| Subject: Re: Seminário Tandem Learning |
Author: Silvana
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Date Posted: 04:23:52 01/21/03 Tue
In reply to:
Junia Braga
's message, "Sminário Tandem Learning" on 09:20:21 01/15/03 Wed
Júnia,
Parabéns pelo seu profissionalismo!
Segundo o texto de Schwienhorst (1998), há erros na concepção de autonomia do aprendiz. Quando se fala em autonomia do aprendiz, logo vem em mente a auto-instrução, que não deixa de desenvolver um grau de autonomia grande, mas apresenta resultados não muito promissores. Outro erro é pensar que o aprendiz só é autônomo quando não precisa mais do professor. O professor possui um papel de desenvolver a autonomia do aprendiz, mas ele não é o único responsável por isso. O aprendiz precisa estar motivado para que isso aconteça.
Segundo Little, autonomia é uma capacidade de reflexão crítica, tomada de decisões e ações independentes. Esta capacidade se dá tanto na maneira que o aprendiz aprende como na maneira como ele transfere o que foi aprendido.
Schwienhorst apresenta a teoria do construto pessoal de Kelly e dela podemos tirar pontos importantes:
Quanto menor for o ajuste de visão do mundo do aprendiz em seu construto pessoal, mais fácil fica a aprendizagem;
A chave para o sucesso em aprender uma Segunda língua está no aumento da consciência do processo de aprendizagem;
Indivíduos devem ser capazes de construir o seu próprio espaço de aprendizagem de acordo com seus objetivos e preenchê-los com materiais significativos.
O autor, com o objetivo de explorar os conceitos de autonomia do aprendiz também dá enfoque na abordagem de Vygotsky a qual enfatiza que a interação social e colaboração são essenciais para o processo de aprendizagem. Isto envolve o uso de ambientes alternativos onde estudantes possam colaborar e interagir em pares ou em grupo onde o professor não é o centro das atenções.
Com relação ao “tandem learning”, acho uma forma de aprendizagem extremamente atraente e motivante onde o trabalho colaborativo e a negociação entre os participantes devem estar sempre presentes. O mais importante é que ambos participantes devem estar dispostos a doar e também receber sem um tirar mais vantagens que o outro. Portanto, seus objetivos devem ser bem definidos. Voller e Benson dividem a mesma opinião em relação ao construto de autonomia onde o trabalho colaborativo e negociação são aspectos importantes para que esta autonomia ocorra. “Tandem learning” pode parecer uma comunicação amigável e trivial, mas requer engajamento, envolvimento e disciplina para se tornar um instrumento efetivo no processo de aprendizagem. Podemos citar vários benefícios que a aprendizagem em regime de tandem pode trazer para o aprendiz como o aumento da motivação, contato com a língua alvo, com a cultura do país de língua alvo e principalmente, o aprendiz se torna mais autônomo e consequentemente mais responsável pelo seu processo de aprendizagem. Healey, Voller e Benson, em seus conceitos de autonomia, mencionam que o aprendiz precisa se responsabilizar pelo seu processo de aprendizagem. Com base em todas as leituras, podemos concluir que “tandem learning” é um instrumento proporcionador de autonomia.
Um abraço,
Silvana
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