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Date Posted: 21:23:46 07/25/03 Fri
Author: Maria Raquel Bambirra
Subject: Re: Semana 12 - Teoria da Metáfora Morta
In reply to: Maura 's message, "Re: Semana 12 - Teoria da Metáfora Morta" on 21:04:45 07/24/03 Thu

Maura, começo com seu texto:

>Para chegar a essa conclusão eu me baseei
>principalmente no seguinte trecho: “... Determining
>whether a given metaphor is dead or just unconsciously
>conventional is not always an easy matter. It might
>require, among other things, a search for ets
>systematic manifestation in the language as a whole
>and in our everyday reasoning patterns.”
>Quando você diz: “Metáfora morta É a mesma coisa que
>metáfora convencional básica! E eu diria que sim...”
>Partindo do pressuposto de que você esteja certa ,
>como explicar o trecho acima? Por que determinar se
>uma “metaphor is dead” ou “just unconsciously
>conventional” ?
>Um abraço,
>Maura

Bom, quando eu disse metáfora convencional "básica", estava usando a terminologia de Lakoff e Turner como variante de metáfora morta. E isso é diferente de metáfora convencional simplesmente. Pode ser aí que você não digeriu minha fala...

Mas partindo do pressuposto de que eu esteja certa, explico o trecho acima, principalmente quando ele fala: "It might require, among other things, a search for its systematic manifestation in the language as a whole and in our everyday reasoning patterns."

Vou dar dois exemplos que matam de vez essa charada. O primeiro está nas infinitas gírias da moda dos adolescentes. Elas são manifestações sistemáticas diferenciadas de metáforas convencionais básicas (mortas) imutáveis, que têm a função de alojar-se em nosso sistema conceitual de forma a estruturá-lo, ou seja, de forma a permitir que façamos associações, inferências, enfim, que compreendamos nossa realidade da forma como ela se apresenta. Então não importa se o adolescente fala pro amigo também adolescente: "Tô caindo no trecho no final de semana, véio. Vou dar uma conferida numas paradinhas por aí.", porque isso é compreendido até por nós adultos, já quase velhos, que às vezes ainda nem tínhamos ouvido tal construção metafórica por excelência antes, mas que compartilhamos com esses mesmos adolescentes a mesma metáfora convencional básica que dá origem a essa pluraridade de gírias e usos de itens de língua. Tal metáfora é: A VIDA É UMA VIAGEM. A metáfora é o ponto de articulação da criação de significação na língua!

Voltando à sua pergunta alvo dessa resposta minha, digo que a metáfora convencional básica é também chamada de metáfora morta porque ela não se manifesta na língua de forma direta. O adolescente não fala que está saindo de viagem no final de semana porque está vivo e não quer ficar parado vendo a vida passar, mas sim quer curtir a vida acontecendo, fazendo coisas interessantes. Ele fala que "tem que dar uns rolés de vez em quando pra desencanar senão o tempo passa e quando a gente abre o olho a gente tá velho e não curtiu nada"... A construção metafórica que ele usa varia sempre, mas ela é criada pela cognição desse jovem, em função de ele ter lá, o registro da metáfora convencional básica que diz que a vida é uma viagem. Ele cria uma metáfora convencional a cada vez que vai falar da vida e de como lida com o passar do tempo, mas todas essas metáforas convencionais por ele criadas, baseiam-se na metáfora convencional básica que diz que a vida é uma viagem. O que seria então, por coerência, a metáfora viva são as infinitas manifestações que, segundo o texto que você selecionou, devem ser buscadas e comparadas, uma vez que elas são o testemunho vivo da existência da metáfora conceitual básica, dita morta, por não mais aparecer de forma direta em nosso discurso. Agora, somente cair em desuso não promove uma metáfora à categoria de uma metáfora morta. O que faz isso é o fato de ela continuar determinando a criação de outras metáforas no mesmo sentido, o que nos assegura que ela foi incorporada pela estruturação do sistema cognitivo conceitual.

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