) aeste pudesse passar a vender a mesma >mercadoria (a única de que dispõe) sob outra forma ou >sem ser por tempo, e deste modo, a estoria continuasse >uma estória interminável (ainda que com outros >personagens). >Os marxistas, coitados, ao invés de corrigirem os >equívocos do Marx, retirando da estória a moral,que >não é para ela chamada P:R:( A Moral, não é só um conceito, que o Homem ou a Humanidade como queira; toma como seu, e transporta com ele ou ela, nos seus actos, se assim não fosse a História não existia. O homem viveria como qualquer mamífero porque os problemas põem-se-se também neste patamar da Moral a moral / consciência é uma característica Humana, por tal conta e muito, embora vossa eminência não queira ou não goste, ela a Moral/Consciência, esta e estará l na História porque é parte da vida, queira ou não! ) (porque moral por moral, o >conto do vigário de que o mexilhão é alvo é muito >menos imoral do que a coerção das grilhetas ou da >servidão a que foi sujeito em tempos idos), P: ( só nos tempos idos??????)deixando >somente os factos, já de si elucidativos, não senhor, >agarram-se aos equívocos como lapa à rocha, e daí não >desgrudam. É daí que provém o negacionismo de que o >lucro, a mais-valia ou o tempo de trabalho apropriado >não provém da troca - isto é, da circulação - mas da >produção. >É que no mundo da troca de mercadorias não há apenas >um tipo de intervenientes - os compradores de tempo do >mexilhão - entre os quais as mercadorias se trocam em >torno do seu valor; há também o mexilhão, com o qual a >troca não é equitativa. Por isso, nesta estória, quem >se lixa é o mexilhão! >Por não saber deslindar a estória, não era necessário >vir com essa do ovo e da galinha, meu filho. É que >quem os fez foi o galo! R: ( assim, e você messe assisti? Eminência.....) NB: Para acabar estou a ficar sem tempo para perder tempo com vossa eminência parda ! [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
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| O clima é coisa complicada e as rezas já não são o que eram, meu filho | Bento XXI | 11/05/06 19:32:16 |