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Subject: Sminário Tandem Learning


Author:
Junia Braga
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Date Posted: 09:20:21 01/15/03 Wed

Seminário ‘Tandem Learning’
Junia de Carvalho Fidelis Braga

A aprendizagem em Tandem envolve a participação de duas pessoas com línguas nativas diferentes trabalhando em pares a fim de conhecer o parceiro e sua cultura, ajudar um ao outro a aprimorar suas habilidades lingüísticas e trocar informações adicionais.

“A palavra “tandem” e´ usada em referencia a bicicleta de dois assentos. Com esta imagem, podemos dizer que a expressão “ aprendizagem em regime de Tandem” sugere a cooperação entre dois aprendizes que estarão trabalhando conjuntamente em busca do objetivo de aprendizagem de uma língua estrangeira, tal como dois ciclistas colocando uma ´´única bicicleta em movimento.” (Souza, 2001)

Schwienhorst (1998) lembra-nos que, inicialmente, a aprendizagem em Tandem envolvia encontros presenciais entre dois aprendizes de línguas maternas diferentes que estudavam a língua um do outro. Esses encontros contavam com o suporte de um quadro de sessões que incluía tarefas colaborativas e atividades pedagógicas.
Em 1994, esse sistema foi transferido para o ambiente virtual quando a Universidade de Rhode Island, nos Estados Unidos, e a Universidade de Bochum, na Alemanha, em parceria, elaboraram um projeto que deu início a uma série de projetos bilíngües similares. A grande adesão de participantes e grupos de novas línguas e os resultados da pesquisa empírica levaram os precursores dessa nova modalidade de aprendizagem, David Little e
Helmut Brammerts, a redefinir os princípios fundamentais da aprendizagem em Tandem
(Little e Brammerts,1996:17).
A aprendizagem em Tandem, conforme seus precursores, é autônoma e não tem o objetivo de substituir cursos de línguas. Ao contrário, essa aprendizagem muitas vezes é promovida por cursos de línguas e pode até mesmo complementá-los. Uma das características dessa aprendizagem se dá por meio da comunicação na língua estrangeira e sua eficácia dependerá das estratégias de comunicação e técnicas de aprendizagem utilizadas pelo aprendiz.
Little e Brammerts (1996:11) advogam que os projetos em Tandem se fundamentam em três princípios: o primeiro, da reciprocidade , considera que a aprendizagem se baseia na dependência recíproca e suporte mútuo de ambos os parceiros. O segundo princípio, do bilingüismo, está diretamente relacionado com o da reciprocidade. Todos os participantes de Tandem são especialistas em sua própria língua e cultura e são capazes de oferecer grandes contribuições para seus parceiros. O terceiro é o princípio da autonomia, em que cada parceiro responsabiliza-se pela própria aprendizagem e decide por si mesmo o que, como e quando aprender.

Little, (1991) citado por Schwienhorst (1998), defende que:
A autonomia é a capacidade de distanciamento, reflexão crítica, tomada de decisão e ação independente. Ela pressupõe que o aprendiz desenvolva determinado tipo de relação psicológica para o processo e conteúdo de sua aprendizagem. A capacidade para autonomia será demonstrada na maneira com que o aprendiz aprende e na maneira com que ele transfere o que foi aprendido para contextos mais abrangentes.

A aprendizagem em Tandem via Internet pode apresentar tanto benefícios quanto dificuldades. Dentre os benefícios, poderíamos citar, primeiramente, que o fato do parceiro ser nativo da língua-alvo faz com que ele tenha um grande conhecimento de sua língua bem como de sua cultura. Um outro benefício relevante para a aprendizagem de línguas é a oportunidade de comunicação sobre tópicos de interesse mútuo, evitando-se, assim, a artificialidade que muitas vezes caracteriza a comunicação em sala de aula. Além dos benefícios acima citados, é importante ressaltar que os parceiros podem fazer uso de sua língua materna na tentativa de esclarecer problemas e superar dificuldades, bem como de se realizarem correções, quando solicitadas (Little e Brammerts, 1996:29).
Entre os possíveis obstáculos, gostaríamos de ressaltar que o processo de aprendizagem pode ser dificultado caso um dos parceiros ao deparar com suas limitações, atenha-se mais aos seus objetivos pessoais de aprendizagem do que aos objetivos colaborativos. Little e Brammerts ( 1996:29) enfatizam que a qualidade da aprendizagem individual será sempre determinada pela qualidade da colaboração em que se sustenta
Muitos são os benefícios pedagógicos capazes de assegurar a integração da aprendizagem em Tandem, via “e-mail”. Entre eles podemos citar: a comunicação real, a flexibilidade do ambiente de “e-mail” e as oportunidades que este oferece ao aprendiz de determinar suas próprias necessidades de língua, por meio das interações, promovendo-se, assim, o desenvolvimento da autonomia.
No que concerne a aprendizagem em Tandem via email, Bae-Son e ONeill (1999:72) consideram o e-mail a ferramenta de comunicação eletrônica mais popular e enfatizam que ele funciona como um canal de comunicação que acelera a correspondência entre pen pals , podendo ser considerado como um meio de trocas culturais. Entretanto, a necessidade de execução de uma tarefa é vista pelos referidos pesquisadores como fator primordial para que a comunicação significativa via e-mail ocorra entre aprendizes de línguas estrangeiras. Os autores defendem essa forma de comunicação, e Tillyer (1998) na discussão de TESLCA-Lsustenta esse argumento quando enfatiza que a colaboração de alunos via e-mail é bem sucedida se os alunos têm um objetivo. Se o propósito é um simples bate- papo, a comunicação será quebrada logo que um lado tenha algo mais importante para fazer.

Vale ressaltar a importância da escrita, utilizada em nosso projeto via correspondência eletrônica. Pesquisadores como Little (1997) e Olson (1994) , citados por Schwienhorst (1998) defendem que o processo da escrita auxilia os aprendizes não só no desenvolvimento da habilidade de escrita e de sua proficiência lingüística oral, bem como na consciência de aprendizagem, podendo proporcionar insights analíticos da forma de construção da língua.

Recursos:
http://www.shef.ac.uk/mirrors/tandem/email/help/helpeng01.html#questions
http://www.tcd.ie/CLCS/assistants/kschwien/Publications/ECReportprint.html
• Texto complementar:
http://www.tcd.ie/CLCS/assistants/kschwien/Publications/CALLMOOtalk.htm




Tarefas:
Sugestões iniciais:
• Relacione os princípios da aprendizagem colaborativa em regime de Tandem com o construto da autonomia discutido nos textos das semanas 1,2 e 7 de nosso curso.
• Comente sobre os pontos que você considera mais relevantes para a aprendizagem em Tandem do texto Language Learning in Tandem via the Internet- Help and Tips.


Referencias Bibliograficas :

LITTLE, David. Learner Autonomy 1: Definitions, Issues, and Problems. Dublin: Authentik. 1991.

LITTLE, David & BRAMMERTS, Helmut. A Guide to Language Learning in Tandem via the Internet. Dublin: Trinity College, Centre for Language and Communication Studies,1996.

OLSON D. R. The World on Paper. Cambridge: Cambridge University Press,1994 apud SCHWIENHORST, K. Matching pedagogy and technology- Tandem learning and learner autonomy in online virtual language environments. In: R. Soetaert, E. De Man, G. Van Belle (Eds.). Language Teaching On-Line. Ghent: University of Ghent. 1998. p115-127
Disponível:http://www.tcd.ie/CLCS/assistants/kschwien/Publications/ECReportprint.htm. Acessado em 30 de set. 2002.

SCHWIENHORST, K. Matching pedagogy and technology- Tandem learning and learner autonomy in online virtual language environments. In: R. Soetaert, E. De Man, G. Van Belle (Eds.). Language Teaching On-Line. Ghent: University of Ghent. 1998. p115-127
Disponível:http://www.tcd.ie/CLCS/assistants/kschwien/Publications/ECReportprint.htm. Acessado em 30 de set.2002.

SON, J.-B., & O'NEILL, S. Collaborative e-mail exchange: A pilot study of peer editing. Multimedia-Assisted Language Learning, 2 (2), 1999. 69-87. Disponível em:
http://www.usq.edu.au/opacs/cllt/sonjb/papers/mall99.htm

SOUZA, Ricardo. 2001. http://www.glen.hlc.unimelb.edu.au/glen/tandem/index.html acessado em 06/01/2003.

TESLCA-L, David Tillyer, 5 Oct. 1998.Disponível em: http://www.usq.edu.au/opacs/cllt/sonjb/papers/mall99.htm. Acessado em 20 de ago.2002.

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Replies:
[> Subject: Re: Seminário Tandem Learning


Author:
Elias Cesar
[ Edit | View ]

Date Posted: 11:53:32 01/19/03 Sun

Seminário ‘Tandem Learning’.

•Comente sobre os pontos que você considera mais relevantes para a aprendizagem em Tandem do texto Language Learning in Tandem via the Internet- Help and Tips.

Aqui vai alguns destaques que considero importantes dentro do texto "Matching pedagogy and technology- Tandem learning and learner autonomy in online virtual language environments":

O ponto de vista de George Kelly sobre a importância do ambiente onde acontece a aprendizagem e da consciência do processo de aprendizagem que cada um deve ter. Realmente é necessário que o aprendiz tenha e saiba criar seu próprio espaço para aprender.

Vigotsky defende a importância da relação social para o desenvolvimento mental e também para a aprendizagem. A aprendizagem é um processo interativo e social e as experiências que mais marcam as nossas memórias sao aquelas onde existem a participação de pessoas - amigos, parentes, colegas, professores, etc. A colaboração e a interação social são essencias.

Sobre a aprendizagem TANDEM, ela vai além dos metódos tradicionais em sala de aula pois nela existe um trabalho em parceria com o outro, buscando no outro a competência linguística da target language, pois esse é nativo.

Existem três principios na aprendizagem TANDEM: Reciprocidade, bilingualism e learner autonomy. Há troca de conhecimento entre os parceiros, apoio mútuo para que ambos sejam beneficiados - compromisso e responsabilidade são essenciais para que nenhum seja prejudicado. Balanço e equilíbrio no uso de L1 e L2 nas mensagens. A autonomia também está incluida e é um dos princípios, apesar de ser um trabalho em parceria, o aprendiz é responsável pelo seu processo de aprendizagem, objetivos e métodos para obtê-lo.

Abraços,

Elias Cesar de Oliveira

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[> [> Subject: Re: Seminário Tandem Learning


Author:
Junia Braga
[ Edit | View ]

Date Posted: 17:48:10 01/20/03 Mon

Seminário ‘Tandem Learning’.
>
>>Vigotsky defende a importância da relação social para
>o desenvolvimento mental e também para a aprendizagem.
>A aprendizagem é um processo interativo e social e as
>experiências que mais marcam as nossas memórias sao
>aquelas onde existem a participação de pessoas -
>amigos, parentes, colegas, professores, etc. A
>colaboração e a interação social são essencias.
>Elias,
A importancia da relaçao social para o desenvolvimento mental e para a aprendizagem foi muito bem lembrada, como a Claudia mesmo comentou, e os pontos que ressalta de que a aprendizagem é um processo interativo fundamentam diversos contextos de aprendizagem, principalmente os contextos colaborativos como é o caso da aprendizagem em Tandem.
Agradecemos sua contribuiçao e e aguardamos mais ...

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[> [> Subject: Re: Seminário Tandem Learning


Author:
paisoliveira (Sergio)
[ Edit | View ]

Date Posted: 16:09:31 01/23/03 Thu

Elias,
Valeu a observação “Vigotsky defende a importância da relação social para o desenvolvimento mental e também para a aprendizagem. A aprendizagem é um processo interativo e social e as experiências que mais marcam as nossas memórias sao aquelas onde existem a participação de pessoas - amigos, parentes, colegas, professores, etc. A colaboração e a interação social são essencias.”

Realmente trabalhos colaborativos tipo em Tandem ou keypals resultam em textos mais autênticos e reflexivos, pois você escreve sobre suas experiências para o outro. A interação serve para reforçar a idéia lacaniana do papel do Outro como elemento constitutivo do ser. A interação em pares serve como um espelho tanto para quem escreve como para quem lê. Portanto, a interação serve como um elemento de reflexão para o desenvolvimento de estratégias cognitivas e a construção do conhecimento.
Abraços,
Paisoliveira

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[> Subject: Re: Seminário Tandem Learning


Author:
Lívia Fortes
[ Edit | View ]

Date Posted: 11:19:55 01/20/03 Mon

>
Ao relacionar os princípios do aprendizado colaborativo em regime de Tandem aos textos lidos na primeira parte desse curso, podemos perceber que, como citado no texto “Matching pedagogy and technology – Tandem learning and learner autonomy in on-line virtual language environments” (Schwienhorst, 1998) o aprendizado de línguas assume um caráter bastante autônomo quando se pode fazer uso de “Tandem learning”, uma vez que essa metodologia ou técnica (essa é uma das minhas dúvidas: como descrever esse tipo de aprendizado, ou seria “tandem” uma técnica, um meio de se ensinar e aprender?) está intrinsicamente ligada à questão da interdependência. Como o autor nos esclarece, a aprendizagem em regime “tandem” só acontece em pares, ou seja, é essencialmente colaborativa e não funciona se não houver interdependência entre as partes envolvidas. Sem a interação não se atinge a co-construção do conhecimento, o que por sua vez não promoverá um aprendizado significativo.

A aprendizagem em regime de “tandem” está calcada a três princípios: O da reciprocidade, o do bilingüalismo, e o da autonomia. O primeiro e o último estão claramente ligados à idéia de parceria, colaboração e responsabilidade mútua pelo aprendizado. Já o segundo princípio é relativo á capacidade de o aprendiz usar tanto a primeira língua quanto a língua alvo no desenvolvimento das tarefas propostas, e da capacidade e necessidade de correção entre as partes e línguas envolvidas no processo. Cabe também ressaltar aqui a questão da confiança mútua, adquirida pelo princípio do bilingualismo, já que um falante nativo é “supostamente” capaz de expressar-se e, conseqüentemente, ensinar sua L1. No entanto, esse é um ponto no qual gostaria de levantar um questionamento àqueles que participam dessa discussão: Será que um nativo é realmente capaz de ensinar, e mais ainda, corrigir e explicar o que está inapropriado na fala de seu parceiro? Como os participantes são preparados para lidar com a questão da correção, se como já sabemos, ser um falante nativo não significa saber a forma correta e nem os porquês que envolvem as questões?

A leitura desse texto foi bastante esclarecedora para mim, no entanto agora tenho muitas dúvidas (como as colocadas acima) quanto à operacionalização do ensino em regime de “tandem”. Ainda não consigo visualizar o processo, mesmo tendo compreendido os objetivos e os princípios subjacentes à metodologia. Pelo que entendi, é possível trabalhar em “tandem” através de diversos meios que não são unicamente escritos, mas me parece que a forma escrita é mais viável e accessível nos dias de hoje com o advento da Internet. Também fica claro no texto que a aprendizagem via “tandem” não deve ser o único meio usado no processo, mas que ela deve complementar um programa de ensino. Dessa forma, acredito que a habilidade escrita, um pouco negligenciada em salas de aula seguidoras da abordagem comunicativa, seja mais bem aproveitada e desenvolvida, além do aumento da consciência meta-lingüística das partes. Uma vez que a escrita é exercitada, a leitura também é, e de maneira geral acredito que a aprendizagem ou melhor, a interação em regime “tandem” tem muito a oferecer a professores e a aprendizes.

Aguardo comentários. Abraços,
Lívia.

P.S.: Júnia, seu seminário ficou muito bem organizado e o resumo está bastante claro é útil. Parabéns também pelo baby! A Maicá nos contou na quinta-feira. Tudo de bom!

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[> [> Subject: Re: Seminário Tandem Learning


Author:
Junia Braga
[ Edit | View ]

Date Posted: 18:20:53 01/20/03 Mon

Ainda não consigo visualizar o
>processo, mesmo tendo compreendido os objetivos e os
>princípios subjacentes à metodologia.
Lívia,
Estarei enviando para nosso seminário algumas interaçoes do programa de Tandem em que participei recentemente para que todos possam melhor visualizar como a Tandem Learning pode funcionar.
Pelo que
>entendi, é possível trabalhar em “tandem” através de
>diversos meios que não são unicamente escritos, mas me
>parece que a forma escrita é mais viável e accessível
>nos dias de hoje com o advento da Internet.

Sim, a aprendizagem em Tandem pode ser feita presencial ou on-line. Quando presencial, ela pode incluir a fala e a compreensão oral.A dificuldade de Tandem presencial é encontrar pares afins que estejam querendo aprender a lingua um do outro e estejam no mesmo lugar.É mais difícil de organizar um programa assim.
Também
>fica claro no texto que a aprendizagem via “tandem”
>não deve ser o único meio usado no processo, mas que
>ela deve complementar um programa de ensino.

A aprendizagem em Tandem não tem como objetivo substituir um outro tipo de aprendizagem como por exemplo um curso de inglês mas um aprendiz de lingua pode optar somente por ela.
Acho que nesse caso o aprendiz o nível de proficiência do aprendiz o permitirá tirar menor ou maior proveito nesse tipo de aprendizagem.
>. Uma vez que a escrita é
>exercitada, a leitura também é, e de maneira geral
>acredito que a aprendizagem ou melhor, a interação em
>regime “tandem” tem muito a oferecer a professores e a
>aprendizes.
Compartilho de sua opinião de que´o regime de Tandem promove a produçao da escrita e leitura de maneira bastante motivadora.

A seus comentários e contribuiçoes são essenciais para nossas discussãoes.
Abraços,
Junia
>
>

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[> Subject: Re: Seminário Tandem Learning


Author:
Marcos Racilan
[ Edit | View ]

Date Posted: 13:18:20 01/20/03 Mon

Oi pessoal,


>Tarefas:
>Sugestões iniciais:
>• Relacione os princípios da aprendizagem colaborativa
> em regime de Tandem com o construto da autonomia
>discutido nos textos das semanas 1,2 e 7 de nosso
>curso.

Eu encaro o “Tandem Language Learning” (TLL) como a institucionalização de uma relação que muitos aprendizes de língua estrangeira, que são usuários de bate-papos, listas de discussão ou possuem um ‘keypal’, sempre quiseram criar com os seus respectivos ‘pals’ mas tinham receio de serem mal entendidos e/ou abandonados. Ambos estão interessados em fazer amigos e aprender o idioma um do outro... e isso é claro para os dois.
Aprendizagem em regime Tandem e Autonomia são coisas que parecem indissolúveis na sua própria natureza. Especialmente se pensarmos na autonomia como sendo “a capacidade de tomar o controle de sua própria aprendizagem” (Benson, 2001: 47) “trabalhando junto com ... outros aprendizes em direção a um objetivo comum” (Benson, 2001: 14). O TLL proposto por Schwienhorst (1998), Brammerts e Kleppin (1999), e outros, aplica as mesmas noções de colaboração e negociação antes elaboradas por Benson (2001) e Voller (1997) nas suas reflexões sobre autonomia.
A diferença seria que, respondendo a pergunta título do artigo de Voller (Benson e Voller, 1997): “Does the teacher have a role in autonomous language learning?”, no que se refere ao TLL a resposta seria um sonoro NÃO.


>• Comente sobre os pontos que você considera mais
>relevantes para a aprendizagem em Tandem do texto
>Language Learning in Tandem via the Internet- Help
>and Tips.

Caso alguém se interesse, o site da instituição que promove a Aprendizagem em Tandem é:

http://www.slf.ruhr-uni-bochum.de/

Eu entrei lá e acho que até vou me inscrever num curso.

Citarei partes do site e comentarei logo em seguida:

“fundamentally, both languages are equally used side-by-side”

Uma coisa que achei curiosa é que você escreve parte da carta em uma língua e parte na outra. Será possível escrever a carta toda em ambas as línguas? Acho que sim. Provavelmente isso dependerá de negociação entre as partes.

“Your partner's letters are written expressively to you and are often inspired by your own questions, which makes them more interesting as far as content and language than texts out of language learning books could be. This also means that no one has prepared learning goals and exercises. You have to decide yourself what you would like to learn from your partner's letters and how you wish to proceed.”

Isso mantém a motivação alta já que tudo que você está estudando é significativo para você.


“E-mails in particular are often written too quickly and lack due care and attention. You should check your messages for minor mistakes before you send them to your partner.”

Esta dica é especialmente importante para este ambiente de aprendizagem. Além dos erros lexicais e de estrutura, temos ainda a pontuação, com a qual quase ninguém se preocupa em e-mails, e as abreviações e simplificações que fazemos pela rapidez que escrevemos.

“When you don't completely understand your partner...
Remember that your partner may not be able to understand your problem automatically as it does not pose a problem for him.
· Explain to him as best as you can where your doubts, surprise, contradiction and so on are coming from.
· Incorporate your mother tongue, as your partner understands it and wants to improve his skills in it: translating in order to avoid misunderstandigs is a useful means to bring you both forward. ”

O ponto que acho importante nesta dica é o elemento cultural que ela insere. Desde que comecei a ler sobre TLL venho me perguntando como diferenças culturais, que podem atrapalhar a comunicação, podem ser contornadas. A defesa de tese que a Vera sugeriu que nós assistíssemos fala exatamente sobre isso: “Cultural Accent”. Nossos padrões culturais, muitas vezes inconscientes, geram expectativas frente ao outro que podem não ser satisfeitas ( e provavelmente não vão ) quando o outro é um estrangeiro. Acredito que a única forma de solucionar este problema potencial seria através da construção de uma relação muito honesta e franca, pautada pela abertura para o novo, companheirismo e compreensão irrestritos.

“Correcting in tandem...
If you have unpleasant feelings connected with the term corrections, then go ahead and forget this while learning in tandem!
· Your partner will not judge you by them, as his or her corrections are only there to help you learn.
· You yourself determine what is corrected and how your partner should do this for you.
· Besides, your partner also makes mistakes and expects to receive corrections from you.”

“Each person decides for themself what, how and when they want to learn. Only the support which is specifically asked for can be expected of the tandem partner.”

Confesso que estas duas partes soaram aos meus ouvidos meio como o comercial de um produto, do tipo Organizações Tabajara: “...seus problemas acabaram, adquiram o Partner Corrector Tabajara...”
A correção formal nas escolas de que o texto fala anteriormente também tinham a intenção de ajudar o aluno. Aquela era apenas a forma como se compreendia a coisa na época. O texto neste ponto ficou meio sensacionalista na minha opinião, e opiniões formadas a partir de sensações são raramente prudentes, ponderadas, diria até acertadas!
Quanto a você determinar “what, how and when” ser corrigido...
As relações humanas não são assim lineares e organizadas; acredito que seja difícil a parceria se constituir com a cumplicidade a que a idéia de TLL se propõe se as partes ficarem cheias de não me toques... pelo menos para nós brasileiros, essa coisa de ‘amizade formal’ não cola muito!

Abraço a todos,

Marcos.

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[> [> Subject: Re: Seminário Tandem Learning


Author:
Junia Braga
[ Edit | View ]

Date Posted: 09:04:30 01/21/03 Tue

>>
>>• Comente sobre os pontos que você considera mais
>>relevantes para a aprendizagem em Tandem do texto
>>
>>“Correcting in tandem...
>If you have unpleasant feelings connected with the
>term corrections, then go ahead and forget this while
>learning in tandem!
>· Your partner will not judge you by them, as his or
>her corrections are only there to help you learn.
>· You yourself determine what is corrected and how
>your partner should do this for you.
>· Besides, your partner also makes mistakes and
>expects to receive corrections from you.”
>
>“Each person decides for themself what, how and when
>they want to learn. Only the support which is
>specifically asked for can be expected of the tandem
>partner.”
>
>Confesso que estas duas partes soaram aos meus ouvidos
>meio como o comercial de um produto, do tipo
>Organizações Tabajara: “...seus problemas acabaram,
>adquiram o Partner Corrector Tabajara...”
>A correção formal nas escolas de que o texto fala
>anteriormente também tinham a intenção de ajudar o
>aluno. Aquela era apenas a forma como se compreendia a
>coisa na época. O texto neste ponto ficou meio
>sensacionalista na minha opinião, e opiniões formadas
>a partir de sensações são raramente prudentes,
>ponderadas, diria até acertadas!
>Quanto a você determinar “what, how and when” ser
>corrigido...
>As relações humanas não são assim lineares e
>organizadas; acredito que seja difícil a parceria se
>constituir com a cumplicidade a que a idéia de TLL se
>propõe se as partes ficarem cheias de não me toques...
>pelo menos para nós brasileiros, essa coisa de
>‘amizade formal’ não cola muito!
>
Marcos,
Suas interaçoes são sempre uma alegria e você mergulha mesmo no assunto. Adorei ver seu interesse em pesquisar sobre Tandem!!!
Concordo com voce que escolher " How " ser corrigido soa estranho mas What and When faz sentido porque na modalidade de Tandem a correçao é opcional. O parceiro pede para ser corrigido ou seja a correçao deve ser feita se solicitada.Sendo assim, em um determinado ponto de sua interaçao, se você tem dúvida de algum aspécto da língua ,você pode pedir correçao daquele determinado aspécto. Algumas pessoas não gostam de ser corrigidas e eu acho que muitas pessoas questionam muito o que corrigir, como e quando. E´realmente complexo principalmente em um trabalho colaborativo feito por peers.
Abraços,
Junia

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[> [> [> Subject: Re: Seminário Tandem Learning


Author:
Marcos Racilan
[ Edit | View ]

Date Posted: 09:01:11 01/23/03 Thu

Oi,

Eu entendo a proposta... só acho que estas coisas devam ser mais naturais. A instituição o que deve fazer na minha opinião é conscientizar os alunos sobre o perfil do curso para estarem abertos a outras culturas e à diferença.

Abraço,

Marcos.

>Concordo com voce que escolher " How " ser corrigido
>soa estranho mas What and When faz sentido porque na
>modalidade de Tandem a correçao é opcional. O parceiro
>pede para ser corrigido ou seja a correçao deve ser
>feita se solicitada.Sendo assim, em um determinado
>ponto de sua interaçao, se você tem dúvida de algum
>aspécto da língua ,você pode pedir correçao daquele
>determinado aspécto. Algumas pessoas não gostam de ser
>corrigidas e eu acho que muitas pessoas questionam
>muito o que corrigir, como e quando. E´realmente
>complexo principalmente em um trabalho colaborativo
>feito por peers.

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[> [> Subject: Re: Seminário Tandem Learning


Author:
paisoliveira (Sergio)
[ Edit | View ]

Date Posted: 16:13:04 01/23/03 Thu

Marcos,
Valeu pela indicação do site.

“E-mails in particular are often written too quickly and lack due care and attention. You should check your messages for minor mistakes before you send them to your partner.”

Esta dica é especialmente importante para este ambiente de aprendizagem. Além dos erros lexicais e de estrutura, temos ainda a pontuação, com a qual quase ninguém se preocupa em e-mails, e as abreviações e simplificações que fazemos pela rapidez que escrevemos.

Ë verdade, o e-mail está criando um outra forma ou estilo de escrita que não é a tradicional, acadêmica ou informal, mas uma cheia de peculiaridades. Eu li no semestre passado em um artigo ( não lembro o nome do autor) que nos próximos anos haverá aulas de redação para fins escolares e acadêmicos e aulas de redação para e-mails. Será que é uma afirmação absurda?
Abraços,
Paisoliveira (Sergio)

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[> Subject: Re: Sminário Tandem Learning


Author:
sergio Pais oliveira
[ Edit | View ]

Date Posted: 20:53:58 01/20/03 Mon

Júnia ,
Parabéns pelo introdução do seu seminário. Ficou muito claro e deu para esclarecer mais sobre Tandem. O texto de “Help and Tips” é sensacional.
Há 3 princípios básicos para o aprendizado em Tandem de acordo com Schwienhorst: reciprocidade, bilingüismo e autonomia do aprendiz. No projeto que desenvolvo com meus alunos de penpals não há a ocorrência do bilingüismo, pois as interações são feitas numa única língua, no caso o inglês. Mas há sem dúvida os dois outros princípios; reciprocidade e autonomia. Eu fico pensando que para um projeto Tamdem e de Penpals é essencial que os alunos estejam motivados para não desistirem no meio do projeto.Há muitos pontos interessantes nesses dois tipos de interação; o fato de estar aprendendo sobre a cultura do outro é muito enriquecedor na aprendizagem de uma língua. Um outro fator é o desenvolvimento de uma postura mais autônoma por ambas as partes. Muitos alunos continuam o projeto de penpals após o término do projeto. É assim também em Tandem? Pelos artigos pude notar que Tandem exige uma maior disciplina e compromisso das partes. Você não acha que é mais adequado para universitários ? Há, por acaso, pesquisas com alunos do ensino médio? No meu projeto de penpals os alunos não são muito corrigidos pelos nativos. Há uma negociação de sentidos por ambas as partes. Raramente vejo um nativo corrigir um aluno brasileiro. Talvez a grande vantagem no aprendizado em Tandem é que ele reforça a idéia da correção gramatical, a tradução se desenvolve e o vocabulário mais específico pode ser usado diferentemente da idéia dos e-mails de penpals. Daí Tandem tem um caráter mais formal, você concorda?
Na sua experiência você acha que Tandem pode ser mais vantajoso que a troca de e-mails feita por penpals? Uma outra dúvida que ficou é como deve ser difícil achar alguém em um outro país que aprende a sua língua. Por exemplo, um dinarmaquês que aprende português e um brasileiro que aprende dinarmaquês.

Acho que falta uma maior divulgação sobre aprendizado em Tandem para que possamos usá-lo em nossas salas de aula. Como Warschauer disse “nós estamos apenas começando a caminhar na área de CALL”.

Abraços,
Sergio Pais de Oliveira

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[> [> Subject: Re: Sminário Tandem Learning


Author:
Junia Braga
[ Edit | View ]

Date Posted: 09:40:24 01/21/03 Tue

>>Sérgio,
Obrigada pela suas contribuições. Suas colocaçoes e perguntas vão esclarecer muitas dúvidas do grupo.
"Muitos alunos continuam o projeto
>de penpals após o término do projeto. É assim também
>em Tandem?"
No caso do programa que participei, 4 de 16 dos correspondentes continuaram após o término do programa.

Pelos artigos pude notar que Tandem exige
>uma maior disciplina e compromisso das partes.
Acredito que qualquer participaçao de cunho colaborativo exige disciplina e compromisso. Acho que a sua impressão de que Tandem exige mais é porque Little e Brammerts formataram um projeto e isso demonstra que os pesquisadores acreditam em Tandem como uma modalidade de interaçção que promove a aprendizagem de linguas.Acho que uma modalidade de epal formatada para uma aplicaçao instrucional pode dar a mesma impressão.
Você
>não acha que é mais adequado para universitários ? Há,
>por acaso, pesquisas com alunos do ensino médio? No
>meu projeto de penpals os alunos não são muito
>corrigidos pelos nativos.
Não conheço pesquisas de idades para Tandem mas no meu programa tive participantes acima dos 16 anos e funcionou normal.
Há uma negociação de
>sentidos por ambas as partes. Raramente vejo um nativo
>corrigir um aluno brasileiro. Talvez a grande vantagem
>no aprendizado em Tandem é que ele reforça a idéia da
>correção gramatical, a tradução se desenvolve e o
>vocabulário mais específico pode ser usado
>diferentemente da idéia dos e-mails de penpals.
A modalidade de Tandem valoriza a correçao quando ela é solicitada nas interaçoes. Entretanto, o ponto fundamental em Tandem é a negociaçao de significado.
Daí
>Tandem tem um caráter mais formal, você concorda?

Ele pode ter um caracter mais formal se for desenvolvido dentro de uma instituiçao, se tiver tarefas como optei ter no meu caso mas não necessariamente tem carater formal( O caso da Claudia é um exemplo)
>Na sua experiência você acha que Tandem pode ser mais
>vantajoso que a troca de e-mails feita por penpals?

Não. As vantagens saõ diferentes. No caso de Tandem por exemplo o fator achar alguem de outro páis como você mesmo mencionou pode ser um um fator que dificulta iniciar uma aprendizagem em Tandem.
>Uma outra dúvida que ficou é como deve ser difícil
>achar alguém em um outro país que aprende a sua
>língua. Por exemplo, um dinarmaquês que aprende
>português e um brasileiro que aprende dinarmaquês.
>
Concordo.


Abraços,
Junia
>
>

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[> [> [> Subject: Re: Sminário Tandem Learning


Author:
paisoliveira( Sergio)
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Date Posted: 16:05:06 01/23/03 Thu

Júnia,
Obrigado pelo feedback e comentários.
"Muitos alunos continuam o projeto de penpals após o término do projeto. É assim também em Tandem?"

( J) No caso do programa que participei, 4 de 16 dos correspondentes continuaram após o término do programa.
(S) Acho que no meu caso o número é de 50%, pois só participa aquele aluno que gosta de escrever e interagir. Vou levantar essa estatística com os meu alunos.


( J) Acredito que qualquer participaçao de cunho colaborativo exige disciplina e compromisso. Acho que a sua impressão de que Tandem exige mais é porque Little e Brammerts formataram um projeto e isso demonstra que os pesquisadores acreditam em Tandem como uma modalidade de interaçção que promove a aprendizagem de linguas.Acho que uma modalidade de epal formatada para uma aplicaçao instrucional pode dar a mesma impressão.

(S) Concordo com você, mas esta foi a impressão que ficou para mim. .


( J) Não conheço pesquisas de idades para Tandem mas no meu programa tive participantes acima dos 16 anos e funcionou normal.

(S) É, pode funcionar para adolescentes, depende como o programa é aplicado e conduzido.


“A modalidade de Tandem valoriza a correçao quando ela é solicitada nas interaçoes. Entretanto, o ponto fundamental em Tandem é a negociaçao de significado.
Daí,Tandem tem um caráter mais formal, você concorda?”

( J) Ele pode ter um caracter mais formal se for desenvolvido dentro de uma instituiçao, se tiver tarefas como optei ter no meu caso mas não necessariamente tem carater formal( O caso da Claudia é um exemplo)

(S) O caso da Claúdia é um típico exemplo de uma interação informal em Tandem.

”Na sua experiência você acha que Tandem pode ser mais vantajoso que a troca de e-mails feita por penpals?”

( J) Não. As vantagens saõ diferentes. No caso de Tandem por exemplo o fator achar alguem de outro páis como você mesmo mencionou pode ser um um fator que dificulta iniciar uma aprendizagem em Tandem.

(S) Ok, agora ficou claro que ambos são proveitosos, cada um com a sua vantagem e desvantagem

”Uma outra dúvida que ficou é como deve ser difícil achar alguém em um outro país que aprende a sua língua. Por exemplo, um dinarmaquês que aprende português e um brasileiro que aprende dinarmaquês.”

Concordo.
Abração,
Pais de Oliveira

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[> Subject: Re: Seminário Tandem Learning


Author:
Silvana
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Date Posted: 04:23:52 01/21/03 Tue

Júnia,
Parabéns pelo seu profissionalismo!

Segundo o texto de Schwienhorst (1998), há erros na concepção de autonomia do aprendiz. Quando se fala em autonomia do aprendiz, logo vem em mente a auto-instrução, que não deixa de desenvolver um grau de autonomia grande, mas apresenta resultados não muito promissores. Outro erro é pensar que o aprendiz só é autônomo quando não precisa mais do professor. O professor possui um papel de desenvolver a autonomia do aprendiz, mas ele não é o único responsável por isso. O aprendiz precisa estar motivado para que isso aconteça.

Segundo Little, autonomia é uma capacidade de reflexão crítica, tomada de decisões e ações independentes. Esta capacidade se dá tanto na maneira que o aprendiz aprende como na maneira como ele transfere o que foi aprendido.

Schwienhorst apresenta a teoria do construto pessoal de Kelly e dela podemos tirar pontos importantes:
 Quanto menor for o ajuste de visão do mundo do aprendiz em seu construto pessoal, mais fácil fica a aprendizagem;
 A chave para o sucesso em aprender uma Segunda língua está no aumento da consciência do processo de aprendizagem;
 Indivíduos devem ser capazes de construir o seu próprio espaço de aprendizagem de acordo com seus objetivos e preenchê-los com materiais significativos.

O autor, com o objetivo de explorar os conceitos de autonomia do aprendiz também dá enfoque na abordagem de Vygotsky a qual enfatiza que a interação social e colaboração são essenciais para o processo de aprendizagem. Isto envolve o uso de ambientes alternativos onde estudantes possam colaborar e interagir em pares ou em grupo onde o professor não é o centro das atenções.

Com relação ao “tandem learning”, acho uma forma de aprendizagem extremamente atraente e motivante onde o trabalho colaborativo e a negociação entre os participantes devem estar sempre presentes. O mais importante é que ambos participantes devem estar dispostos a doar e também receber sem um tirar mais vantagens que o outro. Portanto, seus objetivos devem ser bem definidos. Voller e Benson dividem a mesma opinião em relação ao construto de autonomia onde o trabalho colaborativo e negociação são aspectos importantes para que esta autonomia ocorra. “Tandem learning” pode parecer uma comunicação amigável e trivial, mas requer engajamento, envolvimento e disciplina para se tornar um instrumento efetivo no processo de aprendizagem. Podemos citar vários benefícios que a aprendizagem em regime de tandem pode trazer para o aprendiz como o aumento da motivação, contato com a língua alvo, com a cultura do país de língua alvo e principalmente, o aprendiz se torna mais autônomo e consequentemente mais responsável pelo seu processo de aprendizagem. Healey, Voller e Benson, em seus conceitos de autonomia, mencionam que o aprendiz precisa se responsabilizar pelo seu processo de aprendizagem. Com base em todas as leituras, podemos concluir que “tandem learning” é um instrumento proporcionador de autonomia.

Um abraço,
Silvana

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[> [> Subject: Re: Seminário Tandem Learning


Author:
Viviane Lima
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Date Posted: 14:11:37 01/25/03 Sat

Lívia e Dilso,
acompanhando o debate sobre a validade da correção por um participante não preparado para tal, entendo que a questão reside realmente no fato do aluno ter de exercer tal conhecimento ou busca do conhecimento na língua materna. Como seria essa intervenção feita pelo professor? Em alguns momentos o aluno provavelmente acha que pode solucionar a dúvida do outro e nem mesmo comunica ao professor que a dúvida ocorreu. Confesso que essa questão me incomodou mas analisando-a friamente vejo que a idéia que está subjacente é a de que a correção deve sempre ocorrer. Como sabemos, mesmo que ela ocorra, não há garantias de que o "erro" não ocorra novamente. Portanto, se os três príncipios do "Tandem Learning" forem garantidos (reciprocidade, bilingualismo e autonomia), acredito que a correção ou não correção ou ainda a correção errada acontecer e o processo continuar provavelmente não deve haver maiores perdas.
Viviane

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[> Subject: Re: Seminário Tandem Learning


Author:
Dilso Almeida
[ Edit | View ]

Date Posted: 03:49:04 01/22/03 Wed

Ao ler o texto “Matching pedagogy and technology – Tandem learning and learner autonomy in on-line virtual language environments” (Schwienhorst, 1998), pude perceber claramente que a aprendizagem em regime de tandem assume uma das expressões mais fortes do desenvolvimento da autonomia do aprendiz, porque a autonomia é um dos princípios básicos dessa modalidade de aprendizagem. Se não houver autonomia, o projeto simplesmente não segue adiante. Isto não quer dizer, no entanto, que os aprendizes devem ser abandonados à própria sorte, como bem atestam os exemplos de projetos citados por Schwienhorst.
Outro princípio, o da reciprocidade, contempla a colaboração, explorando as possibilidades das interações sociais como forma de promoção da aprendizagem. Com relação ao terceiro princípio, o do bilingualismo, faço par com a Lívia nas dúvidas sobre a capacidade de um nativo de qualquer língua, sem formação específica, “ensinar” seu idioma, fazer correções e orientar quanto à maneira mais apropriada de expressão. Por isso, penso que a aprendizagem em tandem é um recurso de inestimável valor que pode ser colocado a serviço da aprendizagem, mas que, em situação de instrução formal, deve ser utilizado em complementação a outros tipos de atividade, com acompanhamento do professor. No entanto, em situação de instrução formal, haverá que se estabelecer o limite de interferência do professor, sob pena de se perder um dos pilares de sustentação – a autonomia.
O texto foi muito esclarecedor a respeito dessa modalidade de aprendizagem, sobre a qual eu – e acredito que outros colegas também – sabia pouco ou quase nada. Com relação à falta de divulgação a que o Sérgio se referiu, acredito que seja mesmo por desconhecimento dessa possibilidade. Isto, pelo menos neste grupo, está sendo minimizado através desse brilhante seminário com a qual a Júnia nos está brindando. Parabéns.
Abraço a todos.
Dilso

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[> [> Subject: Re: Seminário Tandem Learning


Author:
Lívia Fortes
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Date Posted: 09:57:16 01/22/03 Wed

>Outro princípio, o da reciprocidade, contempla a
>colaboração, explorando as possibilidades das
>interações sociais como forma de promoção da
>aprendizagem. Com relação ao terceiro princípio, o do
>bilingualismo, faço par com a Lívia nas dúvidas sobre
>a capacidade de um nativo de qualquer língua, sem
>formação específica, “ensinar” seu idioma, fazer
>correções e orientar quanto à maneira mais apropriada
>de expressão. Por isso, penso que a aprendizagem em
>tandem é um recurso de inestimável valor que pode ser
>colocado a serviço da aprendizagem, mas que, em
>situação de instrução formal, deve ser utilizado em
>complementação a outros tipos de atividade, com
>acompanhamento do professor. No entanto, em situação
>de instrução formal, haverá que se estabelecer o
>limite de interferência do professor, sob pena de se
>perder um dos pilares de sustentação – a autonomia.

Dilso,
Estive pensando que a aprendizagem em Tandem pode também promover a autonomia quando um dos participantes, ao ter que corrigir seu parceiro sem ter o domíno da instrução formal, corra atrás do conhecimento necessário para que se possa esclarecer pontos que necessitem de ajuste. Dessa forma, a questão compartilhada por nós com respeito à capacidade de um falante sem instrução formal de corrigir seu parceiro encontra uma saída bastante coerente com a proposta de aprendizado por Tandem. Cabe ao professor orientar os participantes nesse sentido. O que você acha?
Abração,
Lívia.

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[> [> [> Subject: Re: Seminário Tandem Learning


Author:
Dilso Almeida
[ Edit | View ]

Date Posted: 16:22:31 01/22/03 Wed

>Dilso,
>Estive pensando que a aprendizagem em Tandem pode
>também promover a autonomia quando um dos
>participantes, ao ter que corrigir seu parceiro sem
>ter o domíno da instrução formal, corra atrás do
>conhecimento necessário para que se possa esclarecer
>pontos que necessitem de ajuste. Dessa forma, a
>questão compartilhada por nós com respeito à
>capacidade de um falante sem instrução formal de
>corrigir seu parceiro encontra uma saída bastante
>coerente com a proposta de aprendizado por Tandem.
>Cabe ao professor orientar os participantes nesse
>sentido. O que você acha?
>Abração,
>Lívia.


Lívia,
Realmente, ao buscar informações sobre algum aspecto da língua materna para poder explicar para seu par, o indivíduo pode estar exercendo a autonomia. Mas como, em princípio, a preocupação do TLL é com a aprendizagem de uma língua estrangeira, será que essa autonomia, exercitada em L1, pode ser transferida para a aprendizagem da L2? Talvez seja este um daqueles momentos em que o professor pode fazer notar a sua existência, através de um acompanhamento efetivo e, quem sabe, uma orientação oportuna. O que vc acha?
Abraços
Dilso

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[> Subject: Re: Sminário Tandem Learning


Author:
Sheila Ávila
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Date Posted: 04:10:34 01/22/03 Wed

>

>
>Tarefas:
>Sugestões iniciais:
>• Relacione os princípios da aprendizagem colaborativa
> em regime de Tandem com o construto da autonomia
>discutido nos textos das semanas 1,2 e 7 de nosso
>curso.
>• Comente sobre os pontos que você considera mais
>relevantes para a aprendizagem em Tandem do texto
>Language Learning in Tandem via the Internet- Help
>and Tips.
>
>A aprendizagem colaborativa tendo como meio o regime Tandem muito se relaciona com a construção e/ou desenvolvimento da autonomia do aprendiz. Diria que, trata-se de uma maneira alternativa para tal. Conforme discutido nos textos das semanas 1,2 e 7, vimos que também no regime Tandem o aprendiz constrói e direciona seu próprio saber, considerando sua individualidade, necessidades e interesses, logo há uma maior motivação. Ele se conscientiza do processo de aquisição da língua, podendo, assim tornar o seu aprendizado mais eficiente e significativo.

Importante citar que além de promover proficiência escrita, o regime Tandem também pode ajudar na sua acuração bem como na aquisição da língua como um pacote cultural. O aprendiz tem a vantagem de receber uma amostragem de língua ativa e atual, já que a aprimora em contexto real.

Outro ponto a ser ressaltado é que através da colaboração via computador o aluno tem a chance de interagir e se aprimorar num ambiente prazeroso e ao mesmo tempo desafiador, visto que interagirá com outro que também têm o intuito de melhorar seu desempenho lingüístico e será o maior responsável pelo seu sucesso, ainda que monitorado. O aluno deverá, ainda, respeitar os três princípios fundamentais do regime do qual participa: reciprocidade, bilingualismo e autonomia. Cabe, portanto, aos alunos envolvidos no processo ter comprometimento com a atividade a que se propuseram a fim de conseguir bons resultados.

Como a consciência da autonomia por educadores e aprendizes, o regime Tandem é algo em desenvolvimento, passando pela necessidade de conscientização e até valorização, podendo por assim dizer, ser ou não compreendido pelo seu objetivo principal, dependendo disto o sucesso ou fracasso daquilo a que se propõe.

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[> Subject: Re: Sminário Tandem Learning


Author:
Silvana
[ Edit | View ]

Date Posted: 04:17:29 01/22/03 Wed

Júnia e colegas,

Na minha opinião, os pontos mais relevantes do texto “Language learning in tandem via the Internet – Help and Tips” são:

1) Em uma parceria tandem aprender um com o outro é prioridade. Portanto, ambas as línguas devem ser usadas igualmente;
2) O aprendiz é responsável pela sua aprendizagem e seu parceiro dá suporte em seu processo de aprendizagem;
3) É importante que o aprendiz escreva metade de sua mensagem em sua língua nativa. Ambos querem aprender e dessa forma um pode tomar o outro como modelo. Adicionalmente, o nível de comunicação se torna mais alto e consequentemente mais interessante para ambos ;
4) Na aprendizagem em regime de tandem o aprendiz pode aprender a língua nativa de seu parceiro, pode aprender mais sobre seu parceiro e sua cultura e trocar conhecimentos e experiências;
5) Para trabalhar em regime de tandem, dois princípios devem ser levados em consideração: princípio da reciprocidade, ou seja, o sucesso da aprendizagem é baseado na dependência recíproca e suporte mútuo de ambos aprendizes. Por isso, é essencial que haja a colaboração de ambos e que a contribuição seja na mesma proporção para que ambos possam tirar proveito dela. O segundo princípio é o da autonomia onde cada aprendiz é responsável pela sua própria aprendizagem e cabe ao seu parceiro dar apoio no que for preciso;
6) Aprendizagem em regime de tandem possui várias vantagens como contato com informação e materiais autênticos, questões afetivas são bem resolvidas uma vez que ambos estão no mesmo barco e aprendizes são mais autônomos e independentes;
7) Os objetivos de aprendizagem que se devem alcançar com seu parceiro de tandem são: expansão de vocabulário em áreas específicas, aprender a traduzir melhor, enriquecimento a partir do conhecimento do parceiro, etc.;
8) É muito importante que se mantenha um bom relacionamento com seu parceiro e para isso é necessário mantê-lo sempre informado, responder sempre suas perguntas e dúvidas e pedir a ele informações necessárias;
9) Em “tandem learning”, cooperação e negociação são essenciais;
10) Aprendizes podem aprender com seus erros. Neste caso eles decidem quando serem corrigidos;
11) É extremamente importante que o aprendiz tenha uma visão crítica das informações recebidas por seus parceiros, pois nem tudo pode ser ou estar correto.

Um grande abraço,
Silvana

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[> Subject: Re: Sminário Tandem Learning


Author:
Adriana Sales
[ Edit | View ]

Date Posted: 13:50:54 01/22/03 Wed

OBS.: Meu nome é Carlos Eduardo, sou marido da Adriana. A tempestade de raios que caiu na madrugada de terça feira danificou o modem do nosso computador pessoal, razão pela qual a Adriana está temporariamente sem conseguir acessar este forum. A pedido dela estou colocando os seus comentários abaixo a respeito do Seminário Tandem Learning. Obrigado.

------------

Inicialmente eu gostaria de dizer que o texto desta semana traz mais uma novidade para mim. A aprendizagem em Tandem é uma destas novidades que eu não conhecia e que nem sequer havia parada para pensar se era possível.
A meu ver, o grande ponto positivo em Tandem é a motivação. O fato dos aprendizes já terem domínio da língua materna e usam isto como uma forma de troca para aprenderem outro idioma é fantástico! Principalmente no que diz respeito a cooperação e feedback.
Achei importante a citação de Little e Brammerts (1996:11) onde estes apontam os 3 princípios em que os projetos em Tandem se fundamentam: reciprocidade, bilingüísmo e autonomia. O princípio de reciprocidade considera a parceria entre os aprendizes fundamental. E para se alcançar o sucesso e dessa parceria os aprendizes devem ter compromisso e honestidade com relação ao aprendizado. O segundo princípio, o bilingüísmo, está diretamente relacionado à reciprocidade. Partindo do pressuposto de que possuem domínio da língua materna, a troca de informações se tornará mais rica e valiosa. O terceiro princípio, da autonomia, sintetiza a base de todo aprendiz autônomo: a responsabilidade pelo próprio conhecimento.
Me fez lembrar a tabela 24-1 do texto de Healey (semana 7). A aprendizagem em Tandem está dentro das possibilidades oferecidas por Healey no quadro D. As possibilidades deste quadro oferece ao aprendiz total controle do processo de aprendizagem.
A aprendizagem em Tandem é uma ótima ferramenta de aprendizagem e ainda possibilita a autonomia entre os aprendizes. E como Júnia comentou, não tem o objetivo de substituir os cursos de línguas mas sim promovê-los e complementá-los.

O segundo texto sobre aprendizagem em Tandem (help and tips) esclarece muitos pontos. Por exemplo, a aprendizagem em Tandem não requer essencialmente aprendizes com alto grau de conhecimento da língua que estarão aprendendo. Se o aprendiz já tiver um bom conhecimento da língua, este é capaz de compreender o que o outro aprendiz fala (face to face Tandem). Caso contrário, se o aprendiz é um principiante na língua, o melhor meio de aprendizagem é através da escrita, troca de e-mails, por exemplo (written Tandem).
É importante também lembrar que o seu parceiro em Tandem possui limitações. Ele não é detentor de todo conhecimento. Pode cometer erros como qualquer pessoa.
O parceiro ideal em Tandem ocorre quando surge a simpatia mútua, o comprometimento e o trabalho cooperativo. Nada impede também que se tenha mais de um parceiro ao mesmo tempo.
Finalizando, outro ponto relevante é não ter receio de usar a língua materna em Tandem. Ao se expressar em sua língua materna o aprendiz estará dando ao seu parceiro exemplos reais do uso da língua. Ele se expressa melhor em sua língua materna do que na língua estrangeira. Isto dá a oportunidade de dizer o que pensa. Assim, o nível de comunicação entre os parceiros melhora muito e vai se tornando cada vez mais interessante.

Júnia, você que está mais familiarizada com a aprendizagem em Tandem, eu gostaria de lhe fazer uma pergunta. Existe algum projeto envolvendo o português e o inglês ou espanhol?

Abraços à todos,

Adriana Sales

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[> [> Subject: Re: Sminário Tandem Learning


Author:
Regina Brito
[ Edit | View ]

Date Posted: 09:37:40 01/25/03 Sat

>>...>O segundo texto sobre aprendizagem em Tandem (help and
>tips) esclarece muitos pontos. Por exemplo, a
>aprendizagem em Tandem não requer essencialmente
>aprendizes com alto grau de conhecimento da língua que
>estarão aprendendo. Se o aprendiz já tiver um bom
>conhecimento da língua, este é capaz de compreender o
>que o outro aprendiz fala (face to face Tandem). Caso
>contrário, se o aprendiz é um principiante na língua,
>o melhor meio de aprendizagem é através da escrita,
>troca de e-mails, por exemplo (written Tandem).
>É importante também lembrar que o seu parceiro em
>Tandem possui limitações. Ele não é detentor de todo
>conhecimento. Pode cometer erros como qualquer pessoa.
>O parceiro ideal em Tandem ocorre quando surge a
>simpatia mútua, o comprometimento e o trabalho
>cooperativo. Nada impede também que se tenha mais de
>um parceiro ao mesmo tempo.
>Finalizando, outro ponto relevante é não ter receio de
>usar a língua materna em Tandem. Ao se expressar em
>sua língua materna o aprendiz estará dando ao seu
>parceiro exemplos reais do uso da língua. Ele se
>expressa melhor em sua língua materna do que na língua
>estrangeira. Isto dá a oportunidade de dizer o que
>pensa. Assim, o nível de comunicação entre os
>parceiros melhora muito e vai se tornando cada vez
>mais interessante.
>
Concordo plenamente. Isso é que é o grande diferencial do Tandem: aprendizagem através do uso real da língua. Uma gíria, uma expressão do momento, coisas como estas, e que nem sempre estão nos dicionários, são como grandes descobertas para quem está aprendendo uma outra língua. Outro ponto interessante é que cada um dessa forma sente que tem algo a contribuir para o outro e isso também é um fator motivador do processo. O fato de não se estar obrigatoriamente no mesmo nível de conhecimento da língua e nem tampouco em um nível mais elevado não parece atrapalhar o processo. A simpatia que surge entre os participantes, faz com que eles não se sintam inibidos e possam aprender com seus próprios “erros”.

E, antes que eu me esqueça, faço minha também a sua pergunta à Júnia.

Um abraço Adriana.
Regina.

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[> [> Subject: Re: Sminário Tandem Learning


Author:
Viviane Lima
[ Edit | View ]

Date Posted: 14:20:08 01/25/03 Sat

Adriana,
achei muito pertinente a sua observação "A meu ver, o grande ponto positivo em Tandem é a motivação". Todos sabemos que a possibilidade do uso da língua materna faz com que vários alunos ousem mais na língua estrangeira. Como nesse caso há um objetivo real para o uso tanto da língua materna como da estrangeira, acredito que ele realmente se sintam mais motivados.
Viviane

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[> Subject: Re: Seminário Tandem Learning


Author:
Dilso Almeida
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Date Posted: 03:27:23 01/23/03 Thu

Achei brilhante a colocação do Marcos Racilan de que o “Tandem Language Learning” (TLL) seria a “institucionalização de uma relação que muitos aprendizes de língua estrangeira, que são usuários de bate-papos, listas de discussão ou possuem um ‘keypal’, sempre quiseram criar com os seus respectivos ‘pals’ ”. Realmente, muitas pessoas embarcam nesse tipo de empreendimento de maneira autônoma (sozinhos, sem orientação) com o propósito de aprender uma língua estrangeira e saber sobre sua cultura. No entanto, quando institucionalizado, ou seja, planejado, organizado e coordenado, acredito que haja, ainda, um papel para o professor nessa modalidade. E esse papel me parece preponderante no início do projeto, em que serão apresentados os princípios do TLL e até “técnicas” para se obter melhores resultados, como bem exemplificado na página “Help and Tips”.
Um abraço a todos,
Dilso

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[> Subject: Re: Sminário Tandem Learning


Author:
Adriana Sales
[ Edit | View ]

Date Posted: 14:17:12 01/24/03 Fri

Olá pessoal!!!

Assim como a experiência da Silvana eu também tive a chance de conhecer uma mexicana no período que estive nos Estados Unidos. A mexicana tinha interesse na língua portuguesa e também na nossa cultura. Eu, já havia estudado dois semestres de espanhol na Letras. Eu conheci esta mexicana em um curso de línguas, durante os intervalos ou nos passeios que fizemos juntas procurávamos nos comunicar em português e em espanhol. Ela tinha interesse na nossa língua porque tinha um programa de rádio sobre esportes, voltado para a comunidade hispana. Estive algumas vezes na estação de rádio e pude perceber que realmente se falava muito nos esportes do Brasil. Daí o interesse de Lilia!! Às vezes ela queria informações sobre determinado assunto e só encontrava em português. O meu interesse no espanhol aumentou devido ao fato de eu morar próxima à uma comunidade hispana e trabalhar como recepcionista. Isto me exige ter um pouquinho de conhecimento do espanhol, já que em Nova York existem comunidades hispanas para todo lado. E na maioria dos mercados, e lojas os vendedores não falavam bem o inglês. Me virava então no espanhol. Eu ajuda Lilia a ler os textos e a aprender a pronúncia, por outro lado ela me ensinava as frases básicas para eu poder me comunicar. Não tinha este objetivo ao chegar nos Estados Unidos, mas foi uma forma interessante de aprender sobre a cultura mexicana entre outros aspectos. Achei essa experiência muito enriquecedora, apesar de não ter me aprofundado porque minha intenção nos Estados Unidos era aprender o inglês.
A Lívia levantou uma dúvida sobre o fato do nativo ser realmente capaz de ensinar e corrigir. Acredito que a resposta é sim dentro dos limites de prática da língua. Na minha experiência, toda vez que eu falava algo errado em espanhol, minha amiga me corrigia ou me sugeria uma palavra. Neste sentido acredito que o parceiro em Tandem seja de grande valia!! No que diz respeito à aprendizagem formal, como gramática por exemplo, acho que tem haver com o que a Júnia mencionou: a aprendizagem em Tandem não substitui os cursos de línguas é uma complementação.
Abraços à todos e parabéns pelo ótimo trabalho!!!

Adriana Sales

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[> Subject: Re: Sminário Tandem Learning


Author:
Regina Brito
[ Edit | View ]

Date Posted: 08:30:23 01/25/03 Sat

>
>Assim como nós vimos nos textos anteriores, a autonomia é algo de muito importante para o aprendizado. E isso não poderia ser diferente no caso da aprendizagem em Tandem. É impressindivel que haja um teor grande de comprometimento de ambas as partes para que o processo seja bem sucedido. Ambos têm que ser responsáveis pelos seus processos de aprendizagem já que o processo de Tandem está baseado em três pilares que são a reciprocidade, o bilingüalismo e a autonomia.

Outro ponto colocado por nossos colegas é a importância da relação social para o desenvolvimento não só mental como também para a aprendizagem, citando Vigotsky. Através do Tandem o trabalho de parceria envolve todo um processo social de interação e de colaboração. E é possivelmente através deste tipo de interação que acabamos por desenvolver e aprender, talvez de forma mais produtiva do que no meio tradicional.


De fato, como disse o nosso colega Sergio, o único porém talvez seja a dificuldade que se tenha para encontrar duas pessoas interessadas em aprender um a língua do outro. Se bem que eu já vi um site onde pessoas de países diversos escreviam cartas e as colocavam neste local apenas pelo prazer de praticar o Português e contar suas experiências no Brasil. Pena que eu não tenha mais este endereço!

Aproveito para dar os parabéns a vc. Júnia pelo site e para agradecer pela oportunidade de conhecer este tipo de processo.

Um abraço,
Regina.

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[> [> Subject: Re: Sminário Tandem Learning


Author:
Viviane Lima
[ Edit | View ]

Date Posted: 14:28:46 01/25/03 Sat

Cibele, Júnia e colegas,

Cibele escreveu:
"Ainda me sinto um pouco cética no que se refere à aprendizagem sem o auxílio de um orientador, facilitador do processo. Talvez essa seja a razão pela qual não confie 100% no TLL."
Pelo que entendi o professor é um orientador e facilitador do processo pois propõem, organiza e monitora as tarefas. Entendi certo ou errado?
Viviane

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[> Subject: Re: Sminário Tandem Learning


Author:
Cibele Braga
[ Edit | View ]

Date Posted: 11:13:35 01/25/03 Sat

>Tarefas:
>Sugestões iniciais:
>• Relacione os princípios da aprendizagem colaborativa
> em regime de Tandem com o construto da autonomia
>discutido nos textos das semanas 1,2 e 7 de nosso
>curso.
>• Comente sobre os pontos que você considera mais
>relevantes para a aprendizagem em Tandem do texto
>Language Learning in Tandem via the Internet- Help
>and Tips.
>
>
>Referencias Bibliograficas :
>
>LITTLE, David. Learner Autonomy 1: Definitions,
>Issues, and Problems. Dublin: Authentik. 1991.
>
>LITTLE, David & BRAMMERTS, Helmut. A Guide to
>Language Learning in Tandem via the Internet. Dublin:
>Trinity College, Centre for Language and Communication
>Studies,1996.
>
>OLSON D. R. The World on Paper. Cambridge: Cambridge
>University Press,1994 apud SCHWIENHORST, K. Matching
>pedagogy and technology- Tandem learning and learner
>autonomy in online virtual language environments. In:
>R. Soetaert, E. De Man, G. Van Belle (Eds.). Language
>Teaching On-Line. Ghent: University of Ghent. 1998.
>p115-127
>Disponível:http://www.tcd.ie/CLCS/assistants/kschwien/P
>ublications/ECReportprint.htm. Acessado em 30 de set.
>2002.
>
>SCHWIENHORST, K. Matching pedagogy and technology-
>Tandem learning and learner autonomy in online virtual
>language environments. In: R. Soetaert, E. De Man, G.
>Van Belle (Eds.). Language Teaching On-Line. Ghent:
>University of Ghent. 1998. p115-127
>Disponível:http://www.tcd.ie/CLCS/assistants/kschwien/P
>ublications/ECReportprint.htm. Acessado em 30 de
>set.2002.
>
>SON, J.-B., & O'NEILL, S. Collaborative e-mail
>exchange: A pilot study of peer editing.
>Multimedia-Assisted Language Learning, 2 (2), 1999.
>69-87. Disponível em:
>http://www.usq.edu.au/opacs/cllt/sonjb/papers/mall99.ht
>m
>
>SOUZA, Ricardo. 2001.
>http://www.glen.hlc.unimelb.edu.au/glen/tandem/index.ht
>ml acessado em 06/01/2003.
>
>TESLCA-L, David Tillyer, 5 Oct. 1998.Disponível em:
>http://www.usq.edu.au/opacs/cllt/sonjb/papers/mall99.ht
>m. Acessado em 20 de ago.2002.

Júnia e colegas,

Lembrando o exemplo de Holec (1998) que a habilidade de dirigir um carro não significa necessariamente que em qualquer momento que uma pessoa entre em um carro é obrigada a pegar o volante e começar a dirigir, da mesma forma, o aprendiz autônomo não é automaticamente obrigado a auto-direcionar sua aprendizagem nem total e nem parcialmente. O saber falar um idioma, portanto, não implica necessariamente em saber ensiná-lo. A consciência dos estilos e preferências de aprendizagem, no entanto, facilitam e muito a eficácia do processo de autonomia. A partir da identificação dos processos cognitivos, meta-cognitivos e afetivos que afetam ou não a aprendizagem de um idioma,torna o aprendiz mais capaz de se organizar e controlar o seu próprio processo de aprendizagem.
Na TLL, a vontade e a oportunidade de aprendizagem mútuas são fatores fundamentais para a eficácia do processo. Se não houver uma clara definição de objetivos, inicialmente, pode haver uma sensação de falta de propósito, ineficiência, desequilíbrio.
Os princípios da reciprocidade, bilingualismo e autonomia mencionados no texto são imprescindíveis para o sucesso do empreendimento de aprendizagem em tandem, por que o gerenciamento da aprendizagem, o controle dos processos cognitivos e das situações e conteúdo de aprendizagem, ficam totalmente nas mãos dos aprendizes.
Concordo que o TLL é uma ferramenta a mais para que os alunos desenvolvam seus conhecimentos em um outro idioma e coloquem em prática as estratégias de aprendizagem. Ainda me sinto um pouco cética no que se refere à aprendizagem sem o auxílio de um orientador, facilitador do processo. Talvez essa seja a razão pela qual não confie 100% no TLL. A motivação deve ser muito forte e a cultura ocidental, em que a autonomia é apreciada, deve ser evidente, para que haja um treinamento disciplinado e contínuo.

Um abraço,

Cibele

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[> [> Subject: Re: Sminário Tandem Learning


Author:
Junia Braga
[ Edit | View ]

Date Posted: 16:15:26 01/25/03 Sat

>
Cibele,
Entendo perfeitamente suas colocaçoes. Obrigada pela participaçao.
>
>Lembrando o exemplo de Holec (1998) que a habilidade
>de dirigir um carro não significa necessariamente que
>em qualquer momento que uma pessoa entre em um carro é
>obrigada a pegar o volante e começar a dirigir, da
>mesma forma, o aprendiz autônomo não é automaticamente
>obrigado a auto-direcionar sua aprendizagem nem total
>e nem parcialmente. O saber falar um idioma, portanto,
>não implica necessariamente em saber ensiná-lo.

A aprendizagem em Tandem e nem outras aprendizagens colaborativas que conheço não pressupõem que o aprendiz seja autonomo e nem que se qualifique como professor. Ao contrário, as abordagens colaborativas funcionam como scaffolding para que o aprendiz desenvolva sua autonomia.

Ainda me sinto um pouco cética no que se
>refere à aprendizagem sem o auxílio de um orientador,
>facilitador do processo. Talvez essa seja a razão pela
>qual não confie 100% no TLL. A motivação deve ser
>muito forte e a cultura ocidental, em que a autonomia
>é apreciada, deve ser evidente, para que haja um
>treinamento disciplinado e contínuo.

A abordagem colaborativa de Tandem se fundamenta no princípio da autonomia e oferece aos seus participantes um ambiente favorável à aprendizagem mútua onde os participantes assumem responsabilidade de sua aprendizagem condiçao essencial segundo Holec para o desenvolvimento da autonomia.
Na aprendizagem de tandem, como em outras abordagens colaborativas, os participantes são os facilitadores uns dos outros. O 'poder' é compartilhado entre os participantes e o professor é um professor aprendiz (aprende com o grupo ).
Em alguns gerenciamentos de Tandem professores dão treinamentos e elaboram tarefas mas o processo continua centrado no aprendiz.


>

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[> Subject: Re: Seminário Tandem Learning


Author:
Viviane Lima
[ Edit | View ]

Date Posted: 15:40:15 01/25/03 Sat

Sugestões iniciais:
• Relacione os princípios da aprendizagem colaborativa em regime de Tandem com o construto da autonomia discutido nos textos das semanas 1,2 e 7 de nosso curso.

Schwienhorst (1998) inicialmente ampara o seu conceito de aprendizagem por Tandem a partir de concepções teóricas de outros autores tais como Little ao definir o conceito de autonomia (capacidade de distanciamento e reflexão crítica, de tomada de decisões e de agir independemente); Vygotsky ao se referir a aprendizagem por meio de trocas sociais que enfatizam a interação e a colaboração; Kelly ao apresentar a teoria de construção pessoal que afirma que o homem constrói o mundo de maneira pessoal e distinta de seus pares; Piaget por sua teoria de que o homem constrói conhecimento a partir do mundo.

O autor usa esse arcabouço teórico para apresentar a sua definição do aprendizado por Tandem. Tal arcabouço ancora sua definição especialmente na definição de três príncipios básicos para tal aprendizagem: reciprocidade, bilingualismo e autonomia.

A aprendizagem por Tandem precisa ser recíproca para que o objetivo de compartilhamento de informações das duas línguas em questão seja atendido. Se houver mais empenho de um dos participantes, a aprendizagem de uma das línguas pode ficar comprometida. Deriva daí o fato da aprendizagem por Tandem ser bilingue. Autonomia está relacionada a aprendizagem por Tandem por serem seus participantes responsáveis por seus processos de aprendizagem bem como pela colaboração estabelecida para atingir tais objetivos.


Comente sobre os pontos que você considera mais relevantes para a aprendizagem em Tandem do texto Language Learning in Tandem via the Internet- Help and Tips.

O que considerei mais relevante foi o fato de alunos iniciante poderem ser incluídos nos grupos de Tandem. Acho que o aluno iniciante está quase sempre em um momento de motivação grande para a aprendizagem da língua estrangeira e se ele puder "experimentar" as trocas comunicativas reais que essa forma de aprendizagem autônoma oferece, o ganho pode ser incalculável Porém, acredito que a proposição de tarefas pelo professor e seu constante monitoramento são mais importantes nesse do que em qualquer momento justamente para não frustrar tal motivação.

Viviane

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