Author:
Jerónimo de Sousa
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Date Posted: 16/07/05 22:00:25
In reply to:
Ash
's message, "A Falencia do Estado" on 13/07/05 17:56:43
Jerónimo "culpa" Governo pela «estagnação económica»
A Capital, 16/07/05
Jerónimo de Sousa fez ontem duras acusações ao Governo socialista, responsabilizando-o pelo actual quadro de «estagnação económica» do país e pelo «desleixo» na prevenção dos incêndios florestais.
As posições foram assumidas pelo líder comunista durante a apresentação dos candidatos da CDU às presidências da Câmara da Covilhã, Jorge Fael.
No seu discurso, Jerónimo de Sousa referiu que o Governo «anunciou aos sete ventos que o país estava em condições de enfrentar o problema dos fogos, mas a verdade é que, até ao passado domingo, já tinha ardido mais 50 por cento de área florestal do que em 2004».
«Concentrando a sua actuação sobre os meios de combate, durante os meses de Abril e Maio, o Governo desleixou as operações de prevenção e de vigilância, onde, a par com muito folclore mediático, não tomou medidas para o reforço dos guardas florestais [hoje reduzido a um terço do seu quadro], do número de postos de vigilância e do número de brigadas florestais», acusou o líder do PCP. Jerónimo de Sousa fez mesmo um ataque directo ao ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa.
«Depois de declarações pomposas do ministro na Assembleia da República sobre a antecipação da época de fogos florestais para 15 de Maio - e que a partir de 01 de Junho haveria os meios necessários -, o facto é que, até 8 de Junho, pelo menos, houve apenas dois helicópteros a funcionar, assim como uma clara escassez de outros meios aéreos», sustentou.
No plano da economia, o secretário-geral do PCP acusou o Governo de encenar «uma operação de marketing» sobre «pacotes de milhões de euros de investimentos» com o objectivo de «fazer esquecer as gravosas medidas que decretou contra os portugueses que vivem do seu trabalho».
Segundo Jerónimo de Sousa, o primeiro-ministro, José Sócrates, é o protagonista de «operações de propaganda», que se traduzem nos seus «apelos voluntaristas» e em «profissões de fé» do tipo «vamos vencer a crise».
«Portugal está a entrar num ciclo vicioso de estagnação e recessão, do qual pode não sair tão cedo, condenando o país ao marasmo por muitos anos», observou o líder comunista.
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